Tavito, nome artístico de Luís Otávio de Melo Carvalho (Belo Horizonte, 26 de janeiro de 1948) é um músico e compositor brasileiro. Algumas canções compostas por Tavito tornaram-se grandes sucessos: "Rua Ramalhete" e "Casa no Campo" (com Zé Rodrix).Tavito ganhou seu primeiro violão aos 13 anos. Autodidata, começou a participar de serenatas e festas. Foi companheiro de geração de Milton Nascimento e de outros músicos mineiros, tais como Toninho Horta, Tavinho Moura e Nelson Ângelo. Em 1965 conheceu Vinícius de Morais, que apreciou o estilo de Tavito e o convidou a participar de suas apresentações na capital mineira. Mais tarde, participou do conjunto Som Imaginário e no final da década de 1970 seguiu carreira solo. Produziu discos de alguns artistas (Marcos Valle, Renato Teixeira, Selma Reis e Sá & Guarabyra). Ficou sem realizar espetáculos entre 1992 e 2004, época em que se dedicou às composições, aos arranjos e à publicidade.
Discografia
Som Imaginário
* Som Imaginário - 1970 EMI LP, CD
* Som Imaginário. - 1971 EMI LP, CD
* Matança do porco - 1973 EMI LP, CD
Solo
* Tavito 1 - 1980 - CBS LP, CD
* Tavito 2 - 1982 - CBS LP
* Número 3 - 1983 - CBS LP
* Simpatia/Água e luz - 1984 - CBS ( Compacto simples)
* Tudo - 2009 - Tratore CD
FAIXAS:
1. Cowboy
2. Rua Ramalhete
3. Você Me Acende
4. Longe do Medo
5. Cravo e Canela
6. Naquele Tempo
7. Começo,Meio e Fim
8. A Ilha
9. Coração Remoçado
10. Casa no Campo
quarta-feira, 16 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
No meio do terremoto, a incrível disciplina japonesa
Enquanto a terra treme, funcionários correm para não deixar que os produtos despenquem das prateleiras.
Imagens como esta nos ajuda a entender melhor o que é o Japão e seu povo.
JB
Imagens como esta nos ajuda a entender melhor o que é o Japão e seu povo.
JB
domingo, 13 de março de 2011
São Lourenço do Sul, no RS, sofre pior inundação em 70 anos
As vitimas de Enchentes não devem aceitar qualquer tipo de "Migalhas" por parte do governo. Devem é exigir uma indenização total por perdas e danos aos governantes... Não aceitar migalhas... Jamais... Mesmo estando em situação precária... Espere... Não se conforme, não aceite ser enrolado pelos donos do Poder!.
A pior enchente que já atingiu São Lourenço do Sul, cidade de 43 mil habitantes a 191 km de Porto Alegre, causou prejuízos e deixou bairros inteiros cobertos de lama.
Na zona urbana, a água alcançou três metros de altura na madrugada de anteontem, superando todas as marcas da inundação de 1941, que sobrevivia na memória local como a pior catástrofe natural da cidade.
Por volta das 12h30 de ontem, foi encontrado o corpo de Raul Estreito Júnior, 12, a sétima vítima da enxurrada. A Defesa Civil chegou a anunciar oito mortes, mas o número foi corrigido. Uma pessoa segue desaparecida.
A inundação formada pela forte chuva no arroio São Lourenço, riacho que corta a cidade, arrancou árvores pela raiz e invadiu as casas de pelo menos 15 mil pessoas.
O número de mortos só não foi maior porque a prefeitura alertou a população por meio de carros de som pouco antes da enchente.
Ontem, parte dos moradores começou a voltar para casa. Nas ruas, uma cena se repetia: pessoas enlameadas tentando limpar suas casas, apesar da falta de água encanada, e montando pilhas de móveis que viraram lixo.
A economia do município foi afetada. No porto de pescadores do bairro de Navegantes, dezenas de barcos foram jogados contra casas. Com cascos esmigalhados, outros afundaram. Ancoradouros e trapiches foram levados pelo dilúvio.
"Temos enchentes aqui às vezes, mas nunca nada perto disso", conta o dono de estaleiro Divino Vernetti, 69.
Pequenas fábricas, supermercados e lojas perderam todo o estoque nos bairros Navegantes e Barrinha, os mais atingidos. O calçamento cedeu lugar a crateras.
O prefeito José Nunes (PT) calcula que o prejuízo passe dos R$ 100 milhões. O governador do RS, Tarso Genro (PT), visitou o município e anunciou linha de crédito de R$ 50 milhões pelo Banrisul.
Estadão
Proteste dá orientações a vítimas das enchentes
Os cidadãos afetados pelas recentes enchentes têm direito a uma indenização do Poder Público pelos danos sofridos, na opinião de Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste Associação de Consumidores. Para ela, uma das formas mais rápidas de buscar na Justiça a reparação é recorrer de forma coletiva, por meio das associações, ou por meio de Ação Civil Pública. A informação é da Agência Brasil.
Maria Inês destacou que as vítimas devem guardar todos os comprovantes dos danos sofridos, como fotografias, orçamentos de conserto de aparelhos, notas fiscais e comprovantes de residência. A Proteste considera que os governos têm a obrigação de fiscalizar a ocupação dos terrenos em encostas ou áreas de risco para evitar tragédias como a que ocorreu na Região Serrana do Rio de Janeiro. "O Poder Público não pode deixar as pessoas ocuparem essas regiões e deve zelar pela segurança delas", destacou.
Para o promotor Rodrigo Terra, do Ministério Público do Rio de Janeiro, as orientações da Proteste fazem sentido por se tratar de um caso de responsabilidade civil. Ele afirmou que o Estado pratica um ato ilícito quando áreas consideradas de risco são ocupadas sem nenhum critério ou segurança. "Isso é fácil de o Estado controlar porque é só demover as pessoas da ideia de se instalarem ali", acredita. Outras medidas que o Poder Público precisa tomar, acrescentou, é a instalação de placas advertindo que os locais são áreas de risco e a demolição das construções.
Já para o conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro, Carlos José de Souza Guimarães, a tragédia da Região Serrana do estado também diz respeito à inércia das prefeituras, apesar das causas naturais. Para ele, as administrações municipais têm responsabilidade direta e constitucional pelo uso correto e idôneo do solo urbano, ponto reforçado há cerca de dez anos pelo Estatuto das Cidades.
A pior enchente que já atingiu São Lourenço do Sul, cidade de 43 mil habitantes a 191 km de Porto Alegre, causou prejuízos e deixou bairros inteiros cobertos de lama.
Na zona urbana, a água alcançou três metros de altura na madrugada de anteontem, superando todas as marcas da inundação de 1941, que sobrevivia na memória local como a pior catástrofe natural da cidade.
Por volta das 12h30 de ontem, foi encontrado o corpo de Raul Estreito Júnior, 12, a sétima vítima da enxurrada. A Defesa Civil chegou a anunciar oito mortes, mas o número foi corrigido. Uma pessoa segue desaparecida.
A inundação formada pela forte chuva no arroio São Lourenço, riacho que corta a cidade, arrancou árvores pela raiz e invadiu as casas de pelo menos 15 mil pessoas.
O número de mortos só não foi maior porque a prefeitura alertou a população por meio de carros de som pouco antes da enchente.
Ontem, parte dos moradores começou a voltar para casa. Nas ruas, uma cena se repetia: pessoas enlameadas tentando limpar suas casas, apesar da falta de água encanada, e montando pilhas de móveis que viraram lixo.
A economia do município foi afetada. No porto de pescadores do bairro de Navegantes, dezenas de barcos foram jogados contra casas. Com cascos esmigalhados, outros afundaram. Ancoradouros e trapiches foram levados pelo dilúvio.
"Temos enchentes aqui às vezes, mas nunca nada perto disso", conta o dono de estaleiro Divino Vernetti, 69.
Pequenas fábricas, supermercados e lojas perderam todo o estoque nos bairros Navegantes e Barrinha, os mais atingidos. O calçamento cedeu lugar a crateras.
O prefeito José Nunes (PT) calcula que o prejuízo passe dos R$ 100 milhões. O governador do RS, Tarso Genro (PT), visitou o município e anunciou linha de crédito de R$ 50 milhões pelo Banrisul.
Estadão
Proteste dá orientações a vítimas das enchentes
Os cidadãos afetados pelas recentes enchentes têm direito a uma indenização do Poder Público pelos danos sofridos, na opinião de Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste Associação de Consumidores. Para ela, uma das formas mais rápidas de buscar na Justiça a reparação é recorrer de forma coletiva, por meio das associações, ou por meio de Ação Civil Pública. A informação é da Agência Brasil.
Maria Inês destacou que as vítimas devem guardar todos os comprovantes dos danos sofridos, como fotografias, orçamentos de conserto de aparelhos, notas fiscais e comprovantes de residência. A Proteste considera que os governos têm a obrigação de fiscalizar a ocupação dos terrenos em encostas ou áreas de risco para evitar tragédias como a que ocorreu na Região Serrana do Rio de Janeiro. "O Poder Público não pode deixar as pessoas ocuparem essas regiões e deve zelar pela segurança delas", destacou.
Para o promotor Rodrigo Terra, do Ministério Público do Rio de Janeiro, as orientações da Proteste fazem sentido por se tratar de um caso de responsabilidade civil. Ele afirmou que o Estado pratica um ato ilícito quando áreas consideradas de risco são ocupadas sem nenhum critério ou segurança. "Isso é fácil de o Estado controlar porque é só demover as pessoas da ideia de se instalarem ali", acredita. Outras medidas que o Poder Público precisa tomar, acrescentou, é a instalação de placas advertindo que os locais são áreas de risco e a demolição das construções.
Já para o conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro, Carlos José de Souza Guimarães, a tragédia da Região Serrana do estado também diz respeito à inércia das prefeituras, apesar das causas naturais. Para ele, as administrações municipais têm responsabilidade direta e constitucional pelo uso correto e idôneo do solo urbano, ponto reforçado há cerca de dez anos pelo Estatuto das Cidades.
Caminhadas diárias
caminhadas diárias
O que não são uns exercícios físicos na vida de uma pessoa… digamos, sedentária, hein!? Nem que seja uma caminhada breve, mas diária. A gente se sente muito mais disposta para abraçar um dia de trabalho do cão, respiramos melhor, o sangue parece que circula sem preguiça. Nós que passamos a caminhar todas as manhãs nos arredores de casa – bem cedinho para fugir do solão insano destes dias. Nos sábado, domingo, feriados... Estendo a caminhada, paro na padaria e tomo um cafezinho reforçado, compro o jornal e volto leve para casa. A felicidade, tenho que concordar com o chavão, está nas coisas pequenas, que, se não prestarmos atenção, passam num estalar de dedos e nem aproveitamos.
O que não são uns exercícios físicos na vida de uma pessoa… digamos, sedentária, hein!? Nem que seja uma caminhada breve, mas diária. A gente se sente muito mais disposta para abraçar um dia de trabalho do cão, respiramos melhor, o sangue parece que circula sem preguiça. Nós que passamos a caminhar todas as manhãs nos arredores de casa – bem cedinho para fugir do solão insano destes dias. Nos sábado, domingo, feriados... Estendo a caminhada, paro na padaria e tomo um cafezinho reforçado, compro o jornal e volto leve para casa. A felicidade, tenho que concordar com o chavão, está nas coisas pequenas, que, se não prestarmos atenção, passam num estalar de dedos e nem aproveitamos.
sábado, 12 de março de 2011
A verdade está na cara, mas não se impõe. - Arnaldo Jabor
O que foi que nos aconteceu?
No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor,'explicáveis' demais.
Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas.
Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados , e nada rola.
A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma situação inédita na História brasileira !!!!!!!
Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político , infiltrada no labirinto das oligarquias , mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada !!!!!!!!
Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos !!!!
Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes, as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo !!!!!
Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações.. Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz !!!!!
Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Este governo é psicopata!!! Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de 'povo', consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações 'falsas', sua condição de cúmplice e Comandante em 'vítima'!!!!!
E a população ignorante engole tudo. Como é possível isso?
Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na Fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados - nos comunica o STF.
Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização.. Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua.. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo.
Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito....
Está havendo uma desmoralização do pensamento.
Deprimo-me:
Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?'..
A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua. Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo.
A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais Aos fatos! !!!!
Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações.
No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política.
Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da república. São verdades cristalinas, com sol a Pino.
E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de 'gafe'.
Lulo-Petistas clamam: 'Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT ? Como ousaram ser honestos?'
Sempre que a verdade eclode, reagem.
Quando um juiz condena rápido, é chamado de exibicionista'. Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de 'finesse' do governo de FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando...
Mas agora é diferente.
As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma neo-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte.
Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem , de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o Populismo e o simplismo.
Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em 'a favor' do povo e 'contra', recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual.. Teremos o 'sim' e o 'não', teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição Mundo x Brasil, nacional x internacional e um voluntarismo que legitima o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois.
Alguns otimistas dizem: 'Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de Verdades'!
(Comentário de Arnaldo jabor no site da CBN, retirado por ordem do TSE)
No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor,'explicáveis' demais.
Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas.
Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados , e nada rola.
A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma situação inédita na História brasileira !!!!!!!
Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político , infiltrada no labirinto das oligarquias , mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada !!!!!!!!
Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos !!!!
Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes, as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo !!!!!
Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações.. Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz !!!!!
Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Este governo é psicopata!!! Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de 'povo', consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações 'falsas', sua condição de cúmplice e Comandante em 'vítima'!!!!!
E a população ignorante engole tudo. Como é possível isso?
Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na Fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados - nos comunica o STF.
Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização.. Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua.. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo.
Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito....
Está havendo uma desmoralização do pensamento.
Deprimo-me:
Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?'..
A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua. Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo.
A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais Aos fatos! !!!!
Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações.
No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política.
Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da república. São verdades cristalinas, com sol a Pino.
E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de 'gafe'.
Lulo-Petistas clamam: 'Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT ? Como ousaram ser honestos?'
Sempre que a verdade eclode, reagem.
Quando um juiz condena rápido, é chamado de exibicionista'. Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de 'finesse' do governo de FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando...
Mas agora é diferente.
As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma neo-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte.
Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem , de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o Populismo e o simplismo.
Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em 'a favor' do povo e 'contra', recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual.. Teremos o 'sim' e o 'não', teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição Mundo x Brasil, nacional x internacional e um voluntarismo que legitima o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois.
Alguns otimistas dizem: 'Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de Verdades'!
(Comentário de Arnaldo jabor no site da CBN, retirado por ordem do TSE)
sexta-feira, 11 de março de 2011
"SAÚDE - CHÁ VERDE E CAFÉ, BOA DOBRADINHA"
(Café bebido com moderação é remédio bom)
Um estudo na Grã-Bretanha, feito com 40mil voluntários, chegou à conclusão que beber seis ou mais xícaras de chá verde, ou de duas a quatro xícaras de café, reduz em cerca de um terço o risco de doenças cardíacas.
O café, na verdade, tem um efeito dúbio: ao mesmo tempo em que diminui o risco, por ter substâncias que combatem possíveis processos inflamatórios no coração, aumenta um pouco o colesterol. Em um balanço geral, no entanto, o efeito é benéfico, e os riscos de doença cardíaca caem em no mínimo 20%.
Quanto ao chá, a principal substância que garante seus benefícios são os polifenois. Mas alguns países têm a tradição de adicionar leite ao chá, e alguns cientistas discutem que os laticínios podem cancelar os benefícios do chá.
Por falar em cancelamentos de benefício, o cigarro é um grande vilão nesse sentido. A pesquisa indica que fumar pode compensar negativamente os riscos de inflamações cardíacas. Assim, tomar café e fumar pode não ser nem um pouco benéfico para as pessoas.
[BBC News]
Um estudo na Grã-Bretanha, feito com 40mil voluntários, chegou à conclusão que beber seis ou mais xícaras de chá verde, ou de duas a quatro xícaras de café, reduz em cerca de um terço o risco de doenças cardíacas.
O café, na verdade, tem um efeito dúbio: ao mesmo tempo em que diminui o risco, por ter substâncias que combatem possíveis processos inflamatórios no coração, aumenta um pouco o colesterol. Em um balanço geral, no entanto, o efeito é benéfico, e os riscos de doença cardíaca caem em no mínimo 20%.
Quanto ao chá, a principal substância que garante seus benefícios são os polifenois. Mas alguns países têm a tradição de adicionar leite ao chá, e alguns cientistas discutem que os laticínios podem cancelar os benefícios do chá.
Por falar em cancelamentos de benefício, o cigarro é um grande vilão nesse sentido. A pesquisa indica que fumar pode compensar negativamente os riscos de inflamações cardíacas. Assim, tomar café e fumar pode não ser nem um pouco benéfico para as pessoas.
[BBC News]
quinta-feira, 10 de março de 2011
Jaqueline Roriz é flagrada recebendo um pacote de dinheiro
Após visitar o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), nesta quinta-feira, o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Distrito Federal, Francisco Caputo, defendeu a cassação do mandato da deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF). Ela aparece em vídeo recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM.
"É claro que ela ainda deve trazer elementos de defesa, não podemos antecipar nada, mas a gravidade dos fatos vai exigir a adoção de uma pena do porte de uma cassação. Pelo que conhecemos de episódios idênticos, ela vai alegar que o dinheiro era para contribuição de campanha não declarada", afirmou Caputo.
Caputo também pediu o fim da delação premiada a Barbosa, obtendo o apoio de Maia. O argumento é de que os vídeos relacionados ao caso estão sendo divulgados de forma "lenta e aleatória".
