07/12/2011 - 16:44
Comportamento
Pesquisa americana mostra que as pessoas preferem usar o dinheiro para obter recompensas menores, mas imediatas, a esperar por prêmios maiores
CONHEÇA A PESQUISAO estudo foi baseado na resposta de 437 moradores de Boston, nos EUA, todos de classe média ou média-baixa. Eles estavam declarando o imposto de renda com a ajuda de técnicos de um centro comunitário local e aceitaram responder um questionário no qual escolhiam entre recompensas menores, mas imediatas, ou maiores e mais demoradas.
Título original: Time Discounting Predicts Creditworthiness
Onde será divulgada: revista Psychological Science
Quem fez: Stephan Meier e Charles Sprenger.
Instituição: Centro de Comportamento Econômico e Tomada de Decisões do Federal Reserve, em Boston.
Dados de amostragem: 437 americanos de classe média e média-baixa, moradores de Boston.
Resultado: Pessoas que preferem recompensas menores, mas imediatas, a outras maiores, mas que demoram, têm pontuação de crédito menor do que as mais pacientes.
A pesquisa foi realizada pelo Centro de Comportamento Econômico e Tomada de Decisões do Federal Reserve, o Banco Central Americano, em Boston. A instituição tenta entender as razões psicológicas que ajudaram a desencadear a crise da dívida imobiliária.
Quando os economistas compararam as respostas com a pontuação de crédito (baseada no histórico pessoal de pagamento de dívidas e empréstimos) de cada voluntário, perceberam que os que preferem recompensas imediatas possuem as menores pontuações. Uma baixa pontuação normalmente indica problemas com crédito no passado. Um exemplo é o não pagamento da hipoteca imobiliária — calote que quase levou ao colapso o sistema econômico americano em 2008, iniciando uma crise que teve consequências no mundo inteiro.
"As pessoas acumulam dívidas e depois precisam decidir se usam o que ganham para pagar esses débitos ou para outra coisa", afirma o economista Stephan Meier, da Universidade de Columbia. "A impaciência leva ao não pagamento das contas", completa.
O economista admite que há outros motivos para a inadimplência, como a perda do emprego. "Mas há o calote estratégico, no qual as pessoas fazem uma análise de custo benefício disso", afirma. São pessoas que preferem aproveitar o dinheiro logo e lidar com as dívidas no futuro.
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