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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Hipertensão com início na meia idade eleva risco de infarto

Coração

Mudança da pressão arterial na meia-idade prevê com mais precisão as chances de ocorrência de um ataque cardíaco ou de um derrame

Pressão arterial: evitar a hipertensão durante a meia idade - entre 41 e 55 anos - reduz riscos de derrame e ataque cardíaco Pressão arterial: evitar a hipertensão durante a meia idade - entre 41 e 55 anos - reduz riscos de derrame e ataque cardíaco (Thinkstock)
Uma elevação abrupta da pressão sanguínea na meia idade pode aumentar significativamente os riscos de ataque cardíaco e derrame durante a vida. De acordo com um estudo publicado no periódico Circulation, os riscos para essas doenças cardiovasculares são 30% maiores para aquelas pessoas que viram sua pressão aumentar entre os 41 e os 55 anos.
As estimativas para o risco cardíaco são, costumeiramente, feitas com uma única medição da pressão sanguínea. Quanto mais alto os valores encontrados, maiores os riscos. A nova pesquisa, no entanto, expandiu essa prática. Isso porque ela demonstra que um preditor mais apurado é a mudança dos valores da pressão arterial de quando o paciente tem 41 anos para os 55 anos.
“Descobrimos que quanto mais conseguirmos prevenir a hipertensão, menores serão os riscos de doenças cardiovasculares”, diz Norrina Allen, coordenadora do estudo e professora assistente de medicina preventiva na Universidade de Northwestern. “Mesmo aquelas pessoas com pressão sanguínea normal precisam garantir que ela se mantenha assim, e não comece a se elevar nesse período da meia idade.”
Pesquisa - O estudo analisou dados de 61.585 participantes. As leituras de pressão começaram quando eles tinham 41 anos e foram medidas novamente aos 55 anos. Os voluntários foram, então, acompanhados até a ocorrência do primeiro ataque cardíaco ou derrame, ou em caso de morte ou de completarem 95 anos.
Homens que desenvolveram pressão alta na meia idade ou que sempre a tiveram tinham 70% mais riscos de ataque cardíaco ou derrame, frente a 41% para aqueles que mantiveram os níveis baixos ou que conseguirem reverter um quadro de pressão alta ao longo do tempo. Para as mulheres, os índices eram de 50%, frente a 22%. Homens geralmente têm 55% de risco de doenças cardiovasculares durante a vida; mulheres, 40%.
“Nossa pesquisa sugere que se pode tomar medidas preventivas para manter a pressão sanguínea baixa, assim há uma redução nas chances de um ataque cardíaco ou derrame”, diz Donald M. Lloyd-Jones, coautor do estudo. “Manter uma alimentação saudável, combinada a exercícios e controle de peso, pode ajudar a reduzir a pressão. E, assim, os riscos para doenças cardiovasculares futuras