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terça-feira, 27 de março de 2012

Google homenageia arquiteto Mies van der Rohe


Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
27/03/2012 | 09h38 | Doodle


Reprodução/Google
O Google homenageia, nesta terça-feira (27), os 126 anos de nascimento do arquiteto alemão Mies van der Rohe. Por isso, ao entrar na página inicial de buscas, a logo apresentada é uma versão de um dos seus projetos, o Crown Hall, desenvolvido por ele.

Mies van der Rohe nasceu na cidade de Aachen, em 27 de março de 1886, mas acabou se naturalizando americano. O arquiteto foi professor da escola de design Bauhaus e um dos criadores do que ficou conhecido por International style, dedicado à arquitetura funcionalista.

O arquiteto deixou a Bauhaus, enquanto era diretor da Bauhaus, por conta da ascensão do governo nazista na Alemanha. Ele se instalou nos Estados Unidos em 1937.

O Crown Hall, reproduzido no Doodle, foi projeto em 1956.

O arquiteto faleceu aos 83 anos, em 1969, por conta de uma pneumonia.
 http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20120327093811&assunto=194&onde=Tecnologia

segunda-feira, 26 de março de 2012

"É possível acreditar em Deus usando a razão", afirma William Lane Craig

Filosofia e Teologia

O filósofo e teólogo defende o cristianismo, a ressurreição de Jesus e a veracidade da Bíblia a partir de construção lógica e racional, e se destaca em debates com pensadores ateus

Marco Túlio Pires, de Águas de Lindóia
William Lane Craig: "Sem Deus, não é possível explicar a existência de valores e deveres morais objetivos" William Lane Craig: "Sem Deus, não é possível explicar a existência de valores e deveres morais objetivos" (Divulgação)
"Se você acha que a religião é um conto de fadas, não acredite. Mas se o cristianismo é a verdade — como penso que é — temos que acreditar nele independente das consequências. É o que as pessoas racionais fazem, elas acreditam na verdade. A  via contrária é o pragmatismo. 'Isso Funciona? Não importa se é verdade, quero saber se funciona'"
William Lane Craig
Quando o escritor britânico Christopher Hitchens, um dos maiores defensores do ateísmo, travou um longo debate nos Estados Unidos, em abril de 2009, com o filósofo e teólogo William Lane Craig sobre a existência de Deus, seus colegas ateus ficaram tensos. Momentos antes de subir ao palco, Hitchens — que morreu em dezembro de 2011. aos 62 anos — falou a jornalistas sobre a expectativa de enfrentar Craig.

"Posso dizer que meus colegas ateus o levam bem a sério", disse. "Ele é considerado um adversário muito duro, rigoroso, culto e formidável", continuou. "Normalmente as pessoas não me dizem 'boa sorte' ou 'não nos decepcione' antes de um debate — mas hoje, é o tipo de coisa que estão me dizendo". Difícil saber se houve um vencedor do debate. O certo é que Craig se destaca pela elegância com que apresenta seus argumentos, mesmo quando submetido ao fogo cerrado.
O teólogo evangélico é considerado um dos maiores defensores da doutrina cristã na atualidade. Craig, que vive em Atlanta (EUA) com a esposa, sustenta que a existência de Deus e a ressurreição de Jesus, por exemplo, não são apenas questões de fé, mas passíveis de prova lógica e racional. Em seu currículo de debates estão o famoso químico e autor britânico Peter Atkins e o neurocientista americano Sam Harris (veja lista com vídeos legendados de Craig). Basta uma rápida procura no Youtube para encontrar uma vastidão de debates travados entre Craig e diversos estudiosos. Richard Dawkins, um dos maiores críticos do teísmo, ainda se recusa a discutir com Craig sobre a existência de Deus.

Em artigo publicado no jornal inglês The Guardian, Dawkins afirma que Craig faz apologia ao genocídio, por defender passagens da Bíblia que justificam a morte de homens, mulheres e crianças por meio de ordens divinas. "Vocês apertariam a mão de um homem que escreve esse tipo de coisa? Vocês compartilhariam o mesmo palco que ele? Eu não, eu me recuso", escreveu. Na entrevista abaixo, Craig fala sobre o assunto.

Autor de diversos livros —  entre eles Em Guarda – Defenda a fé cristã com razão e precisão (Ed. Vida Nova), lançado no fim de 2011 no Brasil, — Craig é doutor em filosofia pela Universidade de Birmingham, na Inglaterra, e em teologia pela Universidade de Munique, Alemanha. O filósofo esteve no Brasil para o 8º Congresso de Teologia da Editora Vida Nova, em Águas de Lindóia, entre 13 e 16 de março. Durante o simpósio, Craig deu palestras e dedicou a última apresentação a atacar, ponto a ponto, os argumentos de Richard Dawkins sobre a inexistência de Deus.

Perfil

Nome: William Lane Craig
Profissão: Filósofo, teólogo e professor universitário na Universidade de Biola, Califórnia
Nascimento: 23 de agosto de 1949
Livros destacados: Apologética Contemporânea – A veracidade da Fé Cristã; Em Guarda, Defenda a fé cristã com razão e precisão; ambos publicados no Brasil pela editora Vida Nova
Principal contribuição para a filosofia: Craig foi responsável por reformular o Argumento Cosmológico Kalam (variação do argumento cosmológico que defende a existência de uma primeira causa para o universo) nos seguintes termos: 1) Tudo que começa a existir tem uma causa de existência. 2) O universo começou a existir. 3) Portanto, o universo tem uma causa para sua existência.
Informações pessoais: William Lane Craig é conhecido pelo trabalho na filosofia do tempo e na filosofia da religião, especificamente sobre a existência de Deus e na defesa do teísmo cristão. Escreveu e editou mais de 30 livros, é doutor em filosofia e teologia em universidades inglesa e alemã e desde 1996 é pesquisador e professor de filosofia na Universidade de Biola, na Califórnia. Atualmente vive em Atlanta, nos EUA, com a esposa. Craig pratica exercícios regularmente como forma de combater a APM (Atrofia Peronial Muscular) uma doença degenerativa do sistema nervoso que lhe causou atrofiamento dos nervos das mãos e pernas. Especialista em debates desde o ensino médio, o filósofo passa a maior parte do tempo estudando.
Por que deveríamos acreditar em Deus? Porque os argumentos e evidências que apontam para a Sua existência são mais plausíveis do que aqueles que apontam para a negação. Vários argumentos dão força à ideia de que Deus existe. Ele é a melhor explicação para a existência de tudo a partir de um momento no passado finito, e também a para o ajuste preciso do universo, levando ao surgimento de vida inteligente. Deus também é a melhor explicação para a existência de deveres e valores morais objetivos no mundo. Com isso, quero dizer valores e deveres que existem independentemente da opinião humana.

Se Deus é bondade e justiça, por que ele não criou um universo perfeito onde todas as pessoas vivem felizes? Acho que esse é o desejo de Deus. É o que a Bíblia ensina. O fato de que o desejo de Deus não é realizado implica que os seres humanos possuem livre-arbítrio. Não concordo com os teólogos que dizem que Deus determina quem é salvo ou não. Parece-me que os próprios humanos determinam isso. A única razão pela qual algumas pessoas não são salvas é porque elas próprias rejeitam livremente a vontade de Deus de salvá-las.

Alguns cientistas argumentam que o livre-arbítrio não existe. Se esse for o caso, as pessoas poderiam ser julgadas por Deus? Não, elas não poderiam. Acredito que esses autores estão errados. É difícil entender como a concepção do determinismo pode ser racional. Se acreditarmos que tudo é determinado, então até a crença no determinismo foi determinada. Nesse contexto, não se chega a essa conclusão por reflexão racional. Ela seria tão natural e inevitável como um dente que nasce ou uma árvore que dá galhos. Penso que o determinismo, racionalmente, não passa de absurdo. Não é possível acreditar racionalmente nele. Portanto, a atitude racional é negá-lo e acreditar que existe o livre-arbítrio.

O senhor defende em seu site uma passagem do Velho Testamento em que Deus ordena a destruição da cidade de Canaã, inclusive autorizando o genocídio, argumentando que os inocentes mortos nesse massacre seriam salvos pela graça divina. Esse não é um argumento perigosamente próximo daqueles usados por terroristas motivados pela religião? A teoria ética desses terroristas não está errada. Isso, contudo, não quer dizer que eles estão certos. O problema é a crença deles no deus errado. O verdadeiro Deus não ordena atos terroristas e, portanto, eles estariam cometendo uma atrocidade moral. Quero dizer que se Deus decide tirar a vida de uma pessoa inocente, especialmente uma criança, a Sua graça se estende a ela.

Se o terrorista é cristão o ato terrorista motivado pela religião é justificável, por ele acreditar no Deus ‘certo’? Não é suficiente acreditar no deus certo. É preciso garantir que os comandos divinos estão sendo corretamente interpretados. Não acho que Deus dê esse tipo de comando hoje em dia. Os casos do Velho Testamento, como a conquista de Canaã, não representam a vontade normal de Deus.

O sr. está querendo dizer que Deus também está sujeito a variações de humor? Não é plausível esperar que pelo menos Ele seja consistente? Penso que Deus pode fazer exceções aos comandos morais que dá. O principal exemplo no Velho Testamento é a ordem que ele dá a Abraão para sacrificar seu filho Isaque. Se Abraão tivesse feito isso por iniciativa própria, isso seria uma abominação. O deus do Velho Testamento condena o sacrifício infantil. Essa foi uma das razões que o levou a ordenar a destruição das nações pagãs ao redor de Israel. Elas estavam sacrificando crianças aos seus deuses. E, no entanto, Deus dá essa ordem extraordinária a Abraão: sacrificar o próprio filho Isaque. Isso serviu para verificar a obediência e fé dele. Mas isso é a exceção que prova a regra. Não é a forma normal com que Deus conduz os assuntos humanos. Mas porque Deus é Deus, Ele tem a possibilidade de abrir exceções em alguns casos extremos, como esse.