"Acordamos de que o conjunto de informações do caso se abra de forma geral. Estranha o fato de que essa gravação apareça só agora. Há a expectativa de mais de 200 fitas e essa seria apenas a 31ª", disse Maia. "Por isso queremos que essa delação seja revista", emendou Caputo.
O presidente da OAB-DF também falou sobre a possibilidade de a Câmara julgar o caso, mesmo o fato tendo acontecido antes do mandato. O vídeo de Jaqueline recebendo dinheiro seria de 2006. "O fato político aconteceu agora e para nós isso é uma amostra suficiente para a abertura de processo", disse Caputo.
Ainda hoje, o PSOL pode pedir a abertura de processo contra a deputada na corregedoria-geral da Câmara. Marco Maia também já solicitou informações ao Ministério Público. Além disso, o Conselho de Ética da Casa deve se reunir na próxima quarta-feira.
Ontem, após pressão de seu partido, Jaqueline deixou a comissão especial da Câmara que debaterá reforma política. A deputada ainda não se manifestou sobre o vídeo.
"É claro que ela ainda deve trazer elementos de defesa, não podemos antecipar nada, mas a gravidade dos fatos vai exigir a adoção de uma pena do porte de uma cassação. Pelo que conhecemos de episódios idênticos, ela vai alegar que o dinheiro era para contribuição de campanha não declarada", afirmou Caputo.
Caputo também pediu o fim da delação premiada a Barbosa, obtendo o apoio de Maia. O argumento é de que os vídeos relacionados ao caso estão sendo divulgados de forma "lenta e aleatória".
"Acordamos de que o conjunto de informações do caso se abra de forma geral. Estranha o fato de que essa gravação apareça só agora. Há a expectativa de mais de 200 fitas e essa seria apenas a 31ª", disse Maia. "Por isso queremos que essa delação seja revista", emendou Caputo.
O presidente da OAB-DF também falou sobre a possibilidade de a Câmara julgar o caso, mesmo o fato tendo acontecido antes do mandato. O vídeo de Jaqueline recebendo dinheiro seria de 2006. "O fato político aconteceu agora e para nós isso é uma amostra suficiente para a abertura de processo", disse Caputo.
Ainda hoje, o PSOL pode pedir a abertura de processo contra a deputada na corregedoria-geral da Câmara. Marco Maia também já solicitou informações ao Ministério Público. Além disso, o Conselho de Ética da Casa deve se reunir na próxima quarta-feira.
Ontem, após pressão de seu partido, Jaqueline deixou a comissão especial da Câmara que debaterá reforma política. A deputada ainda não se manifestou sobre o vídeo.
Título da Beija-Flor emociona Roberto Carlos
O artita já prometeu que no sábado (12/03), no Desfile das Campeãs, estará de novo no último carro da escola
Roberto Carlos durante desfile da escola de samba Beija-Flor, na terça-feira (08/03)
(Foto: France Presse)O cantor Roberto Carlos, homenageado pela Beija-Flor de Nilópolis, que foi campeã do Carnaval carioca, já prometeu que no sábado (12/03), no Desfile das Campeãs, estará de novo no último carro da escola.
'Sem dúvida que essa, se não a maior, é uma das maiores consagrações que recebi na vida. E já vivi grandes emoções, mas esta foi realmente uma coisa que eu não encontro a palavra para dizer o que significa para mim', disse Roberto Carlos, em entrevista ao RJ TV, da TV Globo.
Apesar da confiança na vitória, a diretoria da Beija-Flor reforçou a torcida no sambódromo com uma imagem de São Jorge, colocada na mesa ao lado daquela ocupada pelo presidente de honra da escola, Anísio Abraão Davi, que acompanhou a contagem dos pontos com o coreógrafo da comissão de frente, Carlinhos de Jesus, o intérprete Neguinho da Beija-Flor e o menino Thaian Marques, de 11 anos, que, na avenida, representou Roberto Carlos quando criança. 'A força da comunidade e o carisma de Roberto Carlos fizeram a diferença nesta vitória. Nós fizemos um desfile para concorrer ao campeonato e felizmente conseguimos', afirmou Neguinho.
O diretor de carnaval, Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, o Laíla, quer levar para a Beija-Flor o carnavalesco Renato Lage, do Salgueiro. Alexandre Lousada, carnavalesco da campeã Vai-Vai em São Paulo, deixou a Beija-Flor às vésperas do desfile, depois de meses de desentendimento com o comando da escola.
Roberto Carlos durante desfile da escola de samba Beija-Flor, na terça-feira (08/03)
(Foto: France Presse)O cantor Roberto Carlos, homenageado pela Beija-Flor de Nilópolis, que foi campeã do Carnaval carioca, já prometeu que no sábado (12/03), no Desfile das Campeãs, estará de novo no último carro da escola.
'Sem dúvida que essa, se não a maior, é uma das maiores consagrações que recebi na vida. E já vivi grandes emoções, mas esta foi realmente uma coisa que eu não encontro a palavra para dizer o que significa para mim', disse Roberto Carlos, em entrevista ao RJ TV, da TV Globo.
Apesar da confiança na vitória, a diretoria da Beija-Flor reforçou a torcida no sambódromo com uma imagem de São Jorge, colocada na mesa ao lado daquela ocupada pelo presidente de honra da escola, Anísio Abraão Davi, que acompanhou a contagem dos pontos com o coreógrafo da comissão de frente, Carlinhos de Jesus, o intérprete Neguinho da Beija-Flor e o menino Thaian Marques, de 11 anos, que, na avenida, representou Roberto Carlos quando criança. 'A força da comunidade e o carisma de Roberto Carlos fizeram a diferença nesta vitória. Nós fizemos um desfile para concorrer ao campeonato e felizmente conseguimos', afirmou Neguinho.
O diretor de carnaval, Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, o Laíla, quer levar para a Beija-Flor o carnavalesco Renato Lage, do Salgueiro. Alexandre Lousada, carnavalesco da campeã Vai-Vai em São Paulo, deixou a Beija-Flor às vésperas do desfile, depois de meses de desentendimento com o comando da escola.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Cientista alega ter encontrado vida extraterrestre. NASA desmente
Descoberta estaria na forma de fósseis de bactérias encontradas em meteoritos caídos na Terra no século 19. Especialistas dizem ser “contaminação terrestre”
Organismos seriam similares às cianobactérias terrestres: organismos parecidos com algas
Enquanto o Brasil inteiro pulava carnaval no último 6 de março, uma notícia ganhou mundo: um astrobiólogo ligado à NASA chamado Richard B. Hoover alegou ter encontrado vida alienígena – ou pelo menos fósseis de vida alienígena – ao examinar nove meteoritos. Claro que isso se espalhou na internet mais rápido do que rastilho de pólvora. Mas a Agência Espacial dos EUA (NASA) se pronunciou oficialmente na manhã desta terça-feira, 8, a respeito do suposto achado do doutor Richard B. Hoover e, infelizmente, não deu motivos para que os que acreditam na vida fora da Terra comemorem: para a Agência, não há nada que sustente as afirmações do Doutor.
A descoberta do Dr. Hoover estava encrustadada em meteoritos descobertos na Terra no fim do século 19. Aparentavam fosséis de bactérias comuns; bastante similares, mas ao mesmo tempo bastante distintas do que qualquer bactéria encontrada no nosso planeta. Alguns desses organismos seriam similares às cianobactérias, comuns na Terra. A única diferença entre os fósseis de Hoover e seus “parentes” terrestres é a ausência de nitrogênio em sua composição.
Finalmente, a NASA se manifestou.
Biólogos da agência alegam que os buracos encontrados nos meteoritos podem muito bem ter sido produto de contaminação terrestre - os objetos estão na Terra há mais de 100 anos. Além disso, astrônomos reclamam de pouco acesso ao estudo.
Outra polêmica apontada pela NASA é que o trabalho do Dr. Hoover teria aparecido pela primeira vez em um jornal online chamado Journal of Cosmology sem a validação necessária. Além disso, a publicação já estaria prestes a fechar por problemas financeiros. O próprio editor do "Journal" admite que um assunto polêmico como esse poderia levantar a audiência e ajudar a encontrar um comprador para o site.
A agência Associated Press entrou em contato com vários especialistas – nenhum corroborou os achados do Dr. Hoover. O próprio doutor foi procurado pela Agência, mas não teria retornado nem a emails nem a telefonemas.
Entre os especialistas ouvidos, pelo menos uma voz tenta defender Hoover e sua descoberta. O astrônomo Rudy Schild (da Universidade de Harvard) disse que o estudo já teria passado pelas mãos de vários cientistas – nenhum dos quais ele quis identificar. Para Schild as críticas ao trabalho de Hoover são legítimas, mas ele ainda acredita na descoberta.
Mas o achado de Hoover parece de difícil sustentação, mesmo entre os cientistas que abertamente querem acreditar, como Seth Shostak, astrônomo do SETI – entidade que busca (de forma muito séria) vida inteligente fora da Terra. Shostak teria ficado decepcionado ao ver a pesquisa de Hoover.
“Parece muito duvidoso, o que é vergonhoso de vários pontos de vista. Mas é assim que a ciência funciona: pessoas fazem declarações que geralmente não se sustentam”, disse Shostak à AP.
A polêmica deve continuar nos próximos dias.
Fontes: Gizmodo / AP
Organismos seriam similares às cianobactérias terrestres: organismos parecidos com algas
Enquanto o Brasil inteiro pulava carnaval no último 6 de março, uma notícia ganhou mundo: um astrobiólogo ligado à NASA chamado Richard B. Hoover alegou ter encontrado vida alienígena – ou pelo menos fósseis de vida alienígena – ao examinar nove meteoritos. Claro que isso se espalhou na internet mais rápido do que rastilho de pólvora. Mas a Agência Espacial dos EUA (NASA) se pronunciou oficialmente na manhã desta terça-feira, 8, a respeito do suposto achado do doutor Richard B. Hoover e, infelizmente, não deu motivos para que os que acreditam na vida fora da Terra comemorem: para a Agência, não há nada que sustente as afirmações do Doutor.
A descoberta do Dr. Hoover estava encrustadada em meteoritos descobertos na Terra no fim do século 19. Aparentavam fosséis de bactérias comuns; bastante similares, mas ao mesmo tempo bastante distintas do que qualquer bactéria encontrada no nosso planeta. Alguns desses organismos seriam similares às cianobactérias, comuns na Terra. A única diferença entre os fósseis de Hoover e seus “parentes” terrestres é a ausência de nitrogênio em sua composição.
Finalmente, a NASA se manifestou.
Biólogos da agência alegam que os buracos encontrados nos meteoritos podem muito bem ter sido produto de contaminação terrestre - os objetos estão na Terra há mais de 100 anos. Além disso, astrônomos reclamam de pouco acesso ao estudo.
Outra polêmica apontada pela NASA é que o trabalho do Dr. Hoover teria aparecido pela primeira vez em um jornal online chamado Journal of Cosmology sem a validação necessária. Além disso, a publicação já estaria prestes a fechar por problemas financeiros. O próprio editor do "Journal" admite que um assunto polêmico como esse poderia levantar a audiência e ajudar a encontrar um comprador para o site.
A agência Associated Press entrou em contato com vários especialistas – nenhum corroborou os achados do Dr. Hoover. O próprio doutor foi procurado pela Agência, mas não teria retornado nem a emails nem a telefonemas.
Entre os especialistas ouvidos, pelo menos uma voz tenta defender Hoover e sua descoberta. O astrônomo Rudy Schild (da Universidade de Harvard) disse que o estudo já teria passado pelas mãos de vários cientistas – nenhum dos quais ele quis identificar. Para Schild as críticas ao trabalho de Hoover são legítimas, mas ele ainda acredita na descoberta.
Mas o achado de Hoover parece de difícil sustentação, mesmo entre os cientistas que abertamente querem acreditar, como Seth Shostak, astrônomo do SETI – entidade que busca (de forma muito séria) vida inteligente fora da Terra. Shostak teria ficado decepcionado ao ver a pesquisa de Hoover.
“Parece muito duvidoso, o que é vergonhoso de vários pontos de vista. Mas é assim que a ciência funciona: pessoas fazem declarações que geralmente não se sustentam”, disse Shostak à AP.
A polêmica deve continuar nos próximos dias.
Fontes: Gizmodo / AP
terça-feira, 8 de março de 2011
Mesa da Câmara estendeu benefícios de plano de saúde para os sem-mandato
Contas públicas. Deputados pagam R$ 280 por mês para o Pró-Saúde e contam com ampla rede de proteção, que beneficia também os familiares; antes, só os aposentados desfrutavam das benesses, mas, agora, os não reeleitos podem manter plano se pagarem R$ 900
08 de março de 2011 | 0h 00
As benesses dos ex-deputados federais e ex-senadores não se restringem às boas aposentadorias, conforme revelou o Estado na semana passada. Ex-parlamentares contam com um sistema privilegiado de saúde. Na Câmara, os deputados aposentados têm direito a um plano de saúde familiar ao preço de R$ 280 por mês. No Senado, a mordomia é maior: ex-senadores usufruem pelo resto de suas vidas de um sistema de saúde bancado pelos cofres públicos. Os senadores no exercício do mandato não têm limite de gastos com saúde.
Dida Sampaio/AE–19/4/2010
Dida Sampaio/AE–19/4/2010
Contraste. Deputados e senadores desfrutam de um plano de saúde cujos benefícios destoam dos oferecidos pelo mercado
Ato da Mesa Diretora da Câmara de 27 de janeiro último permitiu que deputados não reeleitos e ainda não aposentados, mas que já estavam filiados ao plano de saúde, continuem com o benefício. Até agora, 18 ex-deputados optaram por permanecer no Pró-Saúde. A contribuição deles, no entanto, será em torno dos R$ 900 mensais.
Isso ocorre porque o deputado não reeleito tem de arcar com a parte patronal da Câmara para o plano de saúde.
O ex-deputado que está aposentado paga o valor de R$ 280 pelo plano de saúde. Essa é a mesma quantia paga pelos deputados com mandato e os servidores ativos e inativos da Câmara. O plano nesse valor beneficia toda a família do ex-deputado: a mulher e os filhos menores de 21 anos.
O Pró-Saúde usa a mesma rede credenciada do plano dos funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF). Atualmente, a Câmara tem 580 ex-deputados aposentados e 526 pensionistas de ex-parlamentares que se beneficiam do plano de saúde do Congresso.
Sem limite. O sistema de saúde para os 81 senadores e os cerca de 300 ex-senadores e seus pensionistas é bem mais generoso que o da Câmara. Os ex-senadores têm despesas hospitalares e psicológicas limitadas a R$ 32,9 mil por ano.
Com dentista, eles podem gastar até R$ 25,9 mil anuais. Já os senadores com mandato não tem limite de gastos com saúde.
Para se tornar um ex-senador e ter direito a usar pelo resto da vida o sistema de saúde bancado pelos cofres públicos é preciso ocupar o cargo por apenas seis meses. Antes de 1995, as regras eram ainda mais favoráveis: bastava ter ficado na suplência por apenas um dia.
O pagamento das despesas médicas de senadores e ex-senadores e seus dependentes é regulamentado pelo ato número 9, de 8 de junho de 1995.
A norma prevê que o Senado arca com todas as despesas dos senadores, sem limites de gastos. Estabelece inclusive o pagamento de cirurgias e tratamento médico no exterior. Tudo tem de ser autorizado pela Mesa Diretora da Casa, que raramente nega o pedido de gastos médicos feitos pelos atuais parlamentares e ex-senadores.
Aposentadorias. Além do sistema privilegiado de saúde, ex-deputados e ex-senadores vão para casa com generosas aposentadorias e, em alguns casos com apenas 50 anos de idade.
As aposentadorias de ex-deputados e ex-senadores são de no mínimo R$ 6,9 mil (valor proporcional) e podem chegar a R$ 26.723,13 (integral), valor correspondente à remuneração dos deputados federais e senadores. Os valores estão bem distantes do benefício máximo pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social, que hoje é R$ 3,6 mil.
Esses valores de aposentadorias são concedidos a todos os parlamentares que contribuíram em algum momento para o extinto Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC) até 31 de janeiro de 1999.
O valor mínimo do benefício é de R$ 6.948,01 mil mensais, isso depois de o parlamentar ter cumprido somente oito anos de mandato e já ter completado 50 anos de idade.
Mais rigor. Somente os parlamentares que assumiram o primeiro mandato no Congresso a partir de 1.º de fevereiro de 1999 é que serão obrigados a cumprir as regras de aposentadoria do atual Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC): 35 anos de contribuição e 60 anos de idade.
Em fevereiro, como mostrou a reportagem publicada no Estado na semana passada, pelo menos, nove deputados e cinco senadores se aposentaram pelo Congresso.
Estadão
08 de março de 2011 | 0h 00
As benesses dos ex-deputados federais e ex-senadores não se restringem às boas aposentadorias, conforme revelou o Estado na semana passada. Ex-parlamentares contam com um sistema privilegiado de saúde. Na Câmara, os deputados aposentados têm direito a um plano de saúde familiar ao preço de R$ 280 por mês. No Senado, a mordomia é maior: ex-senadores usufruem pelo resto de suas vidas de um sistema de saúde bancado pelos cofres públicos. Os senadores no exercício do mandato não têm limite de gastos com saúde.
Dida Sampaio/AE–19/4/2010
Dida Sampaio/AE–19/4/2010
Contraste. Deputados e senadores desfrutam de um plano de saúde cujos benefícios destoam dos oferecidos pelo mercado
Ato da Mesa Diretora da Câmara de 27 de janeiro último permitiu que deputados não reeleitos e ainda não aposentados, mas que já estavam filiados ao plano de saúde, continuem com o benefício. Até agora, 18 ex-deputados optaram por permanecer no Pró-Saúde. A contribuição deles, no entanto, será em torno dos R$ 900 mensais.
