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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Cientistas desvendam estrela vampira

Astronomia

A 1.100 anos-luz da Terra, uma pequena estrela está roubando massa da companheira maior, uma gigante vermelha. Astrônomos registraram o momento combinando os mais modernos telescópios do mundo

A imagem, 50 vezes mais nítida que as geradas pelo telescópio Hubble, mostra a estrela mais quente (azul) roubando matéria da companheira, uma gigante vermelha. As cores dos astros foram alteradas para representar suas temperaturas A imagem, 50 vezes mais nítida que as geradas pelo telescópio Hubble, mostra a estrela mais quente (azul) roubando matéria da companheira, uma gigante vermelha. As cores dos astros foram alteradas para representar suas temperaturas (ESO)
Estrela vampira. É assim que astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) descrevem uma pequena estrela a 1.100 anos-luz da Terra, na constelação de Lebre. O astro está roubando massa da companheira maior, uma gigante vermelha. As imagens capturadas pelo ESO são as melhores já registradas. Os resultados mostram que a transferência de matéria entre as duas estrelas é mais suave do que se esperava.

Saiba mais

CONSTELAÇÃO DE LEBRE
Lebre, ou Lepus (lebre, em latim), é uma constelação com oito estrelas principais. Ela é visível a partir do Hemisfério Sul, abaixo da constelação de Orion. Embora Lebre não represente nenhuma figura da mitologia grega, ela foi uma das 48 constelações listadas no século II pelo astrônomo grego Ptolomeu. Por vezes, é representada por uma lebre sendo perseguida por Orion, o caçador. Todas as estrelas da constelação tem seu nome formado pelo genitivo Leporis, daí o nome SS Leporis para o sistema com o astro vampiro.
Os cientistas observaram o sistema SS Leporis, que contém duas estrelas que orbitam entre si em um período de 260 dias. Uma das estrelas perdeu maior parte de sua matéria por causa da companheira vampira. Os cientistas não sabem explicar como a estrela gigante vermelha perdeu massa para a companheira. Uma hipótese seria uma grande quantidade de matéria que é expelida pela estrela gigante sob a forma de vento estelar e capturada pela companheira menor e mais quente.

"Sabíamos que esta estrela dupla era incomum e que material estava a fluir de uma estrela para a outra," diz o coautor Henri Boffin, do ESO. “O que descobrimos no entanto, foi que a transferência de massa é completamente diferente do previsto por modelos anteriores: a 'mordida' da estrela vampira é muito mais suave, porém altamente eficaz."

 As estrelas estão separadas a pouco mais de 149 milhões de quilômetros, a distância entre o Sol e a Terra. A estrela maior — e mais fria — se estende até um quarto da distância, como se o Sol fosse grande o suficiente para engolir Mercúrio. Por causa da proximidade, a estrela menor — e mais quente — já canibalizou cerca de metade da massa da estrela maior.

Para conseguir enxergar o sistema da estrela vampira, os astrônomos combinaram a luz captada por quatro telescópios instalados no Observatório do Paranal, um dos três operados pelo ESO no deserto do Atacama, no Chile. A técnica permitiu criar um telescópio virtual de 130 metros de diâmetro, capaz de observar com uma nitidez 50 vezes superior ao Telescópio Espacial Hubble, da agência espacial americana e europeia.
VEJA

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