O sr. disse que não é suficiente ter o deus certo, é preciso fazer a interpretação correta dos comandos divinos. Como garantir que a sua interpretação é objetivamente correta? As coisas que digo são baseadas no que Deus nos deu a conhecer sobre si mesmo e em preceitos registrados na Bíblia, que é a palavra d’Ele. Refiro-me a determinações sobre a vida humana, como “não matarás”. Deus condena o sacrifício de crianças, Seu desejo é que amemos uns ao outros. Essa é a Sua moral geral. Seria apenas em casos excepcionalmente extremos, como o de Abraão e Isaque, que Deus mudaria isso. Se eu achar que Deus me comandou a fazer algo que é contra o Seu desejo moral geral, revelado na escritura, o mais provável é que eu tenha entendido errado. Temos a revelação do desejo moral de Deus e é assim que devemos nos comportar.

O sr. deposita grande parte da sua argumentação no conteúdo da Bíblia. Contudo, ela foi escrita por homens em um período restrito, em uma área restrita do mundo, em uma língua restrita, para um grupo específico de pessoas. Que evidência se tem de que a Bíblia é a palavra de um ser sobrenatural? A razão pela qual acreditamos na Bíblia e sua validade é porque acreditamos em Cristo. Ele considerava as escrituras hebraicas como a palavra de Deus. Seus ensinamentos são extensões do que é ensinado no Velho Testamento. Os ensinamentos de Jesus são direcionados à era da Igreja, que o sucederia. A questão, então, se torna a seguinte: temos boas razões para acreditar em Jesus? Ele é quem ele diz ser, a revelação de Deus? Acredito que sim. A ressurreição dos mortos, por exemplo, mostra que ele era quem afirmava.

Existem provas que confirmem a ressurreição de Jesus? Temos boas bases históricas. A palavra ‘prova’ pode ser enganosa porque muitos a associam com matemática. Certamente, não temos prova matemática de qualquer coisa que tenha acontecido na história do homem. Não temos provas, nesse sentido, de que Júlio César foi assassinado no senado romano, por exemplo, mas temos boas bases históricas para isso. Meu argumento é que se você considera os documentos do Novo Testamento como fontes da história antiga, — como os historiadores gregos Tácito, Heródoto ou Tucídides — o evangelho aparece como uma fonte histórica muito confiável para a vida de Jesus de Nazaré. A maioria dos historiadores do Novo Testamento concorda com os fatos fundamentais que balizam a inferência sobre a ressurreição de Cristo. Coisas como a sua execução sob autoridade romana, a descoberta das tumbas vazias por um grupo de mulheres no domingo depois da crucificação e o relato de vários indivíduos e grupos sobre os aparecimentos de Jesus vivo após sua execução. Com isso, nos resta a seguinte pergunta: qual é a melhor explicação para essa sequência de acontecimentos? Penso que a melhor explicação é aquela que os discípulos originais deram — Deus fez Jesus renascer dos mortos. Não podemos falar de uma prova, mas podemos levantar boas bases históricas para dizer que a ressurreição é a melhor explicação para os fatos. E como temos boas razões para acreditar que Cristo era quem dizia ser, portanto temos boas razões para acreditar que seus ensinamentos eram verdade. Sendo assim, podemos ver que a Bíblia não foi criação contingente de um tempo, de um lugar e de certas pessoas, mas é a palavra de Deus para a humanidade.

O textos da Bíblia passaram por diversas revisões ao longo do tempo. Como podemos ter certeza de que as informações às quais temos acesso hoje são as mesmas escritas há 2.000 anos? Além disso, como lidar com o fato de que informações podem ser perdidas durante a tradução? Você tem razão quanto a variedade de revisões e traduções. Por isso, é imperativo voltar às línguas originais nas quais esses textos foram escritos. Hoje, os críticos textuais comparam diferentes manuscritos antigos de modo a reconstruir o que os originais diziam. O Novo Testamento é o livro mais atestado da história antiga, seja em termos de manuscritos encontrados ou em termos de quão próximos eles estão da data original de escrita. Os textos já foram reconstruídos com 99% de precisão em relação aos originais. As incertezas que restam são trivialidades. Por exemplo, na Primeira Epístola de João, ele diz: “Estas coisas vos escrevemos, para que o vosso gozo se cumpra”. Mas alguns manuscritos dizem: “Estas coisas vos escrevemos, para que o nosso gozo se cumpra”. Não temos certeza se o texto original diz ‘vosso’ ou ‘nosso’. Isso ilustra como esse 1% de incerteza é trivial. Alguém que realmente queira entender os textos deverá aprender grego, a língua original em que o Novo Testamento foi escrito. Contudo, as pessoas também podem comprar diferentes traduções e compará-las para perceber como o texto se comporta em diferentes versões.

É possível explicar a existência de Deus apenas com a razão? Qual o papel da ciência na explicação das causas do universo? A razão é muito mais ampla do que a ciência. A ciência é uma exploração do mundo físico e natural. A razão, por outro lado, inclui elementos como a lógica, a matemática, a metafísica, a ética, a psicologia e assim por diante. Parte da cegueira de cientistas naturalistas, como Richard Dawkins, é que eles são culpados de algo chamado ‘cientismo’. Como se a ciência fosse a única fonte da verdade. Não acho que podemos explicar Deus em sua plenitude, mas a razão é suficiente para justificar a conclusão de que um criador transcendente do universo existe e é a fonte absoluta de bondade moral.

Por que o cristianismo deveria ser mais importante do que outras religiões que ensinam as mesmas questões fundamentais, como o amor e a caridade? As pessoas não entendem o que é o cristianismo. É por isso que alguns ficam tão ofendidos quando se prega que Jesus é a única forma de salvação. Elas pensam que ser cristão é seguir os ensinamentos éticos de Jesus, como amar ao próximo como a si mesmo. É claro que não é preciso acreditar em Jesus para se fazer isso. Isso não é o cristianismo. O evangelho diz que somos moralmente culpados perante Deus. Espiritualmente, somos separados d’Ele. É por isso que precisamos experimentar Seu perdão e graça. Para isso, é preciso ter um substituto que pague a pena dos nossos pecados. Jesus ofereceu a própria vida como sacrifício por nós. Ao aceitar o que ele fez em nosso nome, podemos ter o perdão de Deus e a limpeza moral. A partir disso, nossa relação com Deus pode ser restaurada. Isso evidencia por que acreditar em Cristo é tão importante. Repudiá-lo é rejeitar a graça de Deus e permanecer espiritualmente separado d’Ele. Se você morre nessa condição você ficará eternamente separado de Deus. Outras religiões não ensinam a mesma coisa.

A crença em Deus é necessária para trazer qualidade de vida e felicidade? Penso que a crença em Deus ajuda, mas não é necessária. Ela pode lhe dar uma fundação para valores morais, propósito de vida e esperança para o futuro. Contudo, se você quiser viver inconsistentemente, é possível ser um ateu feliz, contanto que não se pense nas implicações do ateísmo. Em última análise, o ateísmo prega que não existem valores morais objetivos, que tudo é uma ilusão, que não há propósito e significado para a vida e que somos um subproduto do acaso.

Por que importa se acreditamos no deus do cristianismo ou na ‘mãe natureza’ se na prática as pessoas podem seguir, fundamentalmente, os mesmos ensinamentos? Deveríamos acreditar em uma mentira se isso for bom para a sociedade? As pessoas devem acreditar em uma falsa teoria, só por causa dos benefícios sociais? Eu acho que não. Isso seria uma alucinação. Algumas pessoas passam a acreditar na religião por esse motivo. Já que a religião traz benefícios para a sociedade, mesmo que o indivíduo pense que ela não passa de um ‘conto de fadas’, ele passa a acreditar. Digo que não. Se você acha que a religião é um conto de fadas, não acredite. Mas se o cristianismo é a verdade — como penso que é — temos que acreditar nele independente das consequências. É o que as pessoas racionais fazem, elas acreditam na verdade. A  via contrária é o pragmatismo. “Isso Funciona?", perguntam elas. "Não importa se é verdade, quero saber se funciona”. Não estou preocupado se na Suécia alguns são felizes sem acreditar em Deus ou se há alguma vantagem em acreditar n’Ele. Como filósofo, estou interessado no que é verdade e me parece que a existência desse ser transcendente que criou e projetou o universo, fonte dos valores morais, é a verdade.
 http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/e-possivel-acreditar-em-deus-usando-a-razao-afirma-william-lane-craig

ONGs protestam contra exclusão de conteúdo sobre direitos humanos do documento da Rio+20

Direitos Humanos

Grupo prepara carta endereçada ao secretário-executivo da conferência e ao secretário-geral da ONU, Ban-ki Moon, denunciando retrocesso em conquistas firmadas na ECO-92

Márcia Régis
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon (Heinz-Peter Bader )
"Das cinzas da Segunda Guerra Mundial, a humanidade levantou instituições com o objetivo de construir a paz e prosperidade para todos, evitando mais sofrimento e destruição. A Declaração Universal dos Direitos Humanos difundiu essa vontade coletiva e a Organização das Nações Unidas foi criada para torná-la realidade. De forma alarmante, esta instituição está sendo usada como plataforma para atacar os mesmos direitos que deve proteger, deixando as pessoas sem defesa e colocando a relevância da ONU em jogo", diz trecho da carta
Na noite de domingo (25), um grupo de organizações não-governamentais de diversos países lançou uma carta de adesão para ser enviada nesta segunda-feira ao secretário-executivo da Rio+20, Sha Zukang, com cópia ao Secretário-geral da ONU, Ban-ki Moon, e a todos os representantes de Estados-Membros das Nações Unidas. Intitulada Rights at risk at the United Nations (Direitos em risco nas Nações Unidas), o documento manifesta repúdio aos cortes de conteúdo relativo a direitos humanos firmados há 20 anos no texto da Minuta Zero, a primeira proposta de conteúdo da declaração final da Rio+20. Organizações e redes que desejarem endossar a carta têm prazo até esta segunda-feira dia 26 de março, às 18h (horário de Nova York, que corresponde as 17h de Brasília).