Isso ocorre porque o deputado não reeleito tem de arcar com a parte patronal da Câmara para o plano de saúde.
O ex-deputado que está aposentado paga o valor de R$ 280 pelo plano de saúde. Essa é a mesma quantia paga pelos deputados com mandato e os servidores ativos e inativos da Câmara. O plano nesse valor beneficia toda a família do ex-deputado: a mulher e os filhos menores de 21 anos.
O Pró-Saúde usa a mesma rede credenciada do plano dos funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF). Atualmente, a Câmara tem 580 ex-deputados aposentados e 526 pensionistas de ex-parlamentares que se beneficiam do plano de saúde do Congresso.
Sem limite. O sistema de saúde para os 81 senadores e os cerca de 300 ex-senadores e seus pensionistas é bem mais generoso que o da Câmara. Os ex-senadores têm despesas hospitalares e psicológicas limitadas a R$ 32,9 mil por ano.
Com dentista, eles podem gastar até R$ 25,9 mil anuais. Já os senadores com mandato não tem limite de gastos com saúde.
Para se tornar um ex-senador e ter direito a usar pelo resto da vida o sistema de saúde bancado pelos cofres públicos é preciso ocupar o cargo por apenas seis meses. Antes de 1995, as regras eram ainda mais favoráveis: bastava ter ficado na suplência por apenas um dia.
O pagamento das despesas médicas de senadores e ex-senadores e seus dependentes é regulamentado pelo ato número 9, de 8 de junho de 1995.
A norma prevê que o Senado arca com todas as despesas dos senadores, sem limites de gastos. Estabelece inclusive o pagamento de cirurgias e tratamento médico no exterior. Tudo tem de ser autorizado pela Mesa Diretora da Casa, que raramente nega o pedido de gastos médicos feitos pelos atuais parlamentares e ex-senadores.
Aposentadorias. Além do sistema privilegiado de saúde, ex-deputados e ex-senadores vão para casa com generosas aposentadorias e, em alguns casos com apenas 50 anos de idade.
As aposentadorias de ex-deputados e ex-senadores são de no mínimo R$ 6,9 mil (valor proporcional) e podem chegar a R$ 26.723,13 (integral), valor correspondente à remuneração dos deputados federais e senadores. Os valores estão bem distantes do benefício máximo pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social, que hoje é R$ 3,6 mil.
Esses valores de aposentadorias são concedidos a todos os parlamentares que contribuíram em algum momento para o extinto Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC) até 31 de janeiro de 1999.
O valor mínimo do benefício é de R$ 6.948,01 mil mensais, isso depois de o parlamentar ter cumprido somente oito anos de mandato e já ter completado 50 anos de idade.
Mais rigor. Somente os parlamentares que assumiram o primeiro mandato no Congresso a partir de 1.º de fevereiro de 1999 é que serão obrigados a cumprir as regras de aposentadoria do atual Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC): 35 anos de contribuição e 60 anos de idade.
Em fevereiro, como mostrou a reportagem publicada no Estado na semana passada, pelo menos, nove deputados e cinco senadores se aposentaram pelo Congresso.
Estadão
Até sem-mandato tem plano de saúde no Congresso
O mais delicioso dos privilégios, como se sabe, é o direito de gastar o dinheiro alheio. Quando a verba é pública, não falta quem queira gastá-la como se fosse grátis.
A repórter Eugênia Lopes veicula notícia que ajuda a explicar a má qualidade do SUS: os políticos não precisam do sistema público.
Congressistas e ex-congressistas se autoprotegem. Servem-se de leitos e macas especiais. Coisa extensiva à família.
os detalhes.
Quanto ao sistema hospitalar que atende à bugrada, o ministro Alexandre Padilha (Saúde) condiciona a melhoria à obtenção de mais "Os recursos têm de vir nem que seja da lua, de Marte, do pré-sal, de onde quer venha. Mas tem que ter recursos crescentes para a saúde".
Como se vê, o grande doente é o Estado.
A repórter Eugênia Lopes veicula notícia que ajuda a explicar a má qualidade do SUS: os políticos não precisam do sistema público.
Congressistas e ex-congressistas se autoprotegem. Servem-se de leitos e macas especiais. Coisa extensiva à família.
os detalhes.
Quanto ao sistema hospitalar que atende à bugrada, o ministro Alexandre Padilha (Saúde) condiciona a melhoria à obtenção de mais "Os recursos têm de vir nem que seja da lua, de Marte, do pré-sal, de onde quer venha. Mas tem que ter recursos crescentes para a saúde".
Como se vê, o grande doente é o Estado.
segunda-feira, 7 de março de 2011
John Denver
John Denver em 1985.
Informação geral
Nome completo Henry John Deutschendorf, Jr
Apelido John Deutschendorf, Henry Deutschendorf, Jr
Nascimento 31 de dezembro de 1943
Origem Roswell, Novo México
País Estados Unidos
Data de morte 12 de outubro de 1997 (53 anos)
Gêneros pop, country, Folk
Instrumentos Vocal, violão, teclados e rabeca
Período em atividade 1962 - 1997
Gravadora(s) RCA,BMG,Windstar Records,CMC,Sony Wonder,Delta
Página oficial JohnDenver.com
John Denver (Roswell, 31 de dezembro de 1943 — Pacific Grove, 12 de outubro de 1997), nascido Henry John Deutschendorf, Jr., foi um cantor, compositor, músico e ator americano. Compunha e cantava canções do gênero musical conhecido como "country music". Denver morreu aos 53 anos na região costeira de Monterey, na Califórnia, enquanto pilotava um avião experimental, feito de fibra de vidro.
A vida
John Denver nasceu em Roswell, Novo México. Seu pai, Henry Deutschendorf, foi um oficial da Força Aérea americana e instrutor de vôo. Nasceu quando seu pai estava em missão na Base de Roswell e cresceu em várias bases aéreas do sudoeste americano. Frequentou o curso secundário em Fort Worth, Texas, e mais tarde a escola Texas Tech.
Sua introdução à música ocorreu aos 12 anos, quando sua avó lhe presenteou um violão acústico Gibson. Começou tocando em clubes noturnos enquanto cursava a Universidade, de onde saiu em 1964, ao mudar-se para Los Angeles. Lá formou o Chad Mitchell Trio, que abandonou quando era conhecido como Denver, Boise and Johnson para seguir carreira solo a partir de 1969.
No ano seguinte, lançaria seu LP de estreia, Rhymes and Reasons. Os quatro álbuns seguintes: Whose Garden Was This, Take Me to Tomorrow, e Poems, Prayers and Promises fizeram dele um dos artistas mais populares nos Estados Unidos.
Denver desenvolveu carreira de sucesso como cantor e compositor, e uma trajetória menor como ator. Em 1994, escreveu uma autobiografia, chamada Take Me Home. Em 1970, mudou-se para Aspen, Colorado, logo após seu primeiro sucesso: "Leaving on a Jet Plane".
John Denver não foi reconhecido apenas por sua qualidade como músico, mas também por seu trabalho humanitário, em projetos de conservação de fauna, no Alasca, assim como em iniciativas contra a fome na África.
A Morte
John Denver teve duas paixões em sua vida: cantar e voar. Piloto experiente, possuiu e pilotou seus próprios aviões, entre os quais modelos Lear Jet, mas também outros, com os quais praticava voos acrobáticos. E foi justamente a paixão pelo voo que lhe tirou a vida nas águas do mar da Califórnia em 12 de outubro de 1997, quando pilotava seu avião em fibra de vidro, marca Rutan, modelo Long-EZ.
A imprensa publicou versões inconsistentes e contraditórias para explicar a causa do acidente, que na verdade resultou da conjugação de muitos fatores, como costuma acontecer na maioria dos acidentes com aviões.
Em ordem cronológica, de 1969 a 1991 (datas de lançamento nos Estados Unidos).
* Rhymes & Reasons - 1969
* Take Me To Tomorrow - 1970
* Whose Garden Was This? - 1970
* Poems, Prayers, and Promises - 1971
* Aerie - 1972
* Rocky Mountain High - 1972
* Farewell Andromeda - 1973
* Greatest Hits - 1973
* Back Home Again - 1974
* An Evening with John Denver (live) - 1975
* Windsong - 1975
* Rocky Mountain Christmas - 1975
* Spirit - 1976
* Greatest Hits Vol. 2 - 1977
* I Want To Live - 1977
* John Denver (JD) - 1978
* A Christmas Together (com os Muppets) - 1979
* Autograph - 1980
* Some Days Are Diamonds - 1981
* Seasons of the Heart - 1982
* It's About Time - 1983
* Rocky Mountain Holiday (com os Muppets) - 1983
* Greatest Hits Vol. 3 - 1984
* Dreamland Express - 1985
* One World - 1986
Na Windstar Records
* Higher Ground - 1989
* Earth Songs - 1990
* The Flower That Shattered the Stone - 1990
* Christmas, Like a Lullaby - 1990
* Different Directions - 1991
* All Aboard! - 1997
Albuns AO VIVO
* An Evening With John Denver - 1975
* Live in London - 1976
* The Wildlife Concert - 1995
* The Best of John Denver Live - 1997
Canções famosas
* Take Me Home, Country Roads (1971) – escrita por Denver com Bill e Taffy Danoff. Tornou-se o hino de facto da Virgínia Ocidental, embora sem caráter oficial.
* Sunshine On My Shoulders (1971) escrita por Denver com Dick Kniss e Mike Taylor
* Perhaps Love (1981) – gravada com Plácido Domingo.
Trilhas Sonoras
* Sunshine On My Shoulders - tema da novela O Amor é Nosso (Rede Globo, 1981)
* Perhaps Love - tema da novela Ninho da Serpente (Bandeirantes, 1982)
* Annie's Song (cantada por Plácido Domingo) - tema da novela Ninho da Serpente (Bandeirantes, 1982)
* Don't Close Your Eyes Tonight - tema da novela De Quina Pra Lua (Rede Globo, 1985)
* Rocky Mountain High - Musica do filme Final Destination, (1997)
Links relacionados
http://www.johndenver.com/
Informação geral
Nome completo Henry John Deutschendorf, Jr
Apelido John Deutschendorf, Henry Deutschendorf, Jr
Nascimento 31 de dezembro de 1943
Origem Roswell, Novo México
País Estados Unidos
Data de morte 12 de outubro de 1997 (53 anos)
Gêneros pop, country, Folk
Instrumentos Vocal, violão, teclados e rabeca
Período em atividade 1962 - 1997
Gravadora(s) RCA,BMG,Windstar Records,CMC,Sony Wonder,Delta
Página oficial JohnDenver.com
John Denver (Roswell, 31 de dezembro de 1943 — Pacific Grove, 12 de outubro de 1997), nascido Henry John Deutschendorf, Jr., foi um cantor, compositor, músico e ator americano. Compunha e cantava canções do gênero musical conhecido como "country music". Denver morreu aos 53 anos na região costeira de Monterey, na Califórnia, enquanto pilotava um avião experimental, feito de fibra de vidro.
A vida
John Denver nasceu em Roswell, Novo México. Seu pai, Henry Deutschendorf, foi um oficial da Força Aérea americana e instrutor de vôo. Nasceu quando seu pai estava em missão na Base de Roswell e cresceu em várias bases aéreas do sudoeste americano. Frequentou o curso secundário em Fort Worth, Texas, e mais tarde a escola Texas Tech.
Sua introdução à música ocorreu aos 12 anos, quando sua avó lhe presenteou um violão acústico Gibson. Começou tocando em clubes noturnos enquanto cursava a Universidade, de onde saiu em 1964, ao mudar-se para Los Angeles. Lá formou o Chad Mitchell Trio, que abandonou quando era conhecido como Denver, Boise and Johnson para seguir carreira solo a partir de 1969.
No ano seguinte, lançaria seu LP de estreia, Rhymes and Reasons. Os quatro álbuns seguintes: Whose Garden Was This, Take Me to Tomorrow, e Poems, Prayers and Promises fizeram dele um dos artistas mais populares nos Estados Unidos.
Denver desenvolveu carreira de sucesso como cantor e compositor, e uma trajetória menor como ator. Em 1994, escreveu uma autobiografia, chamada Take Me Home. Em 1970, mudou-se para Aspen, Colorado, logo após seu primeiro sucesso: "Leaving on a Jet Plane".
John Denver não foi reconhecido apenas por sua qualidade como músico, mas também por seu trabalho humanitário, em projetos de conservação de fauna, no Alasca, assim como em iniciativas contra a fome na África.
A Morte
John Denver teve duas paixões em sua vida: cantar e voar. Piloto experiente, possuiu e pilotou seus próprios aviões, entre os quais modelos Lear Jet, mas também outros, com os quais praticava voos acrobáticos. E foi justamente a paixão pelo voo que lhe tirou a vida nas águas do mar da Califórnia em 12 de outubro de 1997, quando pilotava seu avião em fibra de vidro, marca Rutan, modelo Long-EZ.
A imprensa publicou versões inconsistentes e contraditórias para explicar a causa do acidente, que na verdade resultou da conjugação de muitos fatores, como costuma acontecer na maioria dos acidentes com aviões.
Em ordem cronológica, de 1969 a 1991 (datas de lançamento nos Estados Unidos).
* Rhymes & Reasons - 1969
* Take Me To Tomorrow - 1970
* Whose Garden Was This? - 1970
* Poems, Prayers, and Promises - 1971
* Aerie - 1972
* Rocky Mountain High - 1972
* Farewell Andromeda - 1973
* Greatest Hits - 1973
* Back Home Again - 1974
* An Evening with John Denver (live) - 1975
* Windsong - 1975
* Rocky Mountain Christmas - 1975
* Spirit - 1976
* Greatest Hits Vol. 2 - 1977
* I Want To Live - 1977
* John Denver (JD) - 1978
* A Christmas Together (com os Muppets) - 1979
* Autograph - 1980
* Some Days Are Diamonds - 1981
* Seasons of the Heart - 1982
* It's About Time - 1983
* Rocky Mountain Holiday (com os Muppets) - 1983
* Greatest Hits Vol. 3 - 1984
* Dreamland Express - 1985
* One World - 1986
Na Windstar Records
* Higher Ground - 1989
* Earth Songs - 1990
* The Flower That Shattered the Stone - 1990
* Christmas, Like a Lullaby - 1990
* Different Directions - 1991
* All Aboard! - 1997
Albuns AO VIVO
* An Evening With John Denver - 1975
* Live in London - 1976
* The Wildlife Concert - 1995
* The Best of John Denver Live - 1997
Canções famosas
* Take Me Home, Country Roads (1971) – escrita por Denver com Bill e Taffy Danoff. Tornou-se o hino de facto da Virgínia Ocidental, embora sem caráter oficial.
* Sunshine On My Shoulders (1971) escrita por Denver com Dick Kniss e Mike Taylor
* Perhaps Love (1981) – gravada com Plácido Domingo.
Trilhas Sonoras
* Sunshine On My Shoulders - tema da novela O Amor é Nosso (Rede Globo, 1981)
* Perhaps Love - tema da novela Ninho da Serpente (Bandeirantes, 1982)
* Annie's Song (cantada por Plácido Domingo) - tema da novela Ninho da Serpente (Bandeirantes, 1982)
* Don't Close Your Eyes Tonight - tema da novela De Quina Pra Lua (Rede Globo, 1985)
* Rocky Mountain High - Musica do filme Final Destination, (1997)
Links relacionados
http://www.johndenver.com/
domingo, 6 de março de 2011
Deputada já era citada em planilhas investigadas por PF
A revelação do vídeo, divulgado pelo estadão.com.br, que mostra a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF) recebendo dinheiro vivo do ex-secretário Durval Barbosa, pivô do esquema de corrupção no Distrito Federal, reforça indícios contra ela apontados no inquérito sobre o escândalo.
O nome de Jaqueline, filha do ex-governador Joaquim Roriz, havia aparecido no relatório final entregue pela Polícia Federal ao Ministério Público e também numa planilha apreendida na casa do ex-deputado Leonardo Prudente, que ficou conhecido por ter colocado dinheiro de propina nas meias.
Planilhas apreendidas no cofre da casa e no escritório de José Geraldo Maciel, ex-chefe da Casa Civil no DF, apontaram para o pagamento de propina para os deputados distritais votarem a favor do projeto que mudou o Plano Diretor (PDOT) do Distrito Federal em dezembro de 2008. Numa tabela intitulada 'PDOT', aparecem deputados.
Ao lado de alguns nomes, há números que variam de 1,6 a 4. Outros nomes, entre eles o de Jaqueline Roriz (então deputada distrital), estão sem essas referências números.
O projeto foi aprovado por 19 dos 24 deputados distritais. Para a PF, isso reforça o depoimento de Durval Barbosa em que ele contou que cada deputado recebeu R$ 420 mil para ficar a favor do Plano Diretor.
O relatório da PF foi divulgado em agosto pelo Estado. Na época, Jaqueline Roriz negou qualquer envolvimento com o escândalo de corrupção.
Já no documento apreendido na casa de Leonardo Prudente, o nome de Jaqueline Roriz está numa tabela em que são relacionados os nomes de outros deputados e, ao lado, valores entre R$ 10 mil e R$ 14 mil ao lado. No caso da filha de Roriz, o registro é de R$ 12 mil.
