Rio de Janeiro
Promotores denunciam também o engenheiro que deu aval técnico ao funcionamento do parque. Em junho de 2010, uma mulher morreu depois de despencar da montanha russa. Perícia constatou que havia emendas de pano e grampos de fixação feitos de arame
“Deixando de observar as regras técnicas de suas profissões, os engenheiros denunciados, ao permitirem o funcionamento do brinquedo em condições impróprias, com negligência e imperícia, na posição de garantidores, concorreram para o resultado lesivo.”
De acordo com os promotores Márcia Velasco e Alexandre Themístocles, os denunciados expuseram os frequentadores do parque a perigo “direto e iminente.” Na noite de 19 de junho, durante o funcionamento do brinquedo, Heydiara Lemos despencou de uma altura aproximada de sete metros, sofrendo traumatismo do crânio, tórax e abdome, com hemorragia interna e contusão pulmonar, e morreu. A montanha russa era operada por Amanda da Silva de Lima Santos, que sequer era contratada pelo parque.
De acordo com a denúncia, Gomes dos Santos, engenheiro diretor operacional e administrador, foi previamente informado das irregularidades, mas optou por não ter a despesa necessária com as medidas que garantiriam o funcionamento seguro dos brinquedos. O segundo denunciado, que é engenheiro mecânico, deu aval técnico ao funcionamento do parque, sem apontar falhas de manutenção e operação, expondo os usuários a risco de acidente.
A denúncia chama a atenção para o resultado da perícia técnica, que constatou, entre outras barbaridades, folgas entre os bancos e as travas de segurança, grampos de fixação feitos de arame e totalmente enfererujados, além de emendas feitas com pedaços de pano e fita isolante. Também foi apontada a necessidade de três operadores para o funcionamento regular da montanha russa.
Dizem os promotores: “Deixando de observar as regras técnicas de suas profissões, os engenheiros denunciados, ao permitirem o funcionamento do brinquedo em condições impróprias, com negligência e imperícia, na posição de garantidores, concorreram para o resultado lesivo.”
O Terra Encantada foi inaugurado em 1998, com a pretensão de ser uma espécie de Disney brasileira. Com mais de 200 mil metros quadrados, na Barra da Tijuca, recebeu investimentos de 220 milhões de dólares, e contou com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico.
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