Em um dos trechos do documento, ao qual o site de VEJA teve acesso, a credibilidade da ONU é questionada. "Das cinzas da Segunda Guerra Mundial, a humanidade levantou instituições com o objetivo de construir a paz e prosperidade para todos, evitando mais sofrimento e destruição. A Declaração Universal dos Direitos Humanos difundiu essa vontade coletiva e a Organização das Nações Unidas foi criada para torná-la realidade. De forma alarmante, esta instituição está sendo usada como plataforma para atacar os mesmos direitos que deve proteger, deixando as pessoas sem defesa e colocando a relevância da ONU em jogo."

O primeiro dia oficial da agenda da 3ª Reunião Interseccional da Rio+20 foi pautado por um grande debate sobre alterações e até mesmo cortes de trechos de textos da Minuta Zero referentes a direitos humanos. A Minuta Zero é a primeira proposta da declaração final da conferência mundial de desenvolvimento sustentável que acontecerá em junho no Rio de Janeiro, com a presença confirmada de 80 Chefes de Estado.

“Está claro que a Rio+20 está sendo vista por alguns países como um trampolim para não honrarem compromissos firmados ao longo dos últimos 20 anos e, mais ainda, compromissos que estão sob a salvaguarda da própria ONU”, declarou Rubens Harry Born, diretor do Instituto Vitae Civilis e membro da Comissão Nacional Organizadora do governo brasileiro, como representante da sociedade civil. Em Nova York desde sexta-feira passada, Born falou ao site de VEJA, por telefone, na noite de domingo, ao fim do primeiro dia de trabalho na ONU.

Segundo ele, a Santa Sé excluiu da Minuta Zero os itens relacionados aos direitos sexuais reprodutivos. E os Estados Unidos rechaçaram os trechos relativos ao direito de acesso a água para todos – tema polêmico que envolve, entre outras questões, a possibilidade da privatização dos serviços de saneamento. Semana passada, no Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, uma especialista da ONU da comissão de direitos humanos, já havia denunciado o movimento de diversos países alinhados às prerrogativas norte-americanas.

O acesso à água potável e limpa é um direito universal firmado na ECO-92, quando foi instituído o Dia Mundial da Água e uma comissão especial da ONU para cuidar do tema sob a égide dos direitos humanos. Durante todo o domingo, as organizações não-governamentais reunidas em Nova York debateram estratégias para sensibilizar o alto secretariado da ONU nos próximos dois dias, de modo que os compromissos firmados em conferências anteriores permaneçam no papel e avanços necessários ao momento atual (eficiência energética, por exemplo) ganhem mais relevância.

A Minuta Zero foi liberada em janeiro para negociações e dela se espera um Rascunho Um na próxima terça (27). O documento continha originalmente 19 páginas e já alcança 150. “Aqui está uma loucura: o que se define ao meio-dia, às seis da tarde caiu do texto ou já virou outra coisa”, resume Born.

O site de VEJA teve acesso a uma lista de trechos da Minuta Zero que estão sendo suprimidos ou colocados entre parênteses a pedido de diversos países. A 3ª Reunião Interseccional da Rio+20, iniciada oficialmente domingo, termina na terça-feira, 27, quando se espera o lançamento do Rascunho Um da conferência mundial que acontecerá em junho, no Brasil. A lista foi organizada em forma de manifesto pela ONG IBON International e foi disponibilizada pelo Instituto Vitae Civilis.

A seguir, os itens deletados da Minuta Zero ou com importância reduzida até o momento:

SEGURANÇA ALIMENTAR

"Direito à alimentação e à nutrição adequada" (Excluído)

"Direito a todos a alimentos seguros, suficientes e nutritivos" (Perdeu importância e foi colocado entre parênteses)

"Atenção especial deve ser dada aos desafios enfrentados pelos pequenos produtores, mulheres e jovens, inclusive sua participação nos processos decisórios" (Excluído)

“Promover acesso à terra especialmente a mulheres, povos indígenas e outros grupos vulneráveis" (Excluído)

“Regulamentação dos mercados financeiros e de commodities para enfrentar a volatilidade dos preços” (Excluído)


ACESSO À ÁGUA

“Direito à água potável e saneamento adequado” (Excluído)

DIREITO AO DESENVOLVIMENTO

Todas as referências foram excluídas.

CLIMA

"Princípios do Poluidor-Pagador, Princípio da Precaução e da Responsabilidade Comum Mas Diferenciada." (Excluídas todas as referências ao comprometimento de países desenvolvidos com prestação de financiamento, transferências de tecnologia e capacitação de apoio aos esforços de desenvolvimento sustentável nos paises do Sul).


ERRADICAÇÃO DA POBREZA

Busca-se construir linguagem que privilegie apenas a pobreza extrema.
http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/ongs-protestam-contra-exclusao-de-conteudo-sobre-direitos-humanos-no-documento-da-rio-20

Viúva de Chico Anysio vai criar instituto para homenagear o artista


Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
26/03/2012 | 09h21 | Humorista



Viúva de Chico Anysio vai criar instituto para homenagear o artista. Imagem: Igo Estrela/CB/D.A Press/Arquivo
 
 
 
Igo Estrela/CB/D.A Press/Arquivo

A cremação do corpo do humorista Chico Anysio, que morreu na última sexta-feira, foi feita nesse domingo, no Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária do Rio. Parentes e amigos mais próximos do artista se reuniram no cemitério. A mulher do comediante, Malga di Paula, apareceu acompanhada da mãe e da irmã. O frade Jhonathan Gerber, do Convento de Santo Antônio, foi chamado para conduzir a cerimônia. O religioso acompanhou Chico nos últimos anos. “Surpreendentemente, estou mais forte do que pensava. Acho que a força veio do Chico”, afirmou Malga, antes de deixar o local: “Durante a cerimônia, houve a manifestação de várias crenças, mas a oficial foi conduzida pelo frade. Chico dizia que era um franciscano. As cortinas de veludo foram fechadas para ele”.
Malga também contou que pretende abrir o Instituto Chico Anysio para apoiar as pesquisas em torno do tratamento de doenças broncopulmonares. “O projeto vai apoiar as pesquisas de um cientista de São Paulo, chamado João Tadeu Paes, que está perto de encontrar uma cura para o enfisema pulmonar pelo uso de células-tronco”, explicou ela. Segundo Malga, agora ela aguarda a liberação da Justiça para poder espalhar as cinzas do marido no Projac, no Rio, e em Maranguape, no Ceará: “A Globo era a casa de Chico”, disse ela, que ainda comentou a ideia do prefeito Eduardo Paes de batizar como Curva do Chico um trecho que liga a Barra da Tijuca aos estúdios da Globo: “É porque esta curva não acaba nunca.”

A ex-ministra Zélia Cardoso de Mello, com quem o comediante foi casado, acompanhou os filhos, Rodrigo e Vitória. “Nossos filhos ainda são pequenos e precisariam muito do pai. Mas a gente não tem domínio sobre isso”, lamentou Zélia. “O pai deixou um bom legado de trabalho e caráter. Seja o que for que eles façam na vida, que sigam o exemplo dele.”

Muito emocionado, o ator Bruno Mazzeo falou pela primeira vez sobre a perda do pai: “O que eu tenho é agradecimento ao povo brasileiro pelo carinho. Ver as pessoas ontem (sábado) na frente do teatro foi o que me deixou feliz. Meu pai foi uma pessoa que se dedicou por 65 anos a alegrar o povo”. A atriz Heloísa Périssé e a diretora Cininha de Paula foram dar o último adeus a Chico. Mais uma vez, seu filho Nizo Neto agradeceu aos fãs do pai: “Obrigado às pessoas que se prestaram a esperar horas e horas para passar um segundo ao lado dele”.

CRÍTICO DOS COSTUMES O cineasta Luiz Carlos Barreto também compareceu ao local. “Mais do que humorista, Chico foi um crítico dos costumes. Não podemos confundi-lo com piada. Ele tinha espírito crítico. Sempre convivi com ele, somos uma família cearense. Veio para o Rio e se transformou nessa grande personalidade nacional. O humor dele serviu para dar um senso crítico à realidade brasileira”, afirmou.

Maior humorista da TV brasileira, Chico morreu aos 80 anos, vítima de falência múltipla dos órgãos. Ele estava internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, e, há três meses, tentava vencer uma série de complicações decorrentes de problemas pulmonares. No sábado, seu corpo foi velado no Theatro Municipal, no Centro do Rio. A cerimônia reuniu a família, amigos e fãs do artista. Cerca de 4,5 mil pessoas foram prestar a última homenagem a Chico no teatro.
Da Agência
http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20120326092131&assunto=134&onde=Viver

Chico Anysio é cremado e cinzas serão espalhadas em dois locais


Chico Anysio morreu na última sexta-feira de uma parada cardiorrespiratória
Chico Anysio morreu na última sexta-feira de uma parada cardiorrespiratória
O corpo do humorista Chico Anysio, 80 anos, foi cremado na tarde de ontem, domingo, no Rio de Janeiro.