Quando os documentos foram divulgados, os deputados, inclusive Jaqueline, disseram que a planilha tratava-se de salários de cargos de confianças que estavam sendo divididos entre os parlamentares da Câmara Distrital. Eleita deputada federal em outubro, Jaqueline é apontada como herdeira política do pai, Joaquim Roriz.
À Justiça Eleitoral, Jaqueline Roriz declarou um patrimônio de R$ 2,8 milhões.
O nome de Jaqueline, filha do ex-governador Joaquim Roriz, havia aparecido no relatório final entregue pela Polícia Federal ao Ministério Público e também numa planilha apreendida na casa do ex-deputado Leonardo Prudente, que ficou conhecido por ter colocado dinheiro de propina nas meias.
Planilhas apreendidas no cofre da casa e no escritório de José Geraldo Maciel, ex-chefe da Casa Civil no DF, apontaram para o pagamento de propina para os deputados distritais votarem a favor do projeto que mudou o Plano Diretor (PDOT) do Distrito Federal em dezembro de 2008. Numa tabela intitulada 'PDOT', aparecem deputados.
Ao lado de alguns nomes, há números que variam de 1,6 a 4. Outros nomes, entre eles o de Jaqueline Roriz (então deputada distrital), estão sem essas referências números.
O projeto foi aprovado por 19 dos 24 deputados distritais. Para a PF, isso reforça o depoimento de Durval Barbosa em que ele contou que cada deputado recebeu R$ 420 mil para ficar a favor do Plano Diretor.
O relatório da PF foi divulgado em agosto pelo Estado. Na época, Jaqueline Roriz negou qualquer envolvimento com o escândalo de corrupção.
Já no documento apreendido na casa de Leonardo Prudente, o nome de Jaqueline Roriz está numa tabela em que são relacionados os nomes de outros deputados e, ao lado, valores entre R$ 10 mil e R$ 14 mil ao lado. No caso da filha de Roriz, o registro é de R$ 12 mil.
Quando os documentos foram divulgados, os deputados, inclusive Jaqueline, disseram que a planilha tratava-se de salários de cargos de confianças que estavam sendo divididos entre os parlamentares da Câmara Distrital. Eleita deputada federal em outubro, Jaqueline é apontada como herdeira política do pai, Joaquim Roriz.
À Justiça Eleitoral, Jaqueline Roriz declarou um patrimônio de R$ 2,8 milhões.
Antes da folia, Flamengo vira sobre o Olaria com show de Thiago Neves
Com o resultado, o campeão da Taça Guanabara soma seus três primeiros pontos em sua chave na Taça Rio, em que os times enfrentam os adversários do outro grupo
O Flamengo deu um presente a seus torcedores neste sábado de Carnaval e começou bem a Taça Rio, segundo turno do Campeonato Carioca, horas antes de entrar na folia. Na primeira partida da equipe do técnico Vanderlei Luxemburgo no turno final do Estadual do Rio, a equipe virou o jogo para cima do Olaria e venceu por 3 a 2.
Com o resultado, o campeão da Taça Guanabara soma seus três primeiros pontos em sua chave na Taça Rio, em que os times enfrentam os adversários do outro grupo.
Na próxima rodada, o Flamengo terá o Bangu pela frente na próxima quinta-feira, às 19h30, no Estádio João Havelange, o Engenhão, enquanto o Olaria tenta a reabilitação diante do Boavista, na quarta, às 16h, na Rua Bariri.
Após a partida deste sábado, vários jogadores do Flamengo já se preparam para a Marquês de Sapucaí, o sambódromo do Carnaval carioca. O principal destaque ficará por conta do meia Ronaldinho Gaúcho, que desfilará por três escolas este ano. O técnico Vanderlei Luxemburgo também vai cair na folia.
Thiago Neves, autor de dois gols, foi o principal destaque da vitória do Flamengo
Crédito da imagem: VipcommApesar da boa vitória, o Flamengo tomou um susto no primeiro tempo contra o Olaria. A equipe adversária saiu na frente no placar com um gol de Danilo logo aos cinco minutos da etapa inicial: Renan Silva chutou, o goleiro Felipe deu rebote, e a bola sobrou para Danilo fazer 1 a 0.
Antes do apito final da arbitragem na primeira etapa, o Flamengo chegou ao empate e começou o show do meia Thiago Neves. Aos 47 minutos, no último lance antes da descida para os vestiários, Bottineli chutou da entrada da área, e a finalização virou uma assistência para o meio campista, que só tocou para o fundo das redes.
Na etapa complementar, logo aos três minutos, Thiago Neves fez um lançamento preciso para Ronaldinho, livre no meio da área. O pentacampeão mundial só tocou na saída do goleiro Henrique e virou a partida: 2 a 1.
Aos 22 minutos, o time de Vanderlei Luxemburgo teve um jogador expulso, David, por causa de uma falta dura em Renan Silva. Mas o Flamengo não deixou o adversário crescer já que, aos 26, Thiago Neves recebeu de Fierro e tocou por cima do goleiro para fazer 3 a 1. O Olaria ainda descontaria com um gol de Rafael, de cabeça, aos 41 minutos, mas foi só.
FICHA TÉCNICA FLAMENGO 3 X 2 OLARIA Local: Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ)
Data: 5 de março de 2011 (Sábado)
Árbitro: Rodrigo de Miranda (RJ)
Assistentes: Michael Correia (RJ) e Luiz Felippe Costa (RJ)
Cartões amarelos: David Braz, Thiago Neves (Fla); Henrique (Olaria)
Cartão vermelho: David Braz(Fla)
Gols: FLAMENGO: Thiago Neves, aos 46 minutos do primeiro tempo e aos 27 minutos do segundo tempo; Ronaldinho, aos três minutos do segundo tempo.
OLARIA: Danilo, aos cinco minutos do primeiro tempo, e Rafael, aos 41 minutos do segundo tempo.
FLAMENGO: Felipe; Leonardo Moura, Welinton, David Braz e Egídio; Maldonado, Willians, Renato Abreu (Negueba), Bottinelli (Fierro) e Thiago Neves (Jean); Ronaldinho Gaúcho.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
OLARIA: Henrique; Ivan, Thiago Eleutério, Rafael e Calisto (Gonzalo); David, Danilo, Victor e Renan Silva (Nicolas); Felipe (Renato) e Waldir.
Técnico: Cleimar Rocha.
O Flamengo deu um presente a seus torcedores neste sábado de Carnaval e começou bem a Taça Rio, segundo turno do Campeonato Carioca, horas antes de entrar na folia. Na primeira partida da equipe do técnico Vanderlei Luxemburgo no turno final do Estadual do Rio, a equipe virou o jogo para cima do Olaria e venceu por 3 a 2.
Com o resultado, o campeão da Taça Guanabara soma seus três primeiros pontos em sua chave na Taça Rio, em que os times enfrentam os adversários do outro grupo.
Na próxima rodada, o Flamengo terá o Bangu pela frente na próxima quinta-feira, às 19h30, no Estádio João Havelange, o Engenhão, enquanto o Olaria tenta a reabilitação diante do Boavista, na quarta, às 16h, na Rua Bariri.
Após a partida deste sábado, vários jogadores do Flamengo já se preparam para a Marquês de Sapucaí, o sambódromo do Carnaval carioca. O principal destaque ficará por conta do meia Ronaldinho Gaúcho, que desfilará por três escolas este ano. O técnico Vanderlei Luxemburgo também vai cair na folia.
Thiago Neves, autor de dois gols, foi o principal destaque da vitória do Flamengo
Crédito da imagem: VipcommApesar da boa vitória, o Flamengo tomou um susto no primeiro tempo contra o Olaria. A equipe adversária saiu na frente no placar com um gol de Danilo logo aos cinco minutos da etapa inicial: Renan Silva chutou, o goleiro Felipe deu rebote, e a bola sobrou para Danilo fazer 1 a 0.
Antes do apito final da arbitragem na primeira etapa, o Flamengo chegou ao empate e começou o show do meia Thiago Neves. Aos 47 minutos, no último lance antes da descida para os vestiários, Bottineli chutou da entrada da área, e a finalização virou uma assistência para o meio campista, que só tocou para o fundo das redes.
Na etapa complementar, logo aos três minutos, Thiago Neves fez um lançamento preciso para Ronaldinho, livre no meio da área. O pentacampeão mundial só tocou na saída do goleiro Henrique e virou a partida: 2 a 1.
Aos 22 minutos, o time de Vanderlei Luxemburgo teve um jogador expulso, David, por causa de uma falta dura em Renan Silva. Mas o Flamengo não deixou o adversário crescer já que, aos 26, Thiago Neves recebeu de Fierro e tocou por cima do goleiro para fazer 3 a 1. O Olaria ainda descontaria com um gol de Rafael, de cabeça, aos 41 minutos, mas foi só.
FICHA TÉCNICA FLAMENGO 3 X 2 OLARIA Local: Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ)
Data: 5 de março de 2011 (Sábado)
Árbitro: Rodrigo de Miranda (RJ)
Assistentes: Michael Correia (RJ) e Luiz Felippe Costa (RJ)
Cartões amarelos: David Braz, Thiago Neves (Fla); Henrique (Olaria)
Cartão vermelho: David Braz(Fla)
Gols: FLAMENGO: Thiago Neves, aos 46 minutos do primeiro tempo e aos 27 minutos do segundo tempo; Ronaldinho, aos três minutos do segundo tempo.
OLARIA: Danilo, aos cinco minutos do primeiro tempo, e Rafael, aos 41 minutos do segundo tempo.
FLAMENGO: Felipe; Leonardo Moura, Welinton, David Braz e Egídio; Maldonado, Willians, Renato Abreu (Negueba), Bottinelli (Fierro) e Thiago Neves (Jean); Ronaldinho Gaúcho.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
OLARIA: Henrique; Ivan, Thiago Eleutério, Rafael e Calisto (Gonzalo); David, Danilo, Victor e Renan Silva (Nicolas); Felipe (Renato) e Waldir.
Técnico: Cleimar Rocha.
sábado, 5 de março de 2011
Argentinos recorrem a hipnose para incrementar prazer sexual
Técnica ajuda homens e mulheres que têm disfunções sexuais
Uma técnica conhecida como hipnose erótica parece estar se popularizando na Argentina como ferramenta para induzir experiências sensuais e ajudar pessoas com disfunções sexuais.
Sem o uso de clichês, como um relógio balançando ou alguém dizendo 'você está se sentindo cansado', a técnica é utilizada para obter algo próximo de uma experiência sexual sem contato físico.
'A hipnose erótica está na moda agora, e vemos isso pelo interesse que vem despertando em publicações especializadas ou na mídia', afirmou à BBC o psicólogo clínico Carlos Malvezzi Taboada, do Instituto Gubel, de Buenos Aires.
O terapeuta explica que o famoso relógio usado para hipnotizar nada mais é que ficção. Na verdade, a técnica é uma modalidade comunicacional em que o profissional, por meio da palavra, leva a pessoa a um estado de meditação profunda, aumentando sua capacidade de percepção.
'Mas a pessoa sabe permanentemente quem é e nunca perde a consciência', diz Malvezzi.
Para ele, na clínica onde trabalha, o uso da hipnose não tem como objetivo aumentar o estímulo erótico, mas sim ajudar a quem sofre de disfunções sexuais.
'A pessoa é guiada, e a ela é proposto que faça um relato erótico por meio de um estado de distensão em que ela está mais receptiva', diz o especialista. Segundo ele, isto faz com que a pessoa se abra mais em relação a aspectos que ficam reprimidos quando está em vigília.
Malvezzi diz que, quando uma paciente que sofre de anorgasmia (inibição do orgasmo) está em relaxamento profundo, ela possivelmente comentará sobre temas sem relação direta com sexo, que a permitiriam reviver as etapas do encontro sexual de maneira metafórica, levando a uma mudança no comportamento.
Já se o caso é de um homem com disfunção erétil, o especialista busca evocar momentos de satisfação e lembranças de experiências prazerosas para que, no estado de hipnose, a pessoa volte a se sentir capaz e reduza sua angústia.
Críticas
A técnica da hipnose erótica tem seus críticos. 'Há certo exagero no uso da hipnose clínica para tratar os problemas sexuais', disse à BBC o sexólogo e professor da Universidade de Buenos Aires Juan Carlos Kusnetzoff.
'Ela pode ser usada, mas alternada com outros procedimentos que fazem parte da terapia sexual', afirmou.
'Depende muito também da habilidade do profissional e da capacidade de reação do paciente, já que nem todas as pessoas são sensíveis à hipnose. Isto apenas atinge uma percentagem pequena da população sobre a qual se atua'.
À primeira vista, é difícil determinar se uma pessoa está em um estado de meditação profunda qualificada como hipnose. Para constatar isto, especialistas defendem que se faça uma tomografia de emissão de pósitrons - antipartícula do elétron - para medir os fluxos sanguíneos no córtex cerebral.
Existe grande oferta de livros e vídeos, principalmente nos Estados Unidos, para que a pessoa entre em hipnose erótica sozinha. Especialistas não recomendam isto, além de criticar as clínicas que operam esta técnica sem a presença de médicos.
'Na Argentina, como na maioria dos países da América Latina, somente médicos podem realizar hipnose', diz Malvezzi.
Riscos
Entre os principais riscos apontados por especialistas, está a possibilidade do paciente entrar em um estado tão profundo de hipnose que não consiga sair, como se fosse uma hibernação.
Outro motivos de preocupação é que o indivíduo comece a preferir a experiência sexual com hipnose e não a realizada com outra pessoa. 'Se vejo que a pessoa tem fortes rasgos de narcisismo, o mais provável é que adquira um vício, como se fosse uma droga', diz o psicólogo.
Os médicos também advertem para o perigo do abuso que pode ocorrer em uma situação de hipnose erótica com alguém sem experiência, que possa se deixar levar pela situação que esteja recriando.
BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Uma técnica conhecida como hipnose erótica parece estar se popularizando na Argentina como ferramenta para induzir experiências sensuais e ajudar pessoas com disfunções sexuais.
Sem o uso de clichês, como um relógio balançando ou alguém dizendo 'você está se sentindo cansado', a técnica é utilizada para obter algo próximo de uma experiência sexual sem contato físico.
'A hipnose erótica está na moda agora, e vemos isso pelo interesse que vem despertando em publicações especializadas ou na mídia', afirmou à BBC o psicólogo clínico Carlos Malvezzi Taboada, do Instituto Gubel, de Buenos Aires.
O terapeuta explica que o famoso relógio usado para hipnotizar nada mais é que ficção. Na verdade, a técnica é uma modalidade comunicacional em que o profissional, por meio da palavra, leva a pessoa a um estado de meditação profunda, aumentando sua capacidade de percepção.
'Mas a pessoa sabe permanentemente quem é e nunca perde a consciência', diz Malvezzi.
Para ele, na clínica onde trabalha, o uso da hipnose não tem como objetivo aumentar o estímulo erótico, mas sim ajudar a quem sofre de disfunções sexuais.
'A pessoa é guiada, e a ela é proposto que faça um relato erótico por meio de um estado de distensão em que ela está mais receptiva', diz o especialista. Segundo ele, isto faz com que a pessoa se abra mais em relação a aspectos que ficam reprimidos quando está em vigília.
Malvezzi diz que, quando uma paciente que sofre de anorgasmia (inibição do orgasmo) está em relaxamento profundo, ela possivelmente comentará sobre temas sem relação direta com sexo, que a permitiriam reviver as etapas do encontro sexual de maneira metafórica, levando a uma mudança no comportamento.
Já se o caso é de um homem com disfunção erétil, o especialista busca evocar momentos de satisfação e lembranças de experiências prazerosas para que, no estado de hipnose, a pessoa volte a se sentir capaz e reduza sua angústia.
Críticas
A técnica da hipnose erótica tem seus críticos. 'Há certo exagero no uso da hipnose clínica para tratar os problemas sexuais', disse à BBC o sexólogo e professor da Universidade de Buenos Aires Juan Carlos Kusnetzoff.
'Ela pode ser usada, mas alternada com outros procedimentos que fazem parte da terapia sexual', afirmou.
'Depende muito também da habilidade do profissional e da capacidade de reação do paciente, já que nem todas as pessoas são sensíveis à hipnose. Isto apenas atinge uma percentagem pequena da população sobre a qual se atua'.
À primeira vista, é difícil determinar se uma pessoa está em um estado de meditação profunda qualificada como hipnose. Para constatar isto, especialistas defendem que se faça uma tomografia de emissão de pósitrons - antipartícula do elétron - para medir os fluxos sanguíneos no córtex cerebral.
Existe grande oferta de livros e vídeos, principalmente nos Estados Unidos, para que a pessoa entre em hipnose erótica sozinha. Especialistas não recomendam isto, além de criticar as clínicas que operam esta técnica sem a presença de médicos.
'Na Argentina, como na maioria dos países da América Latina, somente médicos podem realizar hipnose', diz Malvezzi.
Riscos
Entre os principais riscos apontados por especialistas, está a possibilidade do paciente entrar em um estado tão profundo de hipnose que não consiga sair, como se fosse uma hibernação.
Outro motivos de preocupação é que o indivíduo comece a preferir a experiência sexual com hipnose e não a realizada com outra pessoa. 'Se vejo que a pessoa tem fortes rasgos de narcisismo, o mais provável é que adquira um vício, como se fosse uma droga', diz o psicólogo.
Os médicos também advertem para o perigo do abuso que pode ocorrer em uma situação de hipnose erótica com alguém sem experiência, que possa se deixar levar pela situação que esteja recriando.
