sábado, 3 de dezembro de 2011

Diane Keaton exalta amor por Woody Allen em autobiografia

Cinema

No livro, atriz diz que ainda sonha com o diretor e que queria ter casado com Al Pacino, mas prefere os beijos de Jack Nicholson

A atriz americana Diane Keaton: paixão por Woody Allen e Al Pacino. Mas quem beija bem é Jack Nicholson A atriz americana Diane Keaton: paixão por Woody Allen e Al Pacino. Mas quem beija bem é Jack Nicholson (Todd Williamson/Getty Images)
Diane Keaton possui uma imagem de mulher independente, pouco interessada na opinião dos outros. A atriz faz justiça à fama na autobiografia Then Again: A Memoir (Então, de Novo: Uma Memória), que acaba de lançar. No livro, sem se importar com o que podem dizer dela, Diane afirma que ainda sonha com Woody Allen e que queria ter casado com Al Pacino, mesmo achando que Jack Nicholson beija melhor.
Após uma primeira parte centrada em sua infância, o livro se torna mais interessante com a mudança de uma jovem Diane (Hall) da ensolarada Califórnia para a cosmopolita Nova York. "Não me recordo do momento em que entrei no avião, que me levou a 3.000 milhas de casa, quando tinha apenas 19 anos", conta ela. "Mas Nova York era meu destino."
Foi lá que mudou de nome. Ao iniciar sua carreira de atriz, já havia uma Diane Hall. Assim, ela decidiu usar o sobrenome Keaton. "Deixar de ser eu mesma me gerou certa perplexidade", reconhece. A partir desse momento, Diane começou sua carreira e, pouco tempo depois, já estava trabalhando com Woody Allen na peça teatral Play It Again, Sam, levada ao cinema pelo título em português Sonho de um Sedutor. "Durante os ensaios, me apaixonei pelo Allen do roteiro, mas também por Woody", diz. "Formávamos um casal curioso, do tipo mais reservado." O romance acabou já em 1975, o que não a impediu de manter uma excelente relação com o diretor.
"Sinto saudades de Woody. Ele se estremeceria se soubesse o quanto gosto dele. Sou bastante direta para não tocar nesse assunto. Sei que poderia soar grotesco meu afeto por ele. Mas o que vou fazer? Ainda o amo", declara a atriz. Embora lembre com muito carinho o ator Warren Beatty - "Me chamou a atenção desde o primeiro momento em que o vi. Levantei a cabeça e lá estava o meu homem ideal em pessoa" -, a atriz dedica mais espaço para Al Pacino, a quem conheceu durante as filmagens da primeira parte de O Poderoso Chefão e com quem viveu uma longa relação.

"Estou bastante segura de que, para Al Pacino, eu era só uma amiga. Apesar de gostar de ouvi-lo, eu queria mais, muito mais. Toneladas. Queria que ele me quisesse tanto como eu a ele." Apesar da vontade, Diane não conseguiu. "Enquanto rodávamos O Poderoso Chefão 3, em Roma, eu cheguei a intimá-lo: "Casa comigo ou pelo menos leva em consideração essa possibilidade''.
Ela é minuciosa neste aspecto, mas sua biografia não fala só de amores. Também há espaço para seus filmes, como: Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, que mudou sua vida, e Reds (1981), uma dura experiência. O favorito, sem dúvida, foi Alguém Tem que Ceder (2003), que é lembrado como "a oportunidade que Nancy Meyers (a diretora), me deu para beijar Jack Nicholson", ironiza a atriz em suas memórias. "Sempre será meu filme preferido, não só porque foi algo inesperado aos 54 anos, mas também porque me proporcionou a maravilhosa sensação de estar com duas pessoas extraordinárias, que me deram dois presentes e um beijo."
Uma vida tão dedicada ao cinema como a própria família é um dos motes da biografia, que aborda com carinho seus pais e irmãos, além dos dois filhos, Dexter e Duke. Em 1995, com quase 50 anos, Diane Keaton decidiu se tornar mãe. Seis anos depois, ela adotou seu segundo filho, uma experiência que marcou sua vida, dividida entre a alegria proporcionada pelos filhos e o sofrimento pelo envelhecimento de sua mãe, Dorothy Deanne.
Misturando suas lembranças com os diários da mãe, Dorothy, falecida em 2008 após lutar contra o Alzheimer, a impagável protagonista de Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977) escreve uma sensível e realista autobiografia, em que demonstra ter pouco interesse em pertencer ao mundo das estrelas de Hollywood.
Diane relata a doença da mãe com grande delicadeza, carinho e respeito, criando uma espécie de diálogo com ela, apesar de Dorothy ter morrido em 2008. "Desejo apresentar minha vida junto à sua para, como escreveu, chegar a um ponto em que eu comece a me ver de um modo mais compreensivo."
(Com agência EFE)
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