Durante o sábado o corpo foi velado no salão principal do Theatro Municipal do Rio, onde mais de 5 mil pessoas compareceram para prestar as últimas homenagens ao humorista.


Chico Anysio morreu na última sexta-feira de uma parada cardiorrespiratória, em consequência de falência múltipla dos órgãos.


Ainda não foi definida a data em que parte das cinzas do comediante será levada para sua cidade natal, Maranguape, no Ceará. A outra metade será levada para o Projac, central de produção dos programas da Rede Globo.

http://www.jb.com.br/cultura/noticias/2012/03/25/cantor-sertanejo-joao-mineiro-morre-aos-76-anos-em-sp/
Agência Brasil-

Corpo de Chico Anysio é cremado no Rio de Janeiro

Memória

Cerimônia reune familiares e amigos do humorista

Velório do humorista Chico Anysio, no Teatro Municipal Velório do humorista Chico Anysio, no Teatro Municipal (Ide Gomes/Frame/Folhapress)
O corpo de Chico Anysio foi cremado neste domingo por volta das 13h, no Crematório da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, Zona Portuária da cidade. Atendendo a pedido expresso pelo humorista em seu testamento, as cinzas serão divididas e levadas a dois locais: a floresta localizada atrás do Projac, no Rio de Janeiro, e Maranguape, sua cidade natal, no Ceará. A cerimônia foi reservada a membros da família e amigos próximos. Chico Anysio morreu na última sexta-feira, aos 80 anos, devido à falência múltipla dos órgãos decorrente de choque séptico causado por infecção pulmonar.


O corpo do humorista foi velado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro desde o sábado. Amigos e familiares estiveram no local despedindo-se do ídolo. Alcione Mazzeo, ex-mulher de Chico, disse que a morte de Chico Anysio é uma grande perda para o Brasil. "Ficamos mais pobres de humor e de arte." A atriz Gloria Pires também esteve no velório e preferiu ser breve nas palavras: “O trabalho dele fala por si só." A ex-ministra da Fazenda e ex-mulher de Chico Zélia Cardoso de Mello veio de Nova York, onde mora, para acompanhar a cerimônia, junto com os filhos que teve com o humorista, Rodrigo e Vitória.

O humorista Tom Cavalcante lembrou um papel desempenhado por Chico longe dos holofotes. “Era um franciscano na profissão. Ninguém sabe disso, mas ele ajudou muitas pessoas”, disse. Leandro Hassum definiu Chico como “um paizão”. “Sentar para conversar com ele era sempre uma aula." Além dos artistas que vieram para a última homenagem ao mestre do humor brasileiro, pessoas de diversas regiões do Rio de Janeiro - e até mesmo de outros estados - fizeram fila sob um sol escaldante para se despedir.

Saúde frágil -
Chico Anysio morreu às 14h52m de sexta-feira no hospital Samaritano, no bairro de Botafogo, na zona sul do Rio. Durante o ano de 2011, o humorista foi internado várias vezes. Ainda nos primeiros meses daquele ano, passou noventa dias hospitalizado e foi submetido a uma angioplastia para desobstrução de artéria, seguida de uma traqueostomia.

No fim do ano, o estado de saúde do humorista voltou a piorar. Com infecção urinária, foi internado novamente. Recebeu alta em 21 de dezembro, mas no dia seguinte teve de retornar ao hospital para tratar de uma hemorragia intestinal. Desde então, o quadro se complicou.

Na última terça-feira, ele voltou a respirar com a ajuda de aparelhos. Na quarta, passou por uma sessão de hemodiálise. Na quinta, o médico de Chico, Luiz Alfredo Lamy, classificou o estado clínico do paciente como “crítico”. A família chegou a ser chamada ao hospital e, na sexta-feira à tarde, o humorista morreu.
 http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/corpo-de-chico-anysio-e-cremado-no-rio-de-janeiro

domingo, 25 de março de 2012

Estudo revela novos indícios sobre a ressurreição de Jesus Cristo

Por estadão.com.br, estadao.com.br, Atualizado: 29/2/2012 14:53
Estudo revela novos indícios sobre a ressurreição de Jesus Cristo
"Também foi achada uma inscrição grega que faz referência à ressurreição"
SÃO PAULO - Segundo informou a agência Efe, um grupo de arqueólogos e especialistas em assuntos religiosos apresentou em Nova York as conclusões de uma pesquisa que apresenta indícios da ressurreição de Jesus a partir de um túmulo localizado em Jerusalém há três décadas.
'Até agora me parecia impossível que tivessem aparecido túmulos desse tempo com provas confiáveis da ressurreição de Jesus ou com imagens do profeta Jonas, mas essas evidências são claras', afirmou nesta terça-feira à Agência Efe o professor James Tabor, diretor do departamento de estudos religiosos da Universidade da Carolina do Norte, um dos responsáveis pela pesquisa.
O túmulo em questão foi descoberto em 1981 durante as obras de construção de um prédio no bairro de Talpiot, situado a menos de quatro quilômetros da Cidade Antiga de Jerusalém. Um ano antes, neste mesmo lugar, foi encontrado um túmulo que muitos acreditam ser de Jesus e sua família.
Ao lado do professor de Arqueologia Rami Arav, da Universidade de Nebraska, e do cineasta canadense de origem judaica Simcha Jacobovici, Tabor conseguiu uma permissão da Autoridade de Antiguidades de Israel para escavar o local entre 2009 e 2010.
Em uma das ossadas encontradas, que os especialistas situam em torno do ano 60 d.C., é possível ver a imagem de um grande peixe com uma figura humana na boca, que, segundo os pesquisadores, seria uma representação que evoca a passagem bíblica do profeta Jonas.
A pesquisa, realizada com uma equipe de câmeras de alta tecnologia, também descobriu uma inscrição grega que faz referência à ressurreição de Jesus, detalhou à Agência Efe o professor Tabor, que acrescentou que essa prova pode ter sido realizada 'por alguns dos primeiros seguidores de Jesus'.
'Nossa equipe se aproximou do túmulo com certa incredulidade, mas os indícios que encontramos são tão evidentes que nos obrigaram a revisar todas as nossas presunções anteriores', acrescentou o especialista, que acaba de publicar um livro com todas as conclusões de sua pesquisa, 'The Jesus Discovery'.
O professor reconhece que suas conclusões são 'controversas' e que vão causar certo repúdio entre os 'fundamentalistas religiosos', enquanto outros acadêmicos seguirão duvidando das evidências arqueológicas da cristandade.
Anteriormente, essa mesma equipe de pesquisadores participou do documentário 'O Túmulo Secreto de Jesus', produzido pelo cineasta James Cameron. Na obra, os arqueólogos encontraram dez caixões que asseguram pertencer a Jesus e sua família, incluindo Virgem Maria, Maria Madalena e um suposto filho de Jesus.
Segundo o documentário, as ossadas encontradas supostamente apresentavam inscrições correspondentes às identidades de Jesus e sua família, o que acaba reforçando a versão apresentada no livro 'O Código da Vinci', de Dan Brown, o mesmo que indica que Jesus foi casado com Maria Madalena e que ambos teriam tido um filho juntos.

Conheça alguns dos personagens de Chico Anysio

Atualizado: 23/3/2012 16:11 | Por Redacao
Aos 80 anos

Conheça alguns dos personagens de Chico Anysio - 1 (© Aline Massuca AE)

Aline Massuca AE
Chico Anysio morreu aos 80 anos, nesta sexta-feira, 23, no Hospital Samaritano, no Rio, em decorrência de paradas cardio-respiratórias. Conheça alguns personagens da carreira do humorista

Conheça alguns dos personagens de Chico Anysio - 1 (© Aline Massuca AE)
Divulgação
A clássica Salomé no quadro do programa Zorra Total em abril de 2011


Conheça alguns dos personagens de Chico Anysio - 1 (© Aline Massuca AE)
Divulgação
O baiano Painho


Conheça alguns dos personagens de Chico Anysio - 1 (© Aline Massuca AE)
Divulgação

Bento Carneiro, o vampiro brasileiro

Conheça alguns dos personagens de Chico Anysio - 1 (© Aline Massuca AE)
Divulgação

O astro Alberto Roberto


Conheça alguns dos personagens de Chico Anysio - 1 (© Aline Massuca AE)
Divulgação

Como professor Raimundo em 1994

Conheça alguns dos personagens de Chico Anysio - 1 (© Aline Massuca AE)
Divulgação

Chico Anysio interpreta o personagem Divino em 1996

Conheça alguns dos personagens de Chico Anysio - 1 (© Aline Massuca AE)
Rosane Bekierman AE

Como Justo Veríssimo em 1999


Conheça alguns dos personagens de Chico Anysio - 1 (© Aline Massuca AE)
Adalberto Diniz AE
Coronel Lidu em 1990


Conheça alguns dos personagens de Chico Anysio - 1 (© Aline Massuca AE)
Marcos Siqueira AE