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Morre Alberto Granado, companheiro de Che em sua viagem de motocicleta
Havana, 5 mar (EFE).- Alberto Granado, amigo e companheiro de Ernesto Che Guevara em sua viagem de motocicleta pela América do Sul, morreu neste sábado em Havana aos 88 anos, confirmaram à Agência Efe fontes familiares.
Granado, nascido em 8 de agosto de 1922 em Córdoba (Argentina) e estabelecido em Cuba desde 1961, morreu de causas naturais, explicou seu filho Alberto Granado.
A televisão estatal cubana definiu neste sábado Granado como um "fiel amigo de Cuba" e detalhou que, segundo sua vontade, será cremado neste sábado em Havana e suas cinzas serão espalhadas por Cuba, Argentina e Venezuela.
Amigo de infância de Che Guevara, foi seu acompanhante na viagem que realizaram de motocicleta em 1952 pela América do Sul, um percurso que despertou a consciência política do guerrilheiro argentino.
Sobre "La Poderosa", o moto de Granado, os dois percorreram juntos boa parte do Cone Sul até que, nove meses depois, se separaram na Venezuela.
A viagem foi levada ao cinema em 2004 pelo filme "Diários de Motocicleta", dirigido por Walter Salles e protagonizado pelo mexicano Gael García Bernal, no papel de Che, e pelo argentino Rodrigo de la Serna, como Alberto Granado.
Após essa viagem, Granado retornou à Argentina para trabalhar como bioquímico, mas, após o triunfo da revolução cubana, Che o convidou para ir a Havana e, um ano depois, decidiu ficar na ilha com sua esposa e seus filhos.
Em 2008, Alberto Granado viajou à Argentina para participar das comemorações do 80º aniversário de nascimento de Che Guevara na cidade de Rosário.
Sua última viagem ao exterior foi ao Equador há alguns meses, disse à Agência Efe seu filho, que destacou que Granado foi um "grande revolucionário" e um homem que amava muito a vida.
Granado, nascido em 8 de agosto de 1922 em Córdoba (Argentina) e estabelecido em Cuba desde 1961, morreu de causas naturais, explicou seu filho Alberto Granado.
A televisão estatal cubana definiu neste sábado Granado como um "fiel amigo de Cuba" e detalhou que, segundo sua vontade, será cremado neste sábado em Havana e suas cinzas serão espalhadas por Cuba, Argentina e Venezuela.
Amigo de infância de Che Guevara, foi seu acompanhante na viagem que realizaram de motocicleta em 1952 pela América do Sul, um percurso que despertou a consciência política do guerrilheiro argentino.
Sobre "La Poderosa", o moto de Granado, os dois percorreram juntos boa parte do Cone Sul até que, nove meses depois, se separaram na Venezuela.
A viagem foi levada ao cinema em 2004 pelo filme "Diários de Motocicleta", dirigido por Walter Salles e protagonizado pelo mexicano Gael García Bernal, no papel de Che, e pelo argentino Rodrigo de la Serna, como Alberto Granado.
Após essa viagem, Granado retornou à Argentina para trabalhar como bioquímico, mas, após o triunfo da revolução cubana, Che o convidou para ir a Havana e, um ano depois, decidiu ficar na ilha com sua esposa e seus filhos.
Em 2008, Alberto Granado viajou à Argentina para participar das comemorações do 80º aniversário de nascimento de Che Guevara na cidade de Rosário.
Sua última viagem ao exterior foi ao Equador há alguns meses, disse à Agência Efe seu filho, que destacou que Granado foi um "grande revolucionário" e um homem que amava muito a vida.
Partido quer a cassação de Jaqueline
O PSOL anunciou que vai pedir a cassação do mandato da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), flagrada recebendo dinheiro de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do governo de José Roberto Arruda (ex-DEM), no escândalo conhecido por mensalão do DEM.
Por sua vez, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), afirmou que encaminhará imediatamente um pedido de informações ao Ministério Público sobre o andamento do processo para analisar se cabe a abertura de um processo de cassação contra Jaqueline no Conselho de Ética.
De Punta Arenas, no Chile, o presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), disse que reunirá a direção do partido para verificar a possibilidade de pedir a cassação do mandato de Jaqueline Roriz.
'O Conselho de Ética tem de se reunir imediatamente para analisar esse caso', disse Freire. 'Eu só não digo que vou pedir a abertura de processo (de cassação) porque antes tenho de reunir o partido. Mas defendo que o caminho seja esse', afirmou.
A abertura do processo de cassação pode ser feito por iniciativa da Mesa da Câmara ou por um partido, diretamente ao Conselho de Ética da Casa. Nesse caso, o presidente da legenda pode encaminhar a representação diretamente ao conselho, sem passar pela presidência da Câmara.
Inoperante. O líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), lamentou a situação do Conselho de Ética da Câmara, ainda sem composição e impedido de processar deputados por ato ocorrido antes da posse. 'O conselho está inoperante, inócuo, quase um organismo decorativo. Se não houver mudanças (regimentais), nem vale a pena ser constituído', disse Chico Alencar.
Um mês depois da posse dos novos deputados, o Conselho de Ética ainda está desativado. Os líderes dos partidos devem indicar os integrantes do colegiado na semana após o carnaval. O presidente anterior, deputado José Carlos Araújo (PDT-BA), deve continuar no comando.
Na tarde ontem, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seccional do Distrito Federal, por meio de seu presidente, Francisco Caputo, divulgou nota lamentando o episódio.
'A OAB-DF não tolerará a impunidade de representantes e agentes públicos autores de ilícitos. A entidade cobra ações enérgicas e resultados daqueles que tem o dever de fiscalizar e punir as ilegalidades. O nosso objetivo é a Justiça. E é pela Justiça que trabalharemos para que os eventuais responsáveis sejam punidos exemplarmente.'
No vídeo revelado ontem, o 31.º dos gravados por Durval Barbosa (os outros 30 já foram divulgados), Jaqueline e o marido, Manoel Neto, recebem um pacote contendo, segundo investigadores, cerca de R$ 50 mil das mãos do ex-secretário, o pivô do escândalo que derrubou toda a cúpula do governo de Arruda.
A gravação obtida e divulgada em primeira mão pelo estadão. com.br mostra também o descontentamento da deputada Jaqueline Roriz com a quantia recebida do esquema de Durval Barbosa.
Por sua vez, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), afirmou que encaminhará imediatamente um pedido de informações ao Ministério Público sobre o andamento do processo para analisar se cabe a abertura de um processo de cassação contra Jaqueline no Conselho de Ética.
De Punta Arenas, no Chile, o presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), disse que reunirá a direção do partido para verificar a possibilidade de pedir a cassação do mandato de Jaqueline Roriz.
'O Conselho de Ética tem de se reunir imediatamente para analisar esse caso', disse Freire. 'Eu só não digo que vou pedir a abertura de processo (de cassação) porque antes tenho de reunir o partido. Mas defendo que o caminho seja esse', afirmou.
A abertura do processo de cassação pode ser feito por iniciativa da Mesa da Câmara ou por um partido, diretamente ao Conselho de Ética da Casa. Nesse caso, o presidente da legenda pode encaminhar a representação diretamente ao conselho, sem passar pela presidência da Câmara.
Inoperante. O líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), lamentou a situação do Conselho de Ética da Câmara, ainda sem composição e impedido de processar deputados por ato ocorrido antes da posse. 'O conselho está inoperante, inócuo, quase um organismo decorativo. Se não houver mudanças (regimentais), nem vale a pena ser constituído', disse Chico Alencar.
Um mês depois da posse dos novos deputados, o Conselho de Ética ainda está desativado. Os líderes dos partidos devem indicar os integrantes do colegiado na semana após o carnaval. O presidente anterior, deputado José Carlos Araújo (PDT-BA), deve continuar no comando.
Na tarde ontem, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seccional do Distrito Federal, por meio de seu presidente, Francisco Caputo, divulgou nota lamentando o episódio.
'A OAB-DF não tolerará a impunidade de representantes e agentes públicos autores de ilícitos. A entidade cobra ações enérgicas e resultados daqueles que tem o dever de fiscalizar e punir as ilegalidades. O nosso objetivo é a Justiça. E é pela Justiça que trabalharemos para que os eventuais responsáveis sejam punidos exemplarmente.'
No vídeo revelado ontem, o 31.º dos gravados por Durval Barbosa (os outros 30 já foram divulgados), Jaqueline e o marido, Manoel Neto, recebem um pacote contendo, segundo investigadores, cerca de R$ 50 mil das mãos do ex-secretário, o pivô do escândalo que derrubou toda a cúpula do governo de Arruda.
A gravação obtida e divulgada em primeira mão pelo estadão. com.br mostra também o descontentamento da deputada Jaqueline Roriz com a quantia recebida do esquema de Durval Barbosa.
Céline Dion leva os gémeos para Las Vegas
É a primeira vez que a cantora mostra os bebés em público. Até agora apenas tinha deixado fotografar os recém-nascidos para uma edição da revista canadiana Hello.
Recorde-se que Céline e René recorreram a tratamentos de fertilidade para conseguirem voltar a ser pais. No verão de 2010 a cantora anunciou que estava grávida, mas apenas na altura do nascimento dos bebés revelou que eram gémeos. Mais tarde, em janeiro, a cantora confidenciou que esteve grávida de trigémeos mas perdeu um dos bebés.
[Céline Dion, René, e os três filhos, René-Charles, Eddy e Nelson]
Eddy e Nelson nasceram prematuramente no estado da Florida, em outubro. Céline e René escolheram os nomes de acordo com pessoas que influenciaram a sua vida: Eddy, como Eddy Mornay, produtor da cantora e Nelson, como Nelson Mandela.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Vídeo flagra filha de Roriz recebendo dinheiro de pivô do 'mensalão do DEM'
BRASÍLIA - Um vídeo inédito, em análise no Ministério Público, mostra a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF), filha do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz, junto com o marido, Manoel Neto, recebendo um maço de dinheiro das mãos do ex-secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa. O vídeo foi gravado na campanha eleitoral de 2006, na sala de Barbosa, delator do escândalo de corrupção conhecido como 'mensalão do DEM'. O esquema foi desmantelado pela operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, e acabou derrubando o governador José Roberto Arruda.
Assista à íntegra do vídeo:
O portal Estadão.com.br teve acesso ao vídeo e há uma semana tem tentado falar com a deputada, que foi procurada em seu gabinete, na residência e por telefone. Avisada do teor das imagens, a assessoria da deputada disse que ela estava em viagem e não deu retorno até a publicação desta reportagem. Ela sempre negou com veemência qualquer envolvimento dela e do pai no esquema. Em discurso, em abril passado, ela chamou de 'cara de pau' a deputada Eurides Brito (PMDB), cassada após a divulgação de vídeo em que aparece recebendo propina de Barbosa e colocando o dinheiro numa bolsa de couro.
O vídeo, o 31º da chamada 'coleção da corrupção no DF', mostra o casal recebendo e colocando um maço de R$ 50 mil numa mochila, reclamando que o valor estava abaixo do combinado e negociando novas contribuições para a campanha de Jaqueline, que se elegeu deputada distrital naquele ano. 'Rapaz, não é fácil ser candidato. Resolve isso para mim cara!', apela Neto, ao ser avisado de que a quantia ficaria entre três e cinco remessas e não seis, como combinado.
Jaqueline e o marido demonstram satisfação quando veem Barbosa colocar o maço fornido de notas de R$ 100 sobre a mesa. Mas, com certa arrogância, reclamam do valor, supostamente abaixo do combinado, e tratam Barbosa como um empregado relapso. 'Como só cinco?... Eu preciso de mais, por favor! Porque isso aí, para nós, é muito complicado de fazer', queixa-se Neto.
Mais adiante, Jaqueline explica as dificuldades de campanha e indaga: 'Tem possibilidade de você aumentar (o valor) para mim?'.
- Vamos ver - responde Barbosa.
A seguir, ela explica por que precisará de mais contribuição: 'tem cinco pessoas que estão já nos ajudando. Isso enquanto não começa... não aconteceu nada ainda'. Num diálogo entrecortado, ela conta que vários colaboradores, 'como o Rogério, da CEB', prometeram ajuda, mas falharam - 'até agora, nada', diz.
Até agora, Barbosa, que montou e operava o esquema de corrupção desde 2002, no governo Roriz, vinha preservando o antigo chefe e só havia delatado integrantes do governo Arruda, que o promovera a secretário de Estado para continuar operando a arrecadação de propina para o chamado mensalão do DEM. Roriz nega que a organização do esquema venha desde o seu governo.
Ex-delegado de polícia ligado à comunidade de informações e especialista em grampeamento de conversas, Durval gravava tudo em áudio e vídeo, em sigilo. Alvo de mais de 20 processos na Justiça, ele fez o acordo de delação premiada em setembro de 2009, quando passou a ajudar a polícia e o Ministério Público. Como o benefício da delação é proporcional à colaboração, agora Barbosa começou a entregar o lado poupado.
Escândalo na Câmara. Graças à sua colaboração, Jaqueline poderá ser a primeira parlamentar processada na atual legislatura. O Ministério Público avaliava processar a deputada em duas frentes. Uma delas é criminal e estará a cargo do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Mas já é certo que procuradores do DF vão processá-la por improbidade na frente cível. O vídeo deve ser encaminhado nos próximos dias para perícia no Instituto de Criminalística da Polícia Federal.
Assista à íntegra do vídeo:
O portal Estadão.com.br teve acesso ao vídeo e há uma semana tem tentado falar com a deputada, que foi procurada em seu gabinete, na residência e por telefone. Avisada do teor das imagens, a assessoria da deputada disse que ela estava em viagem e não deu retorno até a publicação desta reportagem. Ela sempre negou com veemência qualquer envolvimento dela e do pai no esquema. Em discurso, em abril passado, ela chamou de 'cara de pau' a deputada Eurides Brito (PMDB), cassada após a divulgação de vídeo em que aparece recebendo propina de Barbosa e colocando o dinheiro numa bolsa de couro.
O vídeo, o 31º da chamada 'coleção da corrupção no DF', mostra o casal recebendo e colocando um maço de R$ 50 mil numa mochila, reclamando que o valor estava abaixo do combinado e negociando novas contribuições para a campanha de Jaqueline, que se elegeu deputada distrital naquele ano. 'Rapaz, não é fácil ser candidato. Resolve isso para mim cara!', apela Neto, ao ser avisado de que a quantia ficaria entre três e cinco remessas e não seis, como combinado.
Jaqueline e o marido demonstram satisfação quando veem Barbosa colocar o maço fornido de notas de R$ 100 sobre a mesa. Mas, com certa arrogância, reclamam do valor, supostamente abaixo do combinado, e tratam Barbosa como um empregado relapso. 'Como só cinco?... Eu preciso de mais, por favor! Porque isso aí, para nós, é muito complicado de fazer', queixa-se Neto.
Mais adiante, Jaqueline explica as dificuldades de campanha e indaga: 'Tem possibilidade de você aumentar (o valor) para mim?'.
- Vamos ver - responde Barbosa.
A seguir, ela explica por que precisará de mais contribuição: 'tem cinco pessoas que estão já nos ajudando. Isso enquanto não começa... não aconteceu nada ainda'. Num diálogo entrecortado, ela conta que vários colaboradores, 'como o Rogério, da CEB', prometeram ajuda, mas falharam - 'até agora, nada', diz.
Até agora, Barbosa, que montou e operava o esquema de corrupção desde 2002, no governo Roriz, vinha preservando o antigo chefe e só havia delatado integrantes do governo Arruda, que o promovera a secretário de Estado para continuar operando a arrecadação de propina para o chamado mensalão do DEM. Roriz nega que a organização do esquema venha desde o seu governo.
Ex-delegado de polícia ligado à comunidade de informações e especialista em grampeamento de conversas, Durval gravava tudo em áudio e vídeo, em sigilo. Alvo de mais de 20 processos na Justiça, ele fez o acordo de delação premiada em setembro de 2009, quando passou a ajudar a polícia e o Ministério Público. Como o benefício da delação é proporcional à colaboração, agora Barbosa começou a entregar o lado poupado.
Escândalo na Câmara. Graças à sua colaboração, Jaqueline poderá ser a primeira parlamentar processada na atual legislatura. O Ministério Público avaliava processar a deputada em duas frentes. Uma delas é criminal e estará a cargo do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Mas já é certo que procuradores do DF vão processá-la por improbidade na frente cível. O vídeo deve ser encaminhado nos próximos dias para perícia no Instituto de Criminalística da Polícia Federal.
Forrest Gump é o maior herói não reconhecido do cinema americano - Continua...
O roteiro assinado por Eric Roth, adaptado do romance de Winston Groom, foi chamado na época do lançamento de colcha de retalhos, ou coisa parecida, por alguns poucos críticos idiotas. Pois é. O roteiro que apresenta a história do simpático idiota do Alabama foi, apesar das “ressalvas”, premiado com um Oscar, dos seis que o filme recebeu: incluindo melhor filme e melhor ator para Tom Hanks, no grande papel de sua vida. Não que eu ache que a Academia seja uma instituição impecável – muito pelo contrário. Mas não é admissível, à luz da razão, colocar defeito num roteiro que consegue cobrir mais de trinta anos da vida de um personagem, encadeando-a aos principais eventos da história contemporânea de seu país, em 146 minutos de filme, que passam num piscar de olhos – o filme é bem mais longo do que normalmente são convencionalmente as comédias. O Oscar acertou em cheio.
