Vida Digital
Um grupo de paulistas vai reunir clientes com problemas semelhantes e encaminhar as reclamações para os órgãos responsáveis
A iniciativa do grupo de São Paulo veio após um estudo divulgado em outubro pela empresa de pesquisa Maritz Research, dos Estados Unidos. O levantamento mostra que, apesar de dar mais visibilidade às insatisfações, a divulgação das reclamações nas redes sociais não garante a reparação do dano. Apenas 30% das pessoas que reclamam no Twitter recebem algum tipo de resposta das empresas.
A ideia, segundo a sócia-fundadora do Zaanga.com.br, Raquel Costa, é melhorar concretamente a relação entre as empresas e os consumidores lesados. "As empresas conseguem monitorar quantas vezes são citadas nas redes. Mas o consumidor não tem como saber quantas pessoas vivem o mesmo problema que ele. O Zaanga permite que eles se encontrem e ajam conjuntamente", esclarece Raquel.
O consumidor acessa o Zaanga a partir de seu cadastro no Facebook, preenche um questionário em que, a partir de palavras-chave, vai permitir que tome conhecimento de outro tanto de pessoas com o mesmo problema. A partir daí, ele tem a opção 'mobilize-se', caso queira ter sua reclamação encaminhada por uma advogada para a empresa e órgão competentes. As respostas chegam também pela mesma plataforma. O usuário não será tarifado. Caso não queira mobilizar-se, pode ficar apenas como observador.
Na linha das empresas startup, os investimentos na nova plataforma foram basicamente em capital intelectual. O Zaanga é administrado por quatro equipes: concepção de produto, tecnologia, comunicação e jurídico. A ideia nasceu da experiência dos fundadores nos dois lados da mesa: como consumidores que já foram lesados mais de uma vez e como consultores de empresas.
(Com Agência Estado)
Nenhum comentário:
Postar um comentário