Olegário Hepp, no programa 'Chico Total' de 1996

Chalita importa 'modo Paes' de gestão

Por AE/SÃO PAULO, estadao.com.br, Atualizado: 25/3/2012 11:58
A gestão do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), será explorada como modelo a ser adotado em São Paulo pelo deputado federal e pré-candidato da legenda à Prefeitura, Gabriel Chalita. Ele aposta em reproduzir o bom relacionamento e as parcerias de Paes com o governo estadual e, sobretudo, com o federal, evidenciado na quarta-feira pelos elogios públicos da presidente da República, Dilma Rousseff, ao prefeito carioca - tido por ela como parceiro 'extraordinário'.
Chalita cogita trazer Paes para divulgar aos paulistanos o 'modo PMDB de governar' que, para ele, é um exemplo. 'O Paes é muito presente. Vinte minutos depois que aqueles prédios caíram no Rio ele já estava lá, explicando o que houve. Este é o modelo de prefeito que a gente busca', disse Chalita ao Estado, lembrando de forma indireta a recorrente crítica que faz ao prefeito Gilberto Kassab, que teria se afastado da Prefeitura para fundar o PSD.
Programas
O peemedebista quer 'importar' programas desenvolvidos no Rio na gestão Paes e diz que está conhecendo ao menos três, nas áreas de saúde, trânsito e segurança. Dois têm parceria com a União: as Clínicas da Família - unidades de atendimento médico básico do Sistema Único de Saúde (SUS) -, que oferecem consultas e exames em bairros periféricos, e as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), cuja estratégia de segurança de ocupação das favelas pela Polícia Militar e Forças Armadas é comandada pelo governador Sérgio Cabral (PMDB).
O pré-candidato diz que São Paulo precisa de uma central de inteligência de trânsito como o Centro de Operações Rio, por meio do qual técnicos monitoram o tráfego com câmeras. 'A Companhia de Engenharia de Tráfego de SP usa equipamentos defasados.' E defende que a Prefeitura aproveite a experiência com a iniciativa privada que Paes instituiu para revitalizar a zona portuária carioca numa Parceria Público Privada (PPP) aliada com Operação Urbana. 'Acho que São Paulo pode fazer a mesma coisa com PPP no centro.' As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

Prévia para definir candidato tucano não irá dividir partido, diz Alckmin

Por Isadora Peron, de O Estado de S. Paulo, estadao.com.br, Atualizado: 25/3/2012 11:15
Ao votar na manhã deste domingo, no diretório zonal do Butantã, o governador Geraldo Alckmin afirmou que a prévia tucana não irá dividir o partido e que o processo legítima o candidato que vencer a disputa.
Três pré-candidatos estão concorrendo para ter o direito de representar o PSDB nas eleições municipais em são Paulo este ano: o ex-governador José serra, o secretário de energia José Aníbal e o deputado federal Ricardo Tripoli.
Alckmin, que declarou ter votado em Serra, disse que foi um ato de humildade do ex-governador se submeter ao processo de prévia da sigla. Para o governador, o importante é Serra ganhar a prévia independentemente da porcentagem que alcançar nas urnas. 'Ele precisa apenas ser mais votado que os outros candidatos.'

sexta-feira, 23 de março de 2012

Chico Anysio, um dos gênios do humor brasileiro


Humorista tinha 80 anos e, em 63 de carreira, criou 209 personagens e imortalizou alguns dos bordões mais populares da televisão brasileira

Francisco Anísio Vianna de Oliveira Paula, o Chico Anysio (*12/04/1931 - +23/03/2012) Francisco Anísio Vianna de Oliveira Paula, o Chico Anysio (*12/04/1931 - +23/03/2012) (Oscar Cabral)
São muitos os qualificativos que acompanham Chico Anysio, sendo o habitual "humorista" o que mais reduz a abrangência de sua obra. Talvez o que melhor defina a trajetória do cearense de Maranguape tenha sido a expressão "sociólogo do riso", cunhada em 1973 pelo jornal O Globo. A  verve politica de Chico Anysio sempre andou de mãos dadas com seu lado cômico - o filtro usado para destilar, ainda que disfarçada de piada, sua contundente atitude crítica. Juntar humor e crônica social sempre foi a especialidade de Francisco Anysio Vianna de Oliveira Paula Filho, morto nesta sexta-feira, 23 de março, aos 80 anos. Chico Anysio estava internado desde o dia 5 de dezembro no hospital Samaritano, no Rio. Ele chegou com infecção urinária. Recebeu alta no dia 21 de dezembro de 2011, mas voltou a ser internado no dia seguinte por causa de uma hemorragia intestinal. O quadro evoluiu para uma pneumonia.
No começo de 2011, Chico passou três meses hospitalizado por causa de dor no peito. Na ocasião, ele foi submetido a uma angioplastia para desobstrução de artéria, seguida de uma traqueostomia e uma endoscopia.


Os muitos tipos criados e interpretados por Chico Anysio ao longo dos 63 anos de carreira, mais do que fazer rir explicitavam aspectos vergonhosos da sociedade brasileira. Na galeria de 209 tipos cômicos – número apontado em seu site –, é possível detectar a prática do coronelismo, o culto à celebridade, o populismo, a confusão entre esferas pública e privada, a corrupção, o analfabetismo, a diferença entre ricos e pobres, entre outras mazelas políticas e sociais. Boa parte deles foi apresentado ao público entre 1973 e 1980, durante o programa Chico City. A atração foi a primeira da longeva carreira televisiva de Chico, que teve início em 1957 com o programa Noite de Gala, da TV Rio. Onze anos depois, em 1968, o humorista entraria para o elenco da Globo. Entre 1982 e 1990, ele apresentou o Chico Anysio Show.
No início dos anos 70, a crítica política e social também se tornava foco do humor, na Inglaterra, com a estreia da série cômica Monthy Python. Por aqui, Chico Anysio e Jô Soares seguiam a tendência de zombar do conservadorismo político. “Em algumas épocas, sobretudo as de forte censura, o humor funcionou como válvula de escape, já que possui vocação intrínseca para revelar verdades escondidas sob o véu da mera diversão”, diz Elias Thomé Saliba, titular de teoria da história da Universidade de São Paulo (USP) e autor do livro As Raízes do Riso (editora Companhia das Letras, 366 páginas), em reportagem publicada no site de VEJA.
Precedidos por José Vasconcelos, tanto Chico Anysio, com Chico Anysio Show, quanto Jô Soares, com Viva o Gordo, transformaram a fórmula em apresentações ao vivo concorridas. Sobre o palco, diante do microfone, os dois destrinchavam o repertório de crítica política e social travestida de humor. O formato é idêntico à vigente comédia stand-up, praticada por humoristas jovens que fazem sucesso ao satirizar aspectos do cotidiano e celebridades.
Em suas últimas aparições públicas, Chico Anysio reclamou da geladeira a que foi submetido pela TV Globo. "De 1957, quando entrei na televisão, até 2002, quando extinguiram meus programas, sempre fui líder de audiência. Não sabia o que tinha feito de errado. Passei dias pensando em todos os diretores da Globo, um por um, para tentar chegar a quem teria me boicotado. Também pensei que os irmãos Marinho não gostavam de mim. Se o pai deles [Roberto Marinho, fundador da Rede Globo] estivesse vivo, eu não teria saído do ar", disse Anysio em entrevista à revista VEJA.
O criticismo ferrenho que sempre direcionou a políticos mirou, ultimamente, o próprio humor brasileiro televisivo. "Quero ver criarem fenômenos duradouros, capazes de lançar bordões que se repitam nas ruas, como faço."
Programa realizado ao lado de Arnaud Rodrigues, seu parceiro na dupla Baiano e os Novos Caetanos, que satirizava os músicos saídos da Bahia nas décadas de 1960 e 70
Início de carreira – Anysio gostava de contar que havia virado ator por acaso, por ter “esquecido o tênis”. Aos 15 anos de idade, depois de se mudar para o Rio de Janeiro, seu sonho era ser jogador de futebol. Uma tarde, quando foi em casa buscar o par de tênis que havia se esquecido de levar para uma partida com amigos, encontrou a irmã Lupe saindo para um teste na rádio Guanabara. Ele deixou o futebol de lado e seguiu com a irmã. Fez dois testes, um para rádio-ator e outro para locutor. Foi aprovado em ambos. A atuação como humorista começou em um show de calouros – onde Anysio imitou as vozes de 32 famosos, fazendo piada com cada um, e ficou atrás apenas de Silvio Santos, que mais tarde viria a ser o dono do canal SBT. Ganhou 150.000 réis, que se converteram em uma bicicleta, entregue como presente para o irmão Zelito, sete anos mais novo. Segundo contou em seu site, o comediante ganharia todos os programas de calouros do Rio, o que faria dele um convidado proibido nessas atrações. Ele seguiria então para São Paulo, onde também venceria todos os desafios. Mais uma vez vetado nos programas, chegou a pensar em ser advogado criminalista, quando apareceu um teste para humorista da rádio Guanabara, onde Anysio estrearia como comediante em 1949. “Perdi a minha chance de ser um Tarcísio Meira”, brincou ele.

No ano seguinte, a convite de Haroldo Barbosa, iria para a rádio Mayrink Veiga, onde deu vida ao Professor Raymundo, protagonista criado por Barbosa para o quadro que encerrava o programa A Cidade se Diverte, às quartas. Em vez de “E o salário, ó...”, o catedrático terminava a atração com o bordão “Vai comendo, Raymundo. Quem mandou tu vim do norte?”.

“Daí em diante, o personagem ficou sendo meu”, contou Anysio em seu site. “Haroldo me deu o direito de utilizá-lo onde e como quisesse.” Na Globo, o personagem, que participaria de diversos programas, estreou em Balança, Mas Não Cai, dirigido por Lucio Mauro. No início, o mestre submetia seus alunos a sabatinas. A partir de 1974, no Chico City, passou a dar aulas. Mais adiante, assumiria a sua função de tirar do esquecimento grandes nomes da comédia. “Duas falas para cada um e estava resolvido”, dizia Anysio.