Na melhor tradição dos palhaços que fazem chorar, Tom Hanks arranca lágrimas o tempo todo. Talvez o próprio Chaplin, com o cômico e tocante Carlitos, não tenha conseguido produzir tanta lágrima num único filme. Hanks com seu Forrest poderia ter funcionado como um tipo qualquer de palhaço. De fato ele está muito, muito engraçado em quase todo o filme. Entre diversos momentos engraçados, vele citar as cenas em que Forrest aparece ao lado de celebridades, como os presidentes norte-americanos, ou numa entrevista de TV ao lado de John Lennon, numa bela – ainda que aparentemente simples – intervenção de efeitos especiais da Industrial Light & Magic. Tom Hanks impressiona com sua façanha de – com apoio no criativo roteiro e na excepcional direção – fazer com que o riso e o choro dos espectadores andem de mãos dadas durante praticamente todas as duas horas e meia da película. Tudo o que o comediante Hanks precisava, depois de boas atuações nos anos 80, era de um papel como este para obter sua, de certa forma precoce, consagração como ator, recebendo seu segundo Oscar, e de forma consecutiva – no ano anterior fora premiado por sua surpreendente atuação dramática em Filadelfia. Entretanto, com Gump o ator é reconhecido por aquilo que fez melhor em toda a fase inicial de sua carreira: platéias sorrirem. E desta vez, com o requinte da lágrima. Podemos dizer que Forrest Gump – O Contador de Histórias, é, assim, uma comédia pra gente chorar. Se o diretor Zemeckis buscou o “choro fácil” ele conseguiu. E duvido que isso seja algo tão fácil como dizem alguns. Seria também uma enorme injustiça reduzir ao adjetivo “sentimental” um filme tão rico e belo.
***
SOBRE O AUTOR: *LUCIANO FORTUNATO é músico e web-escritor.
[[ BLOGUE OU SITE PESSOAL:recantodasletras.uol.com.br/autores/lucianofortunato ]]
[[ CONTATO: fortsilveira@yahoo.com.br ]]
Na melhor tradição dos palhaços que fazem chorar, Tom Hanks arranca lágrimas o tempo todo. Talvez o próprio Chaplin, com o cômico e tocante Carlitos, não tenha conseguido produzir tanta lágrima num único filme. Hanks com seu Forrest poderia ter funcionado como um tipo qualquer de palhaço. De fato ele está muito, muito engraçado em quase todo o filme. Entre diversos momentos engraçados, vele citar as cenas em que Forrest aparece ao lado de celebridades, como os presidentes norte-americanos, ou numa entrevista de TV ao lado de John Lennon, numa bela – ainda que aparentemente simples – intervenção de efeitos especiais da Industrial Light & Magic. Tom Hanks impressiona com sua façanha de – com apoio no criativo roteiro e na excepcional direção – fazer com que o riso e o choro dos espectadores andem de mãos dadas durante praticamente todas as duas horas e meia da película. Tudo o que o comediante Hanks precisava, depois de boas atuações nos anos 80, era de um papel como este para obter sua, de certa forma precoce, consagração como ator, recebendo seu segundo Oscar, e de forma consecutiva – no ano anterior fora premiado por sua surpreendente atuação dramática em Filadelfia. Entretanto, com Gump o ator é reconhecido por aquilo que fez melhor em toda a fase inicial de sua carreira: platéias sorrirem. E desta vez, com o requinte da lágrima. Podemos dizer que Forrest Gump – O Contador de Histórias, é, assim, uma comédia pra gente chorar. Se o diretor Zemeckis buscou o “choro fácil” ele conseguiu. E duvido que isso seja algo tão fácil como dizem alguns. Seria também uma enorme injustiça reduzir ao adjetivo “sentimental” um filme tão rico e belo.
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SOBRE O AUTOR: *LUCIANO FORTUNATO é músico e web-escritor.
[[ BLOGUE OU SITE PESSOAL:recantodasletras.uol.com.br/autores/lucianofortunato ]]
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Forrest Gump é o maior herói não reconhecido do cinema americano - Continua...
Forrest Gump é, provavelmente, um dos mais injustiçados personagens do cinema. Acho que ele deveria gozar de um prestigio muito maior. Para mim ele é um verdadeiro herói do cinema americano. Não menos que o Batman, um cara sádico e vingativo que não vale nada. E o que dizer de Forrest Gump – O Contador de Histórias, o filme de 1994, dirigido pelo revolucionário Robert Zemeckis? É um filme pouco lembrado, se levarmos em conta sua grandiosidade. Há muito cult fraquinho com mais status. Sentimental e apelativo? Bobagem. Forrest Gump – O Contador de Histórias é arrebatador. Grande música. Excepcional roteiro. Histórica atuação do ator principal. Irrepreensível direção. Um filme pra se ver muitas vezes.
Pra quem acusa o filme de sentimentalismo barato, a música composta por Alan Silvestri é um prato cheio. Ela é uma das mais usadas para fazer pessoas chorarem, e, não raro, é usada como fundo em programas de televisão que mostrem alguma história triste ou de superação. A Forrest Gump Suite – composição a que me refiro – é, contudo, uma obra-prima da música erudita contemporânea e integra, como uma cereja em cima de um bolo, a riquíssima trilha sonora do filme, que faz na verdade uma cuidadosa compilação da história da música pop dos Estados Unidos nas três décadas que sucederiam a aparição de Elvis Presley. A trilha tem de tudo: Joan Baez, Creedence Clearwater Revival, Aretha Franklin, The Beach Boys, Bob Dylan, Buffalo Springfield, The mamas & The Papas, Simon & Garfunkel, The Doors, The Byrds, Jefferson Airplane, Jimi Hendrix (este, infelizmente, ausente no CD, por prováveis questões de direito autoral – o que foi uma pena), The Supremes, Scott McKenzie, B. J. Thomas, Bob Seger, The Doobie Brothers, Willie Nelson, além do próprio Elvis, entre outros. Não seria de todo absurdo pensar Forrest Gump como um musical. Boa parte do espólio dos pioneiros da pop music está ali no filme a emocionar qualquer pessoa que ame música.
Por:Luciano Silveira
Pra quem acusa o filme de sentimentalismo barato, a música composta por Alan Silvestri é um prato cheio. Ela é uma das mais usadas para fazer pessoas chorarem, e, não raro, é usada como fundo em programas de televisão que mostrem alguma história triste ou de superação. A Forrest Gump Suite – composição a que me refiro – é, contudo, uma obra-prima da música erudita contemporânea e integra, como uma cereja em cima de um bolo, a riquíssima trilha sonora do filme, que faz na verdade uma cuidadosa compilação da história da música pop dos Estados Unidos nas três décadas que sucederiam a aparição de Elvis Presley. A trilha tem de tudo: Joan Baez, Creedence Clearwater Revival, Aretha Franklin, The Beach Boys, Bob Dylan, Buffalo Springfield, The mamas & The Papas, Simon & Garfunkel, The Doors, The Byrds, Jefferson Airplane, Jimi Hendrix (este, infelizmente, ausente no CD, por prováveis questões de direito autoral – o que foi uma pena), The Supremes, Scott McKenzie, B. J. Thomas, Bob Seger, The Doobie Brothers, Willie Nelson, além do próprio Elvis, entre outros. Não seria de todo absurdo pensar Forrest Gump como um musical. Boa parte do espólio dos pioneiros da pop music está ali no filme a emocionar qualquer pessoa que ame música.
Por:Luciano Silveira
Forrest Gump é o maior herói não reconhecido do cinema americano - Continua...
Lembrando o grande clássico dos anos 90,
que fez multidões rirem e chorarem ao mesmo tempo
Porque será que o idiota Forrest Gump é um personagem que nos comove tanto? Será que, no fundo, todos nos sentimos uns grandes idiotas e automaticamente nos identificamos com ele? Será que, secretamente, sentimos inveja dele por sua enorme vida, tendo participado ativamente de momentos historicamente marcantes, de situações intensas e emocionantes, de ações que o transformaram em celebridade nacional, ao contrário de nossa pequena vida de insignificâncias? Será que Forrest Gump tipifica um genuíno herói? Afinal, ele carrega algumas características de herói: é muito honesto, é muito forte, tem seu ponto vulnerável (no caso dele, o baixíssimo QI – que, como vemos no filme, não chega a atrapalhá-lo), é muitas vezes incompreendido, é perseguido por alguns, é amado por muitos, tem um histórico de transposição de obstáculos, é corajoso, e tem uma bela e indiferente mocinha pra defender. Como ele sofre pela indiferente mocinha... E se herói sempre vence no final, Forrest é, por fim, um vitorioso. Na verdade invejamos os heróis: sempre foi assim, desde a antiguidade. E poucas coisas nos tocam mais fundo a alma quanto a inveja. A inveja comove, emociona. Eu confesso que sinto inveja de Forrest Gump toda vez que vejo “seu” filme. E me emociono bastante, mesmo depois de já ter assistido sua história mais ou menos 10 vezes.
Por Luciano Silveira
que fez multidões rirem e chorarem ao mesmo tempo
Porque será que o idiota Forrest Gump é um personagem que nos comove tanto? Será que, no fundo, todos nos sentimos uns grandes idiotas e automaticamente nos identificamos com ele? Será que, secretamente, sentimos inveja dele por sua enorme vida, tendo participado ativamente de momentos historicamente marcantes, de situações intensas e emocionantes, de ações que o transformaram em celebridade nacional, ao contrário de nossa pequena vida de insignificâncias? Será que Forrest Gump tipifica um genuíno herói? Afinal, ele carrega algumas características de herói: é muito honesto, é muito forte, tem seu ponto vulnerável (no caso dele, o baixíssimo QI – que, como vemos no filme, não chega a atrapalhá-lo), é muitas vezes incompreendido, é perseguido por alguns, é amado por muitos, tem um histórico de transposição de obstáculos, é corajoso, e tem uma bela e indiferente mocinha pra defender. Como ele sofre pela indiferente mocinha... E se herói sempre vence no final, Forrest é, por fim, um vitorioso. Na verdade invejamos os heróis: sempre foi assim, desde a antiguidade. E poucas coisas nos tocam mais fundo a alma quanto a inveja. A inveja comove, emociona. Eu confesso que sinto inveja de Forrest Gump toda vez que vejo “seu” filme. E me emociono bastante, mesmo depois de já ter assistido sua história mais ou menos 10 vezes.
Por Luciano Silveira
Governo vê abusos salariais de R$ 300 mi
Só o Aumento dos parlamentares é que não tem nenhum tipo de ABUSO! Educaçã e Saúde é que deveriam ter aumento máximo. Que vergonha, senhores Governante!!!
Está em curso uma auditoria na folha de pagamento das universidades federais que aponta para pagamentos indevidos de salários que podem chegar a R$ 300 milhões. O caso mais notório é o da Universidade de Brasília (UnB), onde servidores ganharam na Justiça reajuste de 26,05% correspondente à inflação que deixou de ser paga no Plano Bresser (1987). A correção foi estendida a todos os funcionários como gratificação, recebida até por quem nem trabalhava na época.
Os pagamentos indevidos na UnB chegam a R$ 30 milhões. No ano passado, a universidade envolveu-se numa disputa judicial com o Executivo sobre o pagamento dessa gratificação que terminou em uma greve na instituição. O governo não cedeu e os servidores conseguiram decisão judicial que manteve o pagamento.
O caso da UnB levou o governo a fazer a auditoria nas demais instituições de ensino superior, seguindo a filosofia do atual governo de fazer 'mais com menos' e economizar com o combate a fraudes e gastos indevidos.
'Encontramos irregularidades em várias outras universidades', disse o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva. Ele não detalhou quais instituições, mas sabe-se que em quase todas as mais antigas há algum problema - a exceção são as criadas no governo Lula.
Há, por exemplo, casos de gratificações resultantes de planos econômicos que foram incorporadas às folhas de pagamento, como na UnB e na Federal do Semiárido (RN). Ou de instituições que incorporaram ao salário dos servidores horas extras semanais pagas regularmente antes que uma decisão de 1984 impusesse limite anual. É o caso das Universidades Federais de Minas, do Rio Grande do Norte e da Paraíba.
Há, ainda, a incorporação de funções gratificadas. Até 10 anos atrás, reitores, pró-reitores e chefes de departamento, em alguns casos, tinham direito a incorporar um quinto por ano dessa gratificação ao salário-base. Com cinco anos no cargo, toda a gratificação estava garantida e ainda gerava um efeito cascata, já que sobre o salário-base são calculadas todas as demais gratificações.
Justiça. A maior parte dos pagamentos foi suspensa por determinação do Tribunal de Contas da União e a decisão está sendo questionada judicialmente. É o caso, por exemplo, da UFMG, que teve o pagamento das horas extras suspenso em 2004, mas um grupo de funcionários, a maior parte aposentados, obteve na Justiça o direito de continuar recebendo.
Na Universidade Federal do Ceará não há casos de ganhos por conta de planos econômicos, mas há casos de incorporações de gratificações e de horas extras. 'São várias ações, a maior parte transitada em julgado. Mas eu não tenho mais informações porque quem cuida disso é a Advocacia-Geral da União', disse o reitor da instituição, Jesualdo Farias. 'Existe um potencial de ressarcimento aos cofres públicos de R$ 300 milhões', disse o secretário executivo adjunto do Ministério do Planejamento, Valter Correia Silva.
Está em curso uma auditoria na folha de pagamento das universidades federais que aponta para pagamentos indevidos de salários que podem chegar a R$ 300 milhões. O caso mais notório é o da Universidade de Brasília (UnB), onde servidores ganharam na Justiça reajuste de 26,05% correspondente à inflação que deixou de ser paga no Plano Bresser (1987). A correção foi estendida a todos os funcionários como gratificação, recebida até por quem nem trabalhava na época.
Os pagamentos indevidos na UnB chegam a R$ 30 milhões. No ano passado, a universidade envolveu-se numa disputa judicial com o Executivo sobre o pagamento dessa gratificação que terminou em uma greve na instituição. O governo não cedeu e os servidores conseguiram decisão judicial que manteve o pagamento.
O caso da UnB levou o governo a fazer a auditoria nas demais instituições de ensino superior, seguindo a filosofia do atual governo de fazer 'mais com menos' e economizar com o combate a fraudes e gastos indevidos.
'Encontramos irregularidades em várias outras universidades', disse o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva. Ele não detalhou quais instituições, mas sabe-se que em quase todas as mais antigas há algum problema - a exceção são as criadas no governo Lula.
Há, por exemplo, casos de gratificações resultantes de planos econômicos que foram incorporadas às folhas de pagamento, como na UnB e na Federal do Semiárido (RN). Ou de instituições que incorporaram ao salário dos servidores horas extras semanais pagas regularmente antes que uma decisão de 1984 impusesse limite anual. É o caso das Universidades Federais de Minas, do Rio Grande do Norte e da Paraíba.
Há, ainda, a incorporação de funções gratificadas. Até 10 anos atrás, reitores, pró-reitores e chefes de departamento, em alguns casos, tinham direito a incorporar um quinto por ano dessa gratificação ao salário-base. Com cinco anos no cargo, toda a gratificação estava garantida e ainda gerava um efeito cascata, já que sobre o salário-base são calculadas todas as demais gratificações.
Justiça. A maior parte dos pagamentos foi suspensa por determinação do Tribunal de Contas da União e a decisão está sendo questionada judicialmente. É o caso, por exemplo, da UFMG, que teve o pagamento das horas extras suspenso em 2004, mas um grupo de funcionários, a maior parte aposentados, obteve na Justiça o direito de continuar recebendo.
Na Universidade Federal do Ceará não há casos de ganhos por conta de planos econômicos, mas há casos de incorporações de gratificações e de horas extras. 'São várias ações, a maior parte transitada em julgado. Mas eu não tenho mais informações porque quem cuida disso é a Advocacia-Geral da União', disse o reitor da instituição, Jesualdo Farias. 'Existe um potencial de ressarcimento aos cofres públicos de R$ 300 milhões', disse o secretário executivo adjunto do Ministério do Planejamento, Valter Correia Silva.
Parlamentares sem mandato herdam aposentadorias de no mínimo R$ 7 mil
Ex-deputados e ex-senadores usufruem das regras benevolentes de instituto extinto em 1999; somente em fevereiro, 9 deputados e 5 senadores se aposentaram e outros 15 pediram reajuste dos benefícios
Parlamentares que perderam o mandato recebem aposentadorias proporcionais de, no mínimo, R$ 6,9 mil, com apenas 50 anos de idade. As aposentadorias concedidas pelo Congresso, todas legais, podem chegar a R$ 26.723,13, valor correspondente à atual remuneração dos deputados federais e senadores.
No último mês, pelo menos nove deputados e cinco senadores se aposentaram. Outros 15 parlamentares pediram revisão dos valores de seus benefícios.
Generosas aposentadorias são concedidas a todos que contribuíram para o extinto Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC) até 31 de janeiro de 1999. O valor mínimo do benefício é de R$ 6.948,01 mil mensais, depois de o parlamentar haver cumprido oito anos de mandato e completar 50 anos de idade.
Só parlamentares que assumiram a partir de 1.º de fevereiro de 1999 é que são obrigados a cumprir as regras do atual Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC), que exige 35 anos de contribuição e um mínimo de 60 anos de idade para pagar a aposentadoria integral.
Num momento em que o governo estuda mudar as regras de aposentadoria dos trabalhadores da iniciativa privada, o sistema dos parlamentares deve permanecer inalterado. Apesar das negativas públicas da presidente Dilma Rousseff, o governo quer estabelecer idade mínima de 65 anos para homens e 60 anos para mulheres para fins de aposentadoria pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Isso depois de 30 anos (mulheres) e 35 anos (homens) de contribuição. O valor máximo do benefício do INSS é de R$ 3,6 mil.
