
Nome completo Protógenes Pinheiro Queiroz
Nascimento 20 de Maio de 1959 (51 anos)
Salvador
Nacionalidade Brasil
Ocupação Delegado da Polícia Federal
Protógenes Pinheiro Queiroz (Salvador, 20 de maio de 1959), é um delegado da Polícia Federal do Brasil. Em 2010 foi eleito deputado federal pelo estado de São Paulo.
Protógenes Queiroz recebeu seu nome como uma homenagem ao Almirante Protógenes Pereira Guimarães, ex-ministro da Marinha da Era Vargas e ex-Governador do Rio de Janeiro [1]. Formado em Direito, advogou e foi Procurador-Geral do município fluminense de São Gonçalo. Admitido como Delegado na Polícia Federal em 1998, foi lotado inicialmente no Acre e desde então participou de várias investigações de grande impacto na mídia como:
* O caso Corinthians/MSI por evasão de divisas e lavagem de dinheiro,
* As fraudes da arbitragem do futebol Brasileiro em 2005,
* Remessas ilegais de dinheiro para paraísos fiscais, desviadas da Prefeitura de São Paulo pelos o ex-prefeitos Celso Pitta e Paulo Maluf.
* Da operação que prendeu o comerciante Law King Chong, o maior contrabandista do Brasil. King Chong estava disposto a pagar 1,5 milhão de dólares ao presidente da CPI, deputado Luiz Antônio Medeiros (PL-SP) para obter favores, mas suas conversas foram registradas [2].
Comandou a Operação Satiagraha, desde seu início até o dia 14 de julho de 2008, sobre desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro (e que resultou na prisão, determinada pela 6ª Vara da Justiça Federal em São Paulo, de vários banqueiros, diretores de banco e investidores, em 8 de julho de 2008, entre os quais Daniel Dantas). Posteriormente foi afastado das investigações.
No dia 7 de Setembro de 2009, dia da Independencia do Brasil, Protógenes anunciou sua filiação ao Partido Comunista do Brasil, em vídeo na internet ele afirma que escolheu o PCdoB porque o partido teria um grande histórico de luta pelo povo brasileiro, além de ser um partido com profundos ideais éticos.
Em 2010 foi eleito deputado federal pelo estado de São Paulo obtendo apenas 94.906 (0,45%) votos válidos, número inferior ao quociente eleitoral do Estado, mas que, graças à grande votação do humorista Tiririca do PR, partido de sua coligação, conseguiu eleger Protógenes.
Delegado que prendeu Dantas atuou em outros escândalos
Protógenes Queiroz conduziu investigações no ramo do futebol, contrabando e política
08 de julho de 2008 | 14h 23
O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz já havia atuado em outros escândalos de grande repercussão antes de comandar a operação Satiagraha, que prendeu nesta manhã o banqueiro Daniel Dantas, do banco Opportunity, o empresário Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. Procurada pelo estadao.com.br, as assessorias da PF de São Paulo e do Distrito Federal informaram que não possuem um perfil do delegado. Queiroz conduziu investigações no ramo do futebol, contrabando e política. Veja também: Imagens da Operação Satiagraha Opine sobre a prisão de Dantas, Nahas e Pitta Daniel Dantas, pivô da maior disputa societária do Brasil Entenda o nome da Operação Satiagraha, que prendeu Dantas Entenda as acusações contra Dantas e Nahas Defesa diz que Dantas foi preso por vingança Mandados de prisão atingem familiares e funcionários de Dantas As ações da Polícia Federal no governo Lula Os 40 do mensalão As investigações do caso Corinthians/MSI , por evasão de divisas e lavagem de dinheiro, estiveram sob coordenação de Protógenes Queiroz, em parceria com a Promotoria de São Paulo. Os envolvidos nas fraudes da arbitragem do futebol Brasileiro, em 2005, foram investigados por ele e pelos promotores Roberto Porto e José Reinaldo Guimarães Carneiro, do Gaeco. O delegado também presidiu o inquérito sobre remessas para paraísos fiscais, que indicavam movimentações de cerca de US$ 5 milhões, das quais o ex-prefeito Pitta seria o principal beneficiário. O ex-prefeito Paulo Maluf (PP) também foi investigado no mesmo inquérito. Relatório elaborado por Protógenes fechou inquérito sobre desvio de dinheiro da Prefeitura de São Paulo, concluindo que "os cofres públicos foram pilhados" durante os governos de Maluf (1993-96) e Pitta (1997-2000). Ele também participou do escândalo que prendeu o comerciante Law Kin Chong, considerado o maior contrabandista do País. Kin Chong estava disposto a pagar US$ 1,5 milhão ao presidente da CPI, deputado Luiz Antônio Medeiros (PL-SP) para obter favores, mas suas conversas foram registradas. Com base nas gravações nas mãos, o deputado procurou o delegado federal Protógenes Queiroz e o procurador da República Pedro Barbosa Pereira Neto. Eles relataram o caso ao juiz federal Hélio Egydio, que decretou nas prisões preventivas de Law e do advogado.

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