Além de Professor Raymundo, Anysio deu vida a personagens impagáveis como Bento Carneiro, o vampiro brasileiro, o malandro Azambuja, o boleiro trôpego Coalhada, o funcionário público Nazareno e o Baiano, sátira dos músicos saídos da Bahia que fizeram sucesso nos anos 1960 e 1970.
Artista completo, o comediante escrevia os textos que interpretava. No rádio, além das estações Guanabara e da Mayrink Veiga, trabalhou nas rádios Clube de Pernambuco e Clube do Brasil. Ele também atuou em cinema – com papéis em chanchadas da Atlântida – e se aventurou pela literatura e pela pintura.
Chico Anysio deixa esposa, a empresária Malga Di Paula, e sete filhos de seis casamentos – entre eles o comediante Bruno Mazzeo, do casamento com a ex-modelo e atriz Alcione Mazzeo, o adotivo André Lucas, e Rodrigo e Vitória, da união com a ex-ministra Zélia Cardoso de Mello.

Humorista Chico Anysio morre aos 80 anos

Cultura

 
 
Chico Anysio foi internado no dia 22 de dezembro, após uma infecção no aparelho digestivo e, posteriormente, diagnosticado com pneumonia. O humorista passou por uma sessão de hemodiálise na noite de quarta-feira (21) e, na tarde desta quinta, foi realizada uma punção torácica esquerda com drenagem de grande quantidade de sangue. Chico estava recebendo altas doses de medicação para controlar a pressão arterial, além de requerer o uso de ventilação artificial.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Comissão aprova projeto que tira poder de Dilma para demarcar terras indígenas


PMDB votou maciçamente contra o governo; 'Comissão assassina!', protestou um grupo de índios

21 de março de 2012 | 15h 48

Denise Madueño, da Agência Estado
BRASÍLIA - O PMDB votou maciçamente contra o governo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e comandou a aprovação da proposta de emenda constitucional tirando poderes do presidente da República para demarcar terras indígenas, áreas de preservação ambiental e regiões de quilombolas. Os votos do PMDB foram fundamentais para a aprovação do projeto. A resistência governista foi feita pelos deputados do PT, do PCdoB, do PSB, do PV e do PSOL. Em número menor, esses partidos tentavam, desde a semana passada, impedir a votação. Os demais partidos da base ficaram divididos e a oposição votou contra o governo.
"Comissão assassina. Assassinos", entoou um grupo de índios presente na sala da CCJ, assim que o presidente da comissão, Ricardo Berzoini (PT-SP), anunciou o resultado. Apesar do tumulto no final da reunião, a votação do projeto foi concluída com 38 votos a favor e 2 votos contrários. Os demais deputados que não queriam a aprovação da proposta entraram em obstrução, portanto não votaram, em uma última tentativa para derrubar a reunião.
Pelo projeto, o Executivo não poderá mais fazer demarcações das terras. Essa decisão ficará por conta dos parlamentares por meio de projeto de lei, aprovado por maioria simples. Depois da CCJ, a proposta de emenda constitucional seguirá para votação em comissão especial e no plenário. "Todos os Estados têm problemas com questões indígenas. Queremos discutir isso com a sociedade. A Funai exagerou na proposta de novas terras para demarcação", argumentou o deputado Moreira Mendes (PSD-RO), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária.
"É um retrocesso enorme. Na prática não haverá mais demarcação de terras indígenas, de preservação ambiental nem de quilombolas", protestou o deputado Alessandro Molon (PT-RJ). Ele anunciou que vai recorrer à presidência da Câmara contra a aprovação da proposta. O deputado argumenta que a proposta fere pontos consagrados na Constituição: o reconhecimento das terras ocupadas pelos índios como direito original e a prerrogativa do Executivo em demarcar as terras. Molon afirmou que esses dois princípios foram reafirmados por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da reserva Raposa Serra do Sol.
"O direito dos índios a essas terras é mais antigo do que qualquer outro de qualquer ruralista que se sinta prejudicado com a demarcação de terras", disse Molon. O líder do PV, deputado Sarney Filho (MA), afirmou que apenas um terço das terras dos índios está demarcada. "A proposta coloca em risco 90 grupos indígenas isolados, que serão apagados", disse.
O projeto teve parecer favorável do relator, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR). Antes dele, no entanto, a proposta recebeu parecer contrário do deputado Luiz Couto (PT-PB). "Essa projeto vai impedir que haja mais áreas indígenas e de quilombolas identificadas. O Executivo ficará impedido de resolver essa questão", disse Couto.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,comissao-aprova-projeto-que-tira-poder-de-dilma-para-demarcar-terras-indigenas,851462,0.htm

Presidente do TJ-SP desafia ministra do CNJ a mostrar contracheque

Ivan Sartori promete divulgar seus vencimentos caso Eliana Calmon faça o mesmo

Em 20 de março de 2012 | 22h 30

Fausto Macedo, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no encalço do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Sartori, presidente da maior corte do País, com 360 desembargadores, fez nesta terça-feira, 20, um desafio à ministra Eliana Calmon, corregedora nacional da Justiça: “Eu até me disponho, se ela quiser mostrar o holerite junto com o meu, eu mostro, os dois juntos. Por que vocês não propõem isso?”, disse a jornalistas que recebeu em seu gabinete.
Sartori diz que não aceita o termo ‘investigação’, que coloca todos sob suspeita - Marcio Fernandes/AE - 02/12/2012
Marcio Fernandes/AE - 02/12/2012
Sartori diz que não aceita o termo ‘investigação’, que coloca todos sob suspeita
A sugestão se deu em meio a um longo desabafo por causa da apuração do CNJ, que mira contracheques milionários concedidos a alguns magistrados paulistas. A verificação do conselho incluirá pesquisas por amostragem no quadro de desembargadores em todo o País. “Não admito ser colocado como suspeito”, reagiu Sartori.
Calmon não quis comentar. Por sua assessoria informou que seu holerite é público. O CNJ decidiu em fevereiro retomar o levantamento na folha de pagamento dos tribunais, depois que venceu no Supremo Tribunal Federal (STF) a queda de braço com as entidades da toga, que se opõem ao rastreamento.
A inspeção havia sido deflagrada em dezembro com base em dados do Conselho de Controle de Atividade Financeira (Coaf)- essas informações, no entanto, não mais poderão ser usadas pelo CNJ, por decisão do ministro do STF Luiz Fux.
A atuação do CNJ abrange diversos tribunais, não apenas o de São Paulo. O Conselho destacou que não são todos os desembargadores que serão analisados. O trabalho será por amostragem.
‘Todos bandidos’. Sartori não aceita o termo “investigação”, que em sua avaliação implica suspeitas sobre ele e seus pares.
“Investigar é indício, quer dizer que todos somos suspeitos? Estamos sendo indiciados? Eu vou ser investigado?” Ele disse que “a Justiça está conspurcada”. “Talvez sejamos todos bandidos.”
O desembargador tem um encontro marcado na quarta-feira, 21, com a ministra. Eles vão tratar de precatórios, imbróglio que atormenta multidão de credores. “Amanhã estarei lá, estarei com a ministra. Vou ver o que ela falou”, declarou Sartori, referindo-se às informações sobre os próximos passos do CNJ. “Isso vai ser apurado muito bem.”
Sartori tem procurado agir em parceria com a corregedora nacional da Justiça. Logo que tomou posse, em janeiro, tomou a iniciativa de abrir procedimentos de caráter administrativo para apurar as condições em que foram concedidos pagamentos antecipados a 211 magistrados.
Desse grupo, 29 receberam acima de R$ 100 mil. Cinco foram contemplados com somas superiores a R$ 600 mil - um ex-presidente do TJ recebeu R$ 1,44 milhão; outro ex-presidente embolsou R$ 1,26 milhão. “As verbas são devidas, têm natureza trabalhista, não houve lesão ao erário”, ressalva o presidente do TJ.
 http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,presidente-do-tj-sp-desafia-ministra-do-cnj-a-mostrar-contracheque,851094,0.htm

Diamante de gelo gigante homenageia Dia Mundial da Água

Escultura ficará exposta na Estação Butantã até sábado, dia 24

22 de março de 2012 | 9h 40
 
 São Paulo, 22 - Para homenagear e reforçar o valor da água para a sociedade, no Dia Mundial da Água, comemorado nesta quinta-feira, 22, um grande diamante de gelo foi esculpido na Estação Butantã, da Linha 4 - Amarela do Metrô e estará em exposição até o próximo sábado, 24. 
 