Revisões. Parlamentares que não se reelegeram pediram revisão dos valores das aposentadorias. São deputados e senadores que já tinham se aposentado, mas conquistaram um mandato na legislatura passada e, na ocasião, tiveram o benefício suspenso. Agora, como não conseguiram um novo mandato, eles reivindicaram o acréscimo no valor de suas aposentadorias contabilizando o período de contribuição da legislatura passada.
Candidata derrotada na corrida por uma vaga ao Senado pelo Espírito Santo, a ex-deputada Rita Camata (PSDB) é a mais nova aposentada da Câmara. Depois de cinco mandatos (total de 20 anos contribuição) e de completar 50 anos de idade no dia 1.º de janeiro, Rita passou a receber aposentadoria de R$ 16,5 mil. Seu marido, o ex-senador Gerson Camata (PMDB), recebe aposentadoria integral de R$ 26.723,13 após dois mandatos de deputado e três de senador.
Cotado para assumir uma das vice-presidências da Caixa Econômica Federal (CEF), o ex-ministro e ex-deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) perdeu a eleição para o governo da Bahia, mas garantiu a pensão. Prestes a completar 52 anos e depois de cinco mandatos na Câmara, ele recebe desde 1.º de fevereiro R$ 16,1 mil.
Sem acúmulo. Já os parlamentares que conquistaram um novo mandato no Congresso são obrigados abrir mão das aposentadorias privilegiadas. Nessa situação está o ex-presidente Itamar Franco (PPS-MG) que, pelos valores atualizados, tem hoje direito a uma aposentadoria de R$ 13.027,53, pagamento suspenso em fevereiro quando tomou posse no Senado. Quando o parlamentar volta a ficar sem mandato, o benefício pode ser requerido novamente, acrescido do tempo em que ocupou uma cadeira na Câmara ou no Senado.
Recém nomeado assessor do Ministério da Defesa, o ex-deputado José Genoino (PT-SP) acrescentou mais quatro anos de contribuição à sua aposentadoria. Em 2003, depois de perder as eleições para o governo de São Paulo, Genoino pediu a aposentadoria à Câmara. O benefício foi suspenso em 2007, quando conquistou um novo mandato. Agora, receberá R$ 20,3 mil.
Situação semelhante é a do ex-deputado Paulo Rocha (PT-PA). Em 2005, ele pediu aposentadoria após renunciar ao mandato para fugir de uma cassação por envolvimento no mensalão. Em 2007 voltou e, por isso, o pagamento do benefício foi suspenso. Depois de ser apontado como 'ficha-suja' pela Justiça eleitoral nas eleições de2010, voltou a usufruir da aposentadoria.
Com a candidatura barrada pela Lei da Ficha Limpa, o ex-governador, ex-senador e ex-deputado Jader Barbalho (PMDB-PA) é outro aposentado. Após quatro mandatos de deputado e um de senador, recebe R$ 19,2 mensais.
Parlamentares que perderam o mandato recebem aposentadorias proporcionais de, no mínimo, R$ 6,9 mil, com apenas 50 anos de idade. As aposentadorias concedidas pelo Congresso, todas legais, podem chegar a R$ 26.723,13, valor correspondente à atual remuneração dos deputados federais e senadores.
No último mês, pelo menos nove deputados e cinco senadores se aposentaram. Outros 15 parlamentares pediram revisão dos valores de seus benefícios.
Generosas aposentadorias são concedidas a todos que contribuíram para o extinto Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC) até 31 de janeiro de 1999. O valor mínimo do benefício é de R$ 6.948,01 mil mensais, depois de o parlamentar haver cumprido oito anos de mandato e completar 50 anos de idade.
Só parlamentares que assumiram a partir de 1.º de fevereiro de 1999 é que são obrigados a cumprir as regras do atual Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC), que exige 35 anos de contribuição e um mínimo de 60 anos de idade para pagar a aposentadoria integral.
Num momento em que o governo estuda mudar as regras de aposentadoria dos trabalhadores da iniciativa privada, o sistema dos parlamentares deve permanecer inalterado. Apesar das negativas públicas da presidente Dilma Rousseff, o governo quer estabelecer idade mínima de 65 anos para homens e 60 anos para mulheres para fins de aposentadoria pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Isso depois de 30 anos (mulheres) e 35 anos (homens) de contribuição. O valor máximo do benefício do INSS é de R$ 3,6 mil.
Revisões. Parlamentares que não se reelegeram pediram revisão dos valores das aposentadorias. São deputados e senadores que já tinham se aposentado, mas conquistaram um mandato na legislatura passada e, na ocasião, tiveram o benefício suspenso. Agora, como não conseguiram um novo mandato, eles reivindicaram o acréscimo no valor de suas aposentadorias contabilizando o período de contribuição da legislatura passada.
Candidata derrotada na corrida por uma vaga ao Senado pelo Espírito Santo, a ex-deputada Rita Camata (PSDB) é a mais nova aposentada da Câmara. Depois de cinco mandatos (total de 20 anos contribuição) e de completar 50 anos de idade no dia 1.º de janeiro, Rita passou a receber aposentadoria de R$ 16,5 mil. Seu marido, o ex-senador Gerson Camata (PMDB), recebe aposentadoria integral de R$ 26.723,13 após dois mandatos de deputado e três de senador.
Cotado para assumir uma das vice-presidências da Caixa Econômica Federal (CEF), o ex-ministro e ex-deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) perdeu a eleição para o governo da Bahia, mas garantiu a pensão. Prestes a completar 52 anos e depois de cinco mandatos na Câmara, ele recebe desde 1.º de fevereiro R$ 16,1 mil.
Sem acúmulo. Já os parlamentares que conquistaram um novo mandato no Congresso são obrigados abrir mão das aposentadorias privilegiadas. Nessa situação está o ex-presidente Itamar Franco (PPS-MG) que, pelos valores atualizados, tem hoje direito a uma aposentadoria de R$ 13.027,53, pagamento suspenso em fevereiro quando tomou posse no Senado. Quando o parlamentar volta a ficar sem mandato, o benefício pode ser requerido novamente, acrescido do tempo em que ocupou uma cadeira na Câmara ou no Senado.
Recém nomeado assessor do Ministério da Defesa, o ex-deputado José Genoino (PT-SP) acrescentou mais quatro anos de contribuição à sua aposentadoria. Em 2003, depois de perder as eleições para o governo de São Paulo, Genoino pediu a aposentadoria à Câmara. O benefício foi suspenso em 2007, quando conquistou um novo mandato. Agora, receberá R$ 20,3 mil.
Situação semelhante é a do ex-deputado Paulo Rocha (PT-PA). Em 2005, ele pediu aposentadoria após renunciar ao mandato para fugir de uma cassação por envolvimento no mensalão. Em 2007 voltou e, por isso, o pagamento do benefício foi suspenso. Depois de ser apontado como 'ficha-suja' pela Justiça eleitoral nas eleições de2010, voltou a usufruir da aposentadoria.
Com a candidatura barrada pela Lei da Ficha Limpa, o ex-governador, ex-senador e ex-deputado Jader Barbalho (PMDB-PA) é outro aposentado. Após quatro mandatos de deputado e um de senador, recebe R$ 19,2 mensais.
quinta-feira, 3 de março de 2011
O amor
O amor
Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga. Tudo o que todos querem é amar. Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras. Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata. Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado. Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que? O amor...
Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai, irmão e filho. É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo. Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus. A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.
Casaram. Te amo prá lá, te amo prá cá. Lindo, mas insustentável...
O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas! Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência. Amor, só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar.
Amar, só, é pouco. Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas prá pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo prá cada um. Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar, "solamente", não basta.
Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. O amor é grande mas não é dois. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já têm! Um bom encontro aos que procuram! E felicidades a todos nós!
Artur da Távola
Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga. Tudo o que todos querem é amar. Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras. Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata. Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado. Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que? O amor...
Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai, irmão e filho. É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo. Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus. A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.
Casaram. Te amo prá lá, te amo prá cá. Lindo, mas insustentável...
O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas! Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência. Amor, só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar.
Amar, só, é pouco. Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas prá pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo prá cada um. Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar, "solamente", não basta.
Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. O amor é grande mas não é dois. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já têm! Um bom encontro aos que procuram! E felicidades a todos nós!
Artur da Távola
AQUELE AMOR
Ela pertence à espécie de mulheres que possuem um só amor em toda a sua vida. Ou amam de verdade apenas uma vez. Seria espécie de mulheres ou a maioria assim o é, mesmo sem o saber?
Também há homens de eterno amor, embora o machismo e as deformações de sua cultura e comportamento nem sempre os convença de tal. Ou não convença a maioria. Ou será que o fato de serem colocadores de semente por determinismo biológico os leva a não prestar a devida atenção à sua destinação para o amor?
No meio da conversa ela diz, de repente, que só gostou de verdade de um homem e eis que vai buscar lá entre papéis amassados, daqueles que esturricam o couro das carteiras, não um mas três retratos dele, que espalha, qual cartas de baralho, sobre a mesa do restaurante. E fala dele com a mistura de ternura e tristeza que assaltam as mulheres que não lograram viver com o seu amor, casar-se com ele, ter seus filhos, viver em função dele e dela, unidos, pois esta é a verdadeira vontade e destinação da mulher: viver ao lado do verdadeiro amor.
Sim, elas vivem de modo proibido se necessário, casam-se com outro, têm filhos, os amam fundamente, mas a verdade de seu ser é a do amor verdadeiro, até porque mulher vive para amar e por amor, o resto se ajeita. Podem até deixar seu amor dormitar por anos e parecer serenado. Volta, porém a qualquer apelo ou menção do nome dele, encontro fortuito na rua com um conhecido dos tempos do namoro ou da relação.
Como são comoventes e lindas na sua integralidade bíblica as mulheres quando expressam para os demais ou para si mesmas, o amor de suas vidas ou quando consultam, escondido, os retratos guardados, recortes, flores secas, a memória úmida das restantes lembranças em momentos de silêncio e solidão!
Abençoados sejam, porque são, os homens e as mulheres que na passagem por esta vida receberam um dia de alguém, ou deram, um amor único, original e definitivo. Abençoados sejam e para todo o sempre. Como o amor que existe apesar de todas as ternas e dolorosas circunstâncias que não impedem a sua verdade mas em muitos casos esmagam a sua plena realização.
Artur da Távola
Também há homens de eterno amor, embora o machismo e as deformações de sua cultura e comportamento nem sempre os convença de tal. Ou não convença a maioria. Ou será que o fato de serem colocadores de semente por determinismo biológico os leva a não prestar a devida atenção à sua destinação para o amor?
No meio da conversa ela diz, de repente, que só gostou de verdade de um homem e eis que vai buscar lá entre papéis amassados, daqueles que esturricam o couro das carteiras, não um mas três retratos dele, que espalha, qual cartas de baralho, sobre a mesa do restaurante. E fala dele com a mistura de ternura e tristeza que assaltam as mulheres que não lograram viver com o seu amor, casar-se com ele, ter seus filhos, viver em função dele e dela, unidos, pois esta é a verdadeira vontade e destinação da mulher: viver ao lado do verdadeiro amor.
Sim, elas vivem de modo proibido se necessário, casam-se com outro, têm filhos, os amam fundamente, mas a verdade de seu ser é a do amor verdadeiro, até porque mulher vive para amar e por amor, o resto se ajeita. Podem até deixar seu amor dormitar por anos e parecer serenado. Volta, porém a qualquer apelo ou menção do nome dele, encontro fortuito na rua com um conhecido dos tempos do namoro ou da relação.
Como são comoventes e lindas na sua integralidade bíblica as mulheres quando expressam para os demais ou para si mesmas, o amor de suas vidas ou quando consultam, escondido, os retratos guardados, recortes, flores secas, a memória úmida das restantes lembranças em momentos de silêncio e solidão!
Abençoados sejam, porque são, os homens e as mulheres que na passagem por esta vida receberam um dia de alguém, ou deram, um amor único, original e definitivo. Abençoados sejam e para todo o sempre. Como o amor que existe apesar de todas as ternas e dolorosas circunstâncias que não impedem a sua verdade mas em muitos casos esmagam a sua plena realização.
Artur da Távola
quarta-feira, 2 de março de 2011
Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar...
Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar: aprenda a fazer bonito o seu amor. Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito. Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito. Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender.
Tenho visto muito amor por aí, Amores mesmo, bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva,mas esbarram na dificuldade de se tornar bonito. Apenas isso: bonitos,belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção. Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.
Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se percebeu ameaçados apenas e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram; exigem; rotinizam; descuidam; reclamam; deixam de compreender;necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem; enchem-se de razões. Sim, de razões. Ter razão é o maior perigo no amor.
Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reinvindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira. Ter razão é um perigo: em geral enfeia o amor, pois é invocado com justiça mas na hora errada. Amar bonito é saber a hora de ter razão.
Ponha a mão na consciência. Você tem certeza que está fazendo o seu amor bonito?
De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro, a maior beleza possível? Talvez não. Cheio ou cheia de razões, você espera do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer.
Quem espera mais do que isso sofre, e sofrendo deixa de amar bonito. Sofrendo, deixa de ser alegre, igual criança.E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.
Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia. Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama. Saia cantando e olhe alegre.
Recomendam-se: encabulamentos; ser pego em flagrante gostando; não se cansar de olhar, e olhar; não atrapalhar a convivência com teorizações; adiar sempre, se possível com beijos, “aquela conversa importante que precisamos ter”, arquivar se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida. Para quem ama toda atenção é sempre pouca. Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda atenção possível.Quem ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter.
Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como criança de nariz encostado na vitrine, cheia de brinquedos dos nossos sonhos) :não teorize sobre o amor, ame. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.
Não tenha mêdo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade;não dar certo; depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito); abrir o coração;contar a verdade do tamanho do amor que sente.
Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser. Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs. Falando besteiras, mas criando sempre. Gaguejando flores. Sentindo o coração bater como no tempo
do Natal infantil. Revivendo os carinhos que instruiu em criança. Sem mêdo de dizer, eu quero, eu gosto, eu estou com vontade.
Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor,ou bonitar fazendo seu amor, ou amar fazendo o seu amor bonito(a ordem das frases não altera o produto), sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é e nunca, deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível, ser.
Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto. Não se preocupe mais com ele e suas definições. Cuide agora da forma. Cuide da voz. Cuide da fala. Cuide do cuidado. Cuide do carinho. Cuide de você. Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz.
Artur da Távola
Tenho visto muito amor por aí, Amores mesmo, bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva,mas esbarram na dificuldade de se tornar bonito. Apenas isso: bonitos,belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção. Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.
Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se percebeu ameaçados apenas e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram; exigem; rotinizam; descuidam; reclamam; deixam de compreender;necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem; enchem-se de razões. Sim, de razões. Ter razão é o maior perigo no amor.
Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reinvindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira. Ter razão é um perigo: em geral enfeia o amor, pois é invocado com justiça mas na hora errada. Amar bonito é saber a hora de ter razão.
Ponha a mão na consciência. Você tem certeza que está fazendo o seu amor bonito?
De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro, a maior beleza possível? Talvez não. Cheio ou cheia de razões, você espera do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer.
Quem espera mais do que isso sofre, e sofrendo deixa de amar bonito. Sofrendo, deixa de ser alegre, igual criança.E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.
Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia. Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama. Saia cantando e olhe alegre.
Recomendam-se: encabulamentos; ser pego em flagrante gostando; não se cansar de olhar, e olhar; não atrapalhar a convivência com teorizações; adiar sempre, se possível com beijos, “aquela conversa importante que precisamos ter”, arquivar se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida. Para quem ama toda atenção é sempre pouca. Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda atenção possível.Quem ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter.
Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como criança de nariz encostado na vitrine, cheia de brinquedos dos nossos sonhos) :não teorize sobre o amor, ame. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.
Não tenha mêdo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade;não dar certo; depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito); abrir o coração;contar a verdade do tamanho do amor que sente.
Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser. Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs. Falando besteiras, mas criando sempre. Gaguejando flores. Sentindo o coração bater como no tempo
do Natal infantil. Revivendo os carinhos que instruiu em criança. Sem mêdo de dizer, eu quero, eu gosto, eu estou com vontade.
Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor,ou bonitar fazendo seu amor, ou amar fazendo o seu amor bonito(a ordem das frases não altera o produto), sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é e nunca, deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível, ser.
Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto. Não se preocupe mais com ele e suas definições. Cuide agora da forma. Cuide da voz. Cuide da fala. Cuide do cuidado. Cuide do carinho. Cuide de você. Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz.
Artur da Távola
Gastos da União com viagens sobem 32%
Ao contrário do que disse a Ministra Ana de Hollanda. Aumentaram nos primeiros dois meses de 2011 as despesas com viagens - passagens e diárias - no governo federal, primeiro alvo do ajuste fiscal anunciado pela equipe econômica. No caso das passagens, os pagamentos em janeiro e fevereiro foram 32% maiores do que no mesmo período de 2010: já saíram dos cofres públicos R$ 80,4 milhões.
Anteontem, ao fornecer detalhes da 'consolidação fiscal', a ministra Miriam Belchior (Planejamento) insistiu que os gastos com diárias e passagens seriam reduzidos à metade em 2011. Nas áreas de fiscalização, o corte seria menor, 25%.
Para tornar mais efetivo o controle, as autorizações de viagens de servidores serão transferidas ao alto escalão dos ministérios, ou, de preferência, aos próprios ministros. As viagens de servidores foram apontadas como um dos focos de desperdício de dinheiro público.
