Getulio Junior, Paraíba do Sul, Rio de Janeiro, 03.12. 2010... A ilusão do amor nos leva a nos ludibriarmos,
a pensarmos que quem não nos ama, nos ama de verdade.
E assim, vamos iludindo-nos a cada dia com quem amamos,
a sentir por nós mesmos um amor não correspondido, vilipendiado
até chegar o dia crítico em que percebemos nosso próprio engodo.
Amar e ser amado são teorias e práticas difíceis, complicadas,
e que somente Deus sabe explicar quando, como, onde, e o porque.
De nada adianta gostarmos muito de alguém ou sermos apaixonados,
se este alguém não nos ama por sua divina natureza de amar,
por algo inexplicável nas nossas emoções que bate e fica, permanece,
e que não adianta-nos querer pra ser e forçar pra estar.
O não amar é dor insistente que esfacela qualquer paixão.
Não ser amado e amar o outro é dor de navalha que dilacera o coração,
esfinge sem códigos certos decifráveis em deserto fervilhante de calores,
é fogo quente ao encontro da água gelada de geleiras polares.
O amor e o amado são duas faces duras de uma mesma moeda falsa,
duas partes em que uma apenas quer unir de partes diferentes da laranja,
duas almas que se encontram individualizadas no indefinível
de um universo plenamente indecifrável e sofrível.
Quem não ama quem o ama, também quer amar, mas não sabe como fazer.
Quem ama quer amar mais ainda, por forças inexplicáveis do muito sofrer.

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