Foram utilizados cerca de 60 blocos de gelo, com 100 quilos cada, para construir o diamante - Reprodução/ TV
Reprodução/ TV
Foram utilizados cerca de 60 blocos de gelo, com 100 quilos cada, para construir o diamante
Criada pela agência Lew'Lara, a ação da SOS Mata Atlântica em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) deve ter duração de três dias, até sábado, período no qual o diamante ficará exposto e poderá ser observado pela população.
Todos os 2.200 litros de água da escultura de gelo serão reutilizados posteriormente pela Sabesp. Em sua base os dizeres: "Dê à água o valor que ela tem". O diamante tem 1,70 m de altura por 1,60 m de largura.
O diamante, esculpido por um artista especializado na arte em gelo, foi produzido na própria estação Butantã do Metrô, durante a madrugada desta quinta-feira. Foram utilizados cerca de 60 blocos de gelo, pesando cada um aproximadamente 100 quilos. 

 http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,diamante-de-gelo-gigante-homenageia-dia-mundial-da-agua,851879,0.htm

 

terça-feira, 20 de março de 2012

STF abre ação contra senador Cícero Lucena por suspeita de fraude em licitações

DESVIO DE VERBAS
Em 01/07/2011 - 09h22
* Atualizada às 13h
O STF (Supremo Tribunal Federal) recebeu parcialmente, nesta quinta-feira (30/9), denúncia do  MPF (Ministério Publico Federal) contra o senador Cícero Lucena Filho (PMDB-PB), por fraudes em licitações de obras conveniadas entre a prefeitura de João Pessoa e órgãos do governo federal, no período em que ele foi prefeito da capital paraibana, em duas gestões (1997 a 2004).
Por unanimidade, os ministros aceitaram em parte a denúncia, isso porque eles concordaram com a tese da relatora Ellen Gracie de que parte dos crimes que Cícero respondia já estavam prescritos.
A ministra repetiu o argumento da defesa de que, em vez do enquadramento do então prefeito no artigo 89 da Lei 8.666, a denúncia deveria ter sido feita por violação ao parágrafo único do mesmo artigo (quem concorreu para o crime), porquanto o então prefeito poderia, quando muito, ser enquadrado como mero partícipe.
Ela contra-argumentou que, em crime em concurso, é possível o agente não participar da execução, mas comandar a ação criminosa dos demais participantes.
Ainda assim, a assessoria do Senador ressaltou que Lucena recebeu a notícia com muita tranquilidade, por não ter sido o ordenador das despesas.
De acordo com a denúncia do MPF, há fortes indícios de que Lucena participou de uma organização criminosa que desviou verbas públicas por meio de fraudes de licitações, superfaturamento na execução de obras públicas e da prática do sobrepreço nos serviços contratados.
Conforme consta do relatório feito pela ministra Ellen Gracie, relatora do caso, a base da denúncia contra o então prefeito é a dispensa de licitação, em ofensa à Lei de Licitações (Lei 8.666/1993); superfaturamento de obras; pagamento de serviços e obras não realizadas e, ainda, formação de quadrilha, da qual ele seria o chefe, por supostamente ter ordenado a seus subordinados – sobretudo secretários municipais – o cometimento das irregularidades denunciadas.
Da denúncia consta que o então prefeito determinava o aproveitamento de contratos antigos, da década de 90, para execução de contratos e convênios de repasse de recursos firmados com o governo federal no fim dos anos 90 e início dos anos 2000, embora tais contratos já estivessem vencidos e tivessem objetos incompatíveis com os contratos firmados por Lucena com o governo federal.
E tais contratos, conforme ainda a denúncia, nem eram, em regra, realizados diretamente pelas antigas vencedoras de contratos, mas cedidos para empresas indicadas pelo então prefeito. Ademais, havia aditivos majorando a quantidade dos serviços ou obras, ou simplesmente majorando preços.
Também teria havido a prática de sobrepreço e o pagamento de obras e serviços não realizados, sendo que fiscais da Seinfra (Secretaria de Infraestrutura) teriam certificado falsamente sua realização ou conclusão.
As denúncias envolvem 13 convênios e contratos administrativos de repasse de verbas federais, no valor de mais de R$ 45 milhões. Conforme consta da denúncia do MP, as fraudes teriam sido confirmadas em investigação feita pela Polícia Federal e admitidas por ex-secretários da prefeitura de João Pessoa, na época em que Lucena Filho era prefeito.
Aceitação da denúncia

A ministra Ellen Gracie lembrou que é relatora de duas ações envolvendo o mesmo senador. A primeira é a Ação Penal 493, já em fase final de conclusão, em que Lucena é acusado de suposta ofensa ao artigo 89 da Lei 8.666 (dispensa ilegal ou não exigência de licitação ou não obediência às normas legais de licitação), e o Inquérito 3009, por suposta ofensa ao artigo 1º, inciso I, do Decreto-Lei (DL) 201 (crime de responsabilidade contra prefeito, por apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio).
A ministra observou que, para receber uma denúncia, basta que haja indícios fortes de materialidade e autoria e que ela só deve ser rejeitada quando forem perceptíveis a patente atipicidade da conduta e falta de justa causa. Esta – alegada pela defesa do senador – deve ser provada de plano, o que a ministra não considerou ser o caso nesse inquérito.
“No presente caso, tenho que os indícios colhidos na fase de investigação, aliados ao exame da prova documental  que está encartada nos autos, autorizam o recebimento parcial da denúncia”, afirmou a ministra.
Entretanto, ela se pronunciou pelo recebimento parcial da peça acusatória, no que foi acompanhada por todos os demais ministros presentes.
Prescrição de alguns crimes
Segundo a ministra, os crimes referentes a algumas das imputações feitas ao senador já estão prescritos. Relativamente a um contrato firmado em 2000, aproveitando convênio anterior com prazo já vencido e objeto diverso, bem como um contrato anterior, de 1999, ela considerou prescrito o crime previsto pelo artigo 288 do Código Penal (formação de quadrilha ou bando para o cometimento de crime), porquanto esse crime prescreve em 8 anos.
Em relação a este mesmo convênio, de número 91/00, segundo a ministra relatora, só deve ser aceita a denúncia no que enquadra o então prefeito no crime previsto no artigo 1º, inciso I, do Decreto-Lei 201/67, que sujeita o prefeito a ser processado por crime de responsabilidade, independentemente de prévia licença da respectiva câmara municipal, pelo crime de “apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio”.
Ainda quanto ao convênio 91/00, ela considerou que a defesa postulou, com razão, a falta de justa causa no que tange ao enquadramento do então prefeito no artigo 96, inciso V, da Lei 8.666 (tornar, por qualquer modo, injustamente, mais onerosa a proposta ou a execução do contrato). Segundo a ministra, a denúncia é genérica neste aspecto, e não narrou em minúcias o suposto crime do então prefeito.
Em relação ao contrato 132/872–25, que vigorou de 31.12.01 a 30.12.2004, prescreveu, em relação a ele, segundo a ministra, a imputação do crime capitulado no artigo 93 da Lei 8.666, “permanecendo os demais delitos com plena viabilidade de persecução penal”. O mesmo se aplica a outros convênios.
Nesta mesma linha, ela também excluiu, por prescrição, a incidência do artigo 93 de outros contratos, com vigência variada, no período entre 2000 e 2004.
A ministra refutou, também, o argumento de violação do princípio do juiz natural por ter desembargador do TRF-5 (Tribunal Regional Federal da 5ª Região) autorizado a continuação de escutas telefônicas pelas quais o então prefeito foi investigado, inicialmente autorizadas por juiz de primeira instância.

Segundo ela, o processo foi transferido da Justiça de primeira instância, onde o processo foi iniciado, para o TRF, em virtude de prerrogativa de foro. Portanto, o relator do processo no TRF passou a ser o juiz natural.
http://ultimainstancia.uol.com.br/conteudo/noticias/52084/stf+abre+acao+contra+senador+cicero+lucena+por+suspeita+de+fraude+em+licitacoes.shtml 

Procurador-geral encaminha ao STF alegações finais do mensalão

MINISTÉRIO PÚBLICO
Agência Brasil - 08/07/2011 - 12h51

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminhou na última quinta-feira (7/7) ao STF (Supremo Tribunal Federal) as alegações finais do Ministério Público sobre a Ação Penal 470, que denuncia 38 réus envolvidos no esquema do mensalão. Inicialmente eram 40 réus, mas não estão mais no processo Sílvio Pereira, que fez acordo com o Ministério Público, e José Janene, que faleceu.

Nem a assessoria da PGR (Procuradoria-Geral da República) nem a assessoria do STF confirmam o teor do parecer divulgado pela imprensa. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, Gurgel pede a condenação de 36 réus. Ele teria retirado da denúncia original o ex-secretário de Comunicação Luiz Gushiken e Antônio Lamas, ex-assessor do deputado Valdemar Costa Neto.
De acordo com a assessoria do STF, não há sigilo no processo e é possível ter acesso ao parecer de Gurgel, desde que o pedido seja autorizado pelo ministro plantonista, no caso, o presidente Cezar Peluso. No entanto, como o tribunal está em recesso, a área responsável pela liberação do parecer só começa a funcionar a partir das 13h.
Quando a PGR pede que acusados sejam inocentados no meio do processo, cabe ao STF decidir se arquiva ou não as acusações. Depois das alegações finais do Ministério Público, os réus terão 30 dias para apresentar defesa. Somente após isso o relator irá elaborar o voto.
 http://ultimainstancia.uol.com.br/conteudo/noticias/52187/procurador-geral+encaminha+ao+stf+alegacoes+finais+do+mensalao.shtml

Crimes do mensalão não prescrevem antes de 2015, dizem especialistas

JULGAMENTO GARANTIDO


Não há risco de que os crimes do chamado esquema do mensalão prescrevam antes do julgamento do caso pelo STF (Supremo Tribunal Federal). A hipótese de que o crime de formação de quadrilha – pelo qual 22 dos 38 réus são acusados – prescreveria ainda este ano, em meados de agosto, foi comentada na imprensa. Prescritos os crimes, há a extinção da punibilidade, ou seja, o Estado perde o direito de punir os agentes.