O primeiro anúncio de restrição nas diárias e passagens foi feito em 9 de fevereiro, embora ainda se aguarde a publicação de decreto da presidente Dilma Rousseff para tornar a medida oficial. Não há data para edição desse decreto, assim como do que detalhará o limite de gastos dos ministérios.
A análise do comportamento das contas públicas no bimestre dá a dimensão da dificuldade em fazer com que o anúncio seja mais do que um discurso. Os números foram pesquisados pela ONG Contas Abertas com base em dados lançados pelo Tesouro Nacional até 28 de fevereiro no Siafi (sistema de acompanhamento de gastos da União).
Pendências. O estouro maior ocorre na compra de passagens e demais despesas com locomoção dos servidores. No primeiro bimestre de 2011, o governo gastou 32% a mais que o mesmo período de 2010. Além dos R$ 80,4 milhões já pagos, há uma conta pendente deixada pelo governo Lula que supera o dobro desse valor: R$ 163,3 milhões. E mais R$ 130 milhões já comprometidos pelo governo Dilma até 28 de fevereiro e ainda não pagos.
Nos pagamentos de diárias, o aumento das despesas foi de pouco mais de 4%, abaixo da inflação, mas bem aquém da meta lançada pelo governo, de corte pela metade. Nos dois primeiros meses de 2010, diárias de servidores civis e militares consumiram R$ 75,2 milhões. Neste ano, alcançaram R$ 78,2 milhões.
A compra de material de consumo, que os ministérios prometem economizar para poupar os investimentos, manteve-se estável nos dois últimos anos, com R$ 1,2 bilhão já pagos.
Os gastos com premiações culturais, artísticas, científicas e desportivas caíram quase à terça parte (R$ 8,4 milhões), mas ainda resta a conta deixada por Lula: R$ 68 milhões.
Os serviços de consultoria, embora não tenham entrado na lista de alvos do ajuste fiscal, sofreram um freio em novas contratações, mas os pagamentos subiram, pressionados por contas deixadas pelo ano eleitoral.
Os restos a pagar deixados por Lula são um complicador para o ajuste fiscal. O saldo ainda não quitado dessas contas começa março em R$ 35,9 bilhões nos gastos de custeio e R$ 51,9 bilhões nos de investimentos.
O Ministério do Planejamento informou que precisa de tempo para apurar se houve aumento nos gastos com viagens. Por meio da assessoria, a pasta chamou atenção para o fato de o sistema do Tesouro Nacional registrar pagamentos dos três Poderes, e não apenas do Executivo.
Estadão.
Anteontem, ao fornecer detalhes da 'consolidação fiscal', a ministra Miriam Belchior (Planejamento) insistiu que os gastos com diárias e passagens seriam reduzidos à metade em 2011. Nas áreas de fiscalização, o corte seria menor, 25%.
Para tornar mais efetivo o controle, as autorizações de viagens de servidores serão transferidas ao alto escalão dos ministérios, ou, de preferência, aos próprios ministros. As viagens de servidores foram apontadas como um dos focos de desperdício de dinheiro público.
O primeiro anúncio de restrição nas diárias e passagens foi feito em 9 de fevereiro, embora ainda se aguarde a publicação de decreto da presidente Dilma Rousseff para tornar a medida oficial. Não há data para edição desse decreto, assim como do que detalhará o limite de gastos dos ministérios.
A análise do comportamento das contas públicas no bimestre dá a dimensão da dificuldade em fazer com que o anúncio seja mais do que um discurso. Os números foram pesquisados pela ONG Contas Abertas com base em dados lançados pelo Tesouro Nacional até 28 de fevereiro no Siafi (sistema de acompanhamento de gastos da União).
Pendências. O estouro maior ocorre na compra de passagens e demais despesas com locomoção dos servidores. No primeiro bimestre de 2011, o governo gastou 32% a mais que o mesmo período de 2010. Além dos R$ 80,4 milhões já pagos, há uma conta pendente deixada pelo governo Lula que supera o dobro desse valor: R$ 163,3 milhões. E mais R$ 130 milhões já comprometidos pelo governo Dilma até 28 de fevereiro e ainda não pagos.
Nos pagamentos de diárias, o aumento das despesas foi de pouco mais de 4%, abaixo da inflação, mas bem aquém da meta lançada pelo governo, de corte pela metade. Nos dois primeiros meses de 2010, diárias de servidores civis e militares consumiram R$ 75,2 milhões. Neste ano, alcançaram R$ 78,2 milhões.
A compra de material de consumo, que os ministérios prometem economizar para poupar os investimentos, manteve-se estável nos dois últimos anos, com R$ 1,2 bilhão já pagos.
Os gastos com premiações culturais, artísticas, científicas e desportivas caíram quase à terça parte (R$ 8,4 milhões), mas ainda resta a conta deixada por Lula: R$ 68 milhões.
Os serviços de consultoria, embora não tenham entrado na lista de alvos do ajuste fiscal, sofreram um freio em novas contratações, mas os pagamentos subiram, pressionados por contas deixadas pelo ano eleitoral.
Os restos a pagar deixados por Lula são um complicador para o ajuste fiscal. O saldo ainda não quitado dessas contas começa março em R$ 35,9 bilhões nos gastos de custeio e R$ 51,9 bilhões nos de investimentos.
O Ministério do Planejamento informou que precisa de tempo para apurar se houve aumento nos gastos com viagens. Por meio da assessoria, a pasta chamou atenção para o fato de o sistema do Tesouro Nacional registrar pagamentos dos três Poderes, e não apenas do Executivo.
Estadão.
terça-feira, 1 de março de 2011
Vice de Sérgio Cabral, Pezão, tem bens bloqueados e é acusado de ligação com a máfia dos sanguessugas
Reprodução da Folha de São Paulo - 24/02/2011
A casa está caindo no Governo Sérgio Cabral, a operação Guilhotina da Polícia Federal revelou a lama nos bastidores da segurança pública, apesar de estarem tentando abafar as investigações muita sujeira ainda deve vir à tona.
Agora mais uma vez a imprensa de São Paulo revela que o vice-governador Pezão está com os bens bloqueados desde dezembro do ano passado.
E pasmem, o bagulho é pesado, coisa de profissional, o vice de Sérgio Cabral responde a oito ações civis públicas, sendo em cinco delas vinculado pelo Ministério Público Federal à máfia dos sanguessugas.
Claro que Pezão nega todas as irregularidades, diz que é um "santo" e "inocente", mas as provas nos processos vão de encontro as alegações de Pezão, conforme revela a Folha de São Paulo.
E Sérgio Cabral ainda quer fazer Pezão o seu sucessor.
Isso realmente é uma vergonha, e um caso de polícia.
O vice-governador do Rio, Luiz Fernando de Souza (PMDB), o Pezão, tem desde dezembro parte de seus bens bloqueados pela Justiça Federal. Ele responde a oito ações civis públicas, sendo em cinco delas vinculado pelo Ministério Público Federal à máfia dos sanguessugas.
As supostas irregularidades apontadas pela Procuradoria ocorreram quando o vice-governador foi prefeito de Piraí, entre 1997 e 2004.
Pezão é o candidato preferido pelo governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), para concorrer à sua sucessão, em 2014.
Ele é secretário de Obras e também o coordenador no Estado do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal.
Em cinco processos, a Procuradoria diz que a máfia dos sanguessugas "estendeu um de seus tentáculos de atuação até o município de Piraí".
O Ministério Público Federal utilizou como base auditorias da CGU (Controladoria-Geral da União) feitas após a divulgação do escândalo, em 2006.
SEGUNDA INSTÂNCIA
O vice nega as irregularidades apontadas. Afirma que os convênios considerados suspeitos foram auditados pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) e pela própria CGU em 2004 sem a identificação de nenhum problema.
A Procuradoria pediu o bloqueio de, no total, R$ 269 mil dos bens em nome do vice-governador.
SANGUESSUGAS
Segundo relatórios da CGU, houve superfaturamento na compra das ambulâncias e irregularidades no processo de licitação. O objetivo, diz a Procuradoria, era direcionar o resultado para as empresas do esquema.
De acordo com o Ministério Público Federal, a máfia dos sanguessugas atuava na elaboração de projetos para municípios apresentarem ao Ministério da Saúde, na aprovação do convênio, e na fraude da licitação de compra da prefeitura.
A Procuradoria vincula o então prefeito à quadrilha com base no depoimento de Luiz Antônio Vedoin, sócio da Planam, principal empresa do esquema. Ao detalhar a ação criminosa, ele afirma que o grupo agiu em Piraí.
A casa está caindo no Governo Sérgio Cabral, a operação Guilhotina da Polícia Federal revelou a lama nos bastidores da segurança pública, apesar de estarem tentando abafar as investigações muita sujeira ainda deve vir à tona.
Agora mais uma vez a imprensa de São Paulo revela que o vice-governador Pezão está com os bens bloqueados desde dezembro do ano passado.
E pasmem, o bagulho é pesado, coisa de profissional, o vice de Sérgio Cabral responde a oito ações civis públicas, sendo em cinco delas vinculado pelo Ministério Público Federal à máfia dos sanguessugas.
Claro que Pezão nega todas as irregularidades, diz que é um "santo" e "inocente", mas as provas nos processos vão de encontro as alegações de Pezão, conforme revela a Folha de São Paulo.
E Sérgio Cabral ainda quer fazer Pezão o seu sucessor.
Isso realmente é uma vergonha, e um caso de polícia.
O vice-governador do Rio, Luiz Fernando de Souza (PMDB), o Pezão, tem desde dezembro parte de seus bens bloqueados pela Justiça Federal. Ele responde a oito ações civis públicas, sendo em cinco delas vinculado pelo Ministério Público Federal à máfia dos sanguessugas.
As supostas irregularidades apontadas pela Procuradoria ocorreram quando o vice-governador foi prefeito de Piraí, entre 1997 e 2004.
Pezão é o candidato preferido pelo governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), para concorrer à sua sucessão, em 2014.
Ele é secretário de Obras e também o coordenador no Estado do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal.
Em cinco processos, a Procuradoria diz que a máfia dos sanguessugas "estendeu um de seus tentáculos de atuação até o município de Piraí".
O Ministério Público Federal utilizou como base auditorias da CGU (Controladoria-Geral da União) feitas após a divulgação do escândalo, em 2006.
SEGUNDA INSTÂNCIA
O vice nega as irregularidades apontadas. Afirma que os convênios considerados suspeitos foram auditados pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) e pela própria CGU em 2004 sem a identificação de nenhum problema.
A Procuradoria pediu o bloqueio de, no total, R$ 269 mil dos bens em nome do vice-governador.
SANGUESSUGAS
Segundo relatórios da CGU, houve superfaturamento na compra das ambulâncias e irregularidades no processo de licitação. O objetivo, diz a Procuradoria, era direcionar o resultado para as empresas do esquema.
De acordo com o Ministério Público Federal, a máfia dos sanguessugas atuava na elaboração de projetos para municípios apresentarem ao Ministério da Saúde, na aprovação do convênio, e na fraude da licitação de compra da prefeitura.
A Procuradoria vincula o então prefeito à quadrilha com base no depoimento de Luiz Antônio Vedoin, sócio da Planam, principal empresa do esquema. Ao detalhar a ação criminosa, ele afirma que o grupo agiu em Piraí.
AFINIDADE
Por prescindir do tempo e ser a ele superior...
AFINIDADE
A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
O mais independente.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos,
as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação,
o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo sobre o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro.
Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois
que as pessoas deixaram de estar juntas.
O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples
e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos
fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavra.
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com.
Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.
Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado.
Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.
É olhar e perceber.
É mais calar do que falar.
Ou quando é falar, jamais explicar, apenas afirmar.
Afinidade é jamais sentir por.
Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.
Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar.
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.
Só entra em relação rica e saudável com o outro,
quem aceita para poder questionar.
Não sei se sou claro: quem aceita para poder questionar,
não nega ao outro a possibilidade de ser o que é, como é, da maneira que é.
E, aceitando-o, aí sim, pode questionar, até duramente, se for o caso.
Isso é afinidade.
Mas o habitual é vermos alguém questionar porque não aceita
o outro como ele é. Por isso, aliás, questiona.
Questionamento de afins, eis a (in)fluência.
Questionamento de não afins, eis a guerra.
A afinidade não precisa do amor. Pode existir com ou sem ele.
Independente dele. A quilômetros de distância.
Na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar.
Há afinidade por pessoas a quem apenas vemos passar,
por vizinhos com quem nunca falamos e de quem nada sabemos.
Há afinidade com pessoas de outros continentes a quem nunca vemos,
veremos ou falaremos.
Quem pode afirmar que, durante o sono, fluidos nossos não saem
para buscar sintomas com pessoas distantes,
com amigos a quem não vemos, com amores latentes,
com irmãos do não vivido?
A afinidade é singular, discreta e independente,
porque não precisa do tempo para existir.
Vinte anos sem ver aquela pessoa com quem se estabeleceu
o vínculo da afinidade!
No dia em que a vir de novo, você vai prosseguir a relação
exatamente do ponto em que parou.
Afinidade é a adivinhação de essências não conhecidas
nem pelas pessoas que as tem.
a afinidade vence a morte, porque cada um de nós traz afinidades
ancestrais com a experiência da espécie no inconsciente.
Ela se prolonga nas células dos que nascem de nós,
para encontrar sintonias futuras nas quais estaremos presentes.
Sensível é a afinidade.
É exigente, apenas de que as pessoas evoluam parecido.
Que a erosão, amadurecimento ou aperfeiçoamento sejam do mesmo grau,
porque o que define a afinidade é a sua existência também depois.
Aquele ou aquela de quem você foi tão amigo ou amado, e anos depois
encontra com saudade ou alegria, mas percebe que não vai conseguir
restituir o clima afetivo de antes,
é alguém com quem a afinidade foi temporária.
E afinidade real não é temporária. É supratemporal.
Nada mais doloroso que contemplar afinidade morta,
ou a ilusão de que as vivências daquela época eram afinidade.
A pessoa mudou, transformou-se por outros meios.
A vida passou por ela e fez tempestades, chuvas,
plantios de resultado diverso.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças,
é conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas,
quantos das impossibilidades vividas.
Afinidade é retomar a relação do ponto em que parou,
sem lamentar o tempo da separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas a oportunidade dada (tirada) pela vida,
para que a maturação comum pudesse se dar.
E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais,
a expressão do outro sob a forma ampliada e
refletida do eu individual aprimorado.
Arthur da Távola
AFINIDADE
A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
O mais independente.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos,
as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação,
o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo sobre o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro.
Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois
que as pessoas deixaram de estar juntas.
O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples
e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos
fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavra.
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com.
Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.
Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado.
Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.
É olhar e perceber.
É mais calar do que falar.
Ou quando é falar, jamais explicar, apenas afirmar.
Afinidade é jamais sentir por.
Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.
Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar.
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.
Só entra em relação rica e saudável com o outro,
quem aceita para poder questionar.
Não sei se sou claro: quem aceita para poder questionar,
não nega ao outro a possibilidade de ser o que é, como é, da maneira que é.
E, aceitando-o, aí sim, pode questionar, até duramente, se for o caso.
Isso é afinidade.
Mas o habitual é vermos alguém questionar porque não aceita
o outro como ele é. Por isso, aliás, questiona.
Questionamento de afins, eis a (in)fluência.
Questionamento de não afins, eis a guerra.
A afinidade não precisa do amor. Pode existir com ou sem ele.
Independente dele. A quilômetros de distância.
Na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar.
Há afinidade por pessoas a quem apenas vemos passar,
por vizinhos com quem nunca falamos e de quem nada sabemos.
Há afinidade com pessoas de outros continentes a quem nunca vemos,
veremos ou falaremos.
Quem pode afirmar que, durante o sono, fluidos nossos não saem
para buscar sintomas com pessoas distantes,
com amigos a quem não vemos, com amores latentes,
com irmãos do não vivido?
A afinidade é singular, discreta e independente,
porque não precisa do tempo para existir.
Vinte anos sem ver aquela pessoa com quem se estabeleceu
o vínculo da afinidade!
No dia em que a vir de novo, você vai prosseguir a relação
exatamente do ponto em que parou.
Afinidade é a adivinhação de essências não conhecidas
nem pelas pessoas que as tem.
a afinidade vence a morte, porque cada um de nós traz afinidades
ancestrais com a experiência da espécie no inconsciente.
Ela se prolonga nas células dos que nascem de nós,
para encontrar sintonias futuras nas quais estaremos presentes.
Sensível é a afinidade.
É exigente, apenas de que as pessoas evoluam parecido.
Que a erosão, amadurecimento ou aperfeiçoamento sejam do mesmo grau,
porque o que define a afinidade é a sua existência também depois.
Aquele ou aquela de quem você foi tão amigo ou amado, e anos depois
encontra com saudade ou alegria, mas percebe que não vai conseguir
restituir o clima afetivo de antes,
é alguém com quem a afinidade foi temporária.
E afinidade real não é temporária. É supratemporal.
Nada mais doloroso que contemplar afinidade morta,
ou a ilusão de que as vivências daquela época eram afinidade.
A pessoa mudou, transformou-se por outros meios.
A vida passou por ela e fez tempestades, chuvas,
plantios de resultado diverso.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças,
é conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas,
quantos das impossibilidades vividas.
Afinidade é retomar a relação do ponto em que parou,
sem lamentar o tempo da separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas a oportunidade dada (tirada) pela vida,
para que a maturação comum pudesse se dar.
E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais,
a expressão do outro sob a forma ampliada e
refletida do eu individual aprimorado.
Arthur da Távola
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