Segundo especialistas ouvidos por Última Instância, contudo, a prescrição não acontecerá este ano.
A denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) lista os crimes que teriam sido cometidos pelos acusados de participar do suposto esquema de desvio de recursos para caixa-dois de campanha e compra de apoio parlamentar: formação de quadrilha, evasão de divisas, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, peculato, gestão fraudulenta e falsidade ideológica.
Dentre os delitos, aquele que tem prazo de prescrição mais baixo é o de formação de quadrilha: oito anos a contar da data do crime. A formação do suposto grupo criminoso, de acordo com a PGR, se deu em 2003. É isso que tem levado à tese da prescrição em agosto desse ano.
Helena Regina Lobo da Costa, diretora executiva do Ibccrim (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais) e professora da USP e da GVLaw (Faculdade de Direito da Fundação Getúlio Vargas), explica que o crime de quadrilha ou bando é um crime permanente. “Como exemplo clássico de crime instantâneo temos o homicídio. Nestes casos, a prescrição começa a contar da consumação do crime. Nos crimes permanentes, contudo, o termo inicial da prescrição é o momento em que cessa a permanência”. Segundo a professora, a previsão legal do crime de quadrilha ou bando usa o verbo associar. Enquanto durar a associação de mais de três pessoas para o fim de cometer crimes, o delito ainda é praticado, sendo este o caso de um crime permanente.
Ou seja, como a associação do grupo do mensalão teria cessado em 2005, quando o esquema foi levado a público pelo deputado cassado Roberto Jefferson, o prazo prescricional começaria a contar a partir daí, vencendo em 2013.
Interrupção do prazo
Mas ainda que a prescrição começasse a correr em 2003, o crime de formação de quadrilha não prescreveria neste ano de 2011. Concordam neste sentido Helena da Costa e Christiano Jorge Santos, procurador de Justiça de São Paulo e professor de direito penal da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).
O Código Penal estabelece, como uma das causas interruptivas da prescrição, o recebimento da denúncia. O prazo começa a contar do zero a partir do momento em que a prescrição é interrompida. No caso do mensalão, a denúncia foi recebida pelo STF em 2007. É a partir deste ano, portanto, que começam a contar os oito anos de prazo prescricional para o crime de quadrilha, o que leva a primeira prescrição para o ano de 2015. O promotor Christiano Jorge esclarece que não há exceções aos casos de interrupção da prescrição.
Prescrição retroativa
O cálculo da prescrição para os casos em que não houve sentença transitada em julgado é feito com base na pena em abstrato. Isto significa que a conta é feita levando em consideração a pena máxima que o agente pode receber pelo delito cometido. A pena aplicada por decisão judicial, no momento da sentença, é o que se chama de pena em concreto.
Alguns doutrinadores e a jurisprudência minoritária admitem a existência do que se chama de prescrição retroativa. Depois do trânsito em julgado da sentença, a pena em concreto é utilizada para se calcular o prazo prescricional. Pela prescrição retroativa, o juiz poderia antecipar a prescrição quando notasse que, caso esta tivesse sido calculada pela pena em concreto que o agente deve vir a receber, o crime prescreveria antes de ser analisado em juízo.
A diretora do Ibccrim Helena da Costa argumenta que esta é uma jurisprudência minoritária, pouco admitida no país. O instituto é aplicado, em poucos casos, em situações muito específicas. “Neste caso [do mensalão], pelo próprio posicionamento jurisprudencial brasileiro, acho muito difícil que seja aplicada a prescrição retroativa”, disse.
 http://ultimainstancia.uol.com.br/conteudo/noticias/52350/crimes+do+mensalao+nao+prescrevem+antes+de+2015+dizem+especialistas.shtml#

Mensalão - José Dirceu, acusado de “formação de quadrilha”, está de olho no ritmo de trabalho de Lewandowski. E nós também!(Reinaldo Azevedo da Veja)

20/03/2012
às 6:29
O chefe de quadrilha (segundo o procurador-geral da República) José Dirceu está de olho no trabalho de Ricardo Lewandowski, ministro do Supremo Tribunal Federal e revisor do processo do mensalão. O país também está. Por razões diferentes, é claro! O ministro andou dando entrevistas sobre a necessidade de moralizar a política, defendendo que aqueles que tiveram contas de campanha rejeitadas no passado não possam se candidatar — a imprensa, de modo, com direi?, imp(r)ensado, deu ampla acolhida à sua tese (direi depois por que as coisas podem não ser como parecem).
Muito bem! A mim também me encanta, como a todos, esse lado moralizador da atuação de Lewandowski. Por isso mesmo, pergunto: “E o processo do mensalão, ministro?”
Eis um bom jeito de moralizar a política, não é mesmo? Enquanto aquelas práticas criminosas restarem impunes e enquanto restar a sensação de que aquela lambança toda pode ser admitida na política, a moral está correndo um sério risco. Ah, sim:  boa parte daquela turma certamente é “ficha limpa” e “conta limpa”. Não obstante…
Por que falo de Lewandowski? Porque ele é o revisor do processo do mensalão. O relator, Joaquim Barbosa, ainda não entregou o seu voto final — que se pode, em boa parte, presumir, dado o andamento dos trabalhos até aqui. O processo todo — quase 50 mil páginas — já está à disposição do ministro revisor. Mas há no Supremo a mais absoluta escuridão sobre os caminhos que Lewandowski pode seguir. Uma coisa é certa: ou esse processo é julgado no primeiro semestre, ou as coisas começarão a ficar complicadas. Mais: há certa feitiçaria correndo nos bastidores de Brasília, segundo a qual um processo dessa natureza não poderia ser julgado em ano eleitoral porque prejudicaria o… PT! É mesmo? A ser assim, matérias polêmicas, que podem ter — e isso não depende da vontade do tribunal — desdobramentos eleitorais só seriam julgadas em anos ímpares.
Por que é preciso que esse processo seja julgado no primeiro semestre? Cezar Peluso, que preside o tribunal até 18 de abril — no dia 19, assume o ministro Ayres Britto, que ficará pouco tempo no cargo (já chego lá) faz 70 anos no dia 3 de setembro e, por lei, tem de deixar a Corte. A escolha da ministra Rosa Weber — que levou quatro longos meses — já deixou claro não se tratar de um procedimento muito simples. É consenso que um processo com essa importância terá de contar com os 11 membros do tribunal. Assim, caso o mensalão não seja julgado até agosto, terá de ser adiado ainda mais. Duvido que se tenha o tribunal completo até as eleições de outubro. E pronto! O desejo nada secreto do PT estará se cumprindo.
Mas não é só:  caso fique tudo para depois das eleições, aí será  a vez de o próprio Ayres Britto, que faz 70 anos no dia 18 de novembro, se aposentar. De novo, então, voltará a questão: “Temos de ter o tribunal completo… Por que não se deixa tudo para 2013?” E assim vamos seguindo para as calendas…
Estima-se que o julgamento não dure menos de um mês. São 38 réus. O advogado de cada um deles tem uma hora para fazer a defesa de seu cliente — ou seja, 38 horas apenas de sustentação oral da defesa. Não se sabe se o recesso de julho terá de ser ou não suspenso — porque Lewandowski, até agora, não dá pistas do que tem em mente. Dá-se de barato que só as sessões plenárias das quartas e quintas serão insuficientes para dar conta do recado até, reitero, o fim de agosto, quando Peluso deixa o tribunal.
Zé Dirceu, o chefe da quadrilha (segundo a Procuradoria Geral da República), e, parece, de alguns indivíduos disfarçados de jornalistas, também está de olho nessa aposentadoria porque se estima que Peluso não está entre aqueles dispostos a condescender com as práticas criminosas de quadrilheiros e ladrões do dinheiro público.
Já estamos no terço final de março e, até agora, nada! Aos olhos de boa parte do mundo civilizado, já deve ser um escândalo que um processo com essa importância, que resume alguns emblemas da má prática política, esteja já no seu sétimo ano. A revista VEJA que trouxe a reportagem sobre a cobrança de propina nos Correios, que levou à denúncia do mensalão, chegou aos leitores no dia 14 de maio de 2005!!! No dia 6 de julho daquele ano, Roberto Jefferson botava a boca no trombone numa entrevista à Folha e expunha as entranhas do modo petista de governar. Sete anos!!! E, até agora, nada vezes nada!
Os advogados, por seu turno, é evidente, também têm lá o seu estoque de ações procrastinadoras. E, obviamente, tentarão fazer uso delas. Márcio Thomaz Bastos, por exemplo, que defende José Roberto Salgado, executivo do Banco Rural, pede que o caso de seu cliente seja enviado para a primeira instância, já que este não tem prerrogativa de foro (o que chamam de foro privilegiado). Argumenta que, por isso, não pode ser julgado pelo STF.  E assim vai. Os outros 37 farão também as suas tentativas. Não há o risco da prescrição de crimes, entende a maioria dos juristas, antes de 2015 ao menos (para o caso de formação de quadrilha). Os interessados podem ler uma boa explicação técnica. A questão mais urgente não é essa. O fato é que, a depender do ritmo de Lewandowski, o julgamento acabará ficando para 2013… E será difícil convencer a sociedade de que não foi por influência do calendário eleitoral.
Com a palavra, Ricardo Lewandowski. É claro que José Dirceu, o quadrilheiro (segundo a Procuradoria Geral da República) está de olho nele. E a sociedade brasileira também.
Conto com vocês para fazer apenas comentários que incentivem o ministro Lewandowski a acelerar os trabalhos! Força, ministro!Parafraseando aquele melô breganejo, “liga pro Brasil/ não, não liga pra ele/ Não chore por ele…”
Por Reinaldo Azevedo
 http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/mensalao-jose-dirceu-acusado-de-%E2%80%9Cformacao-de-quadrilha%E2%80%9D-esta-de-olho-no-ritmo-de-trabalho-de-lewandowski-e-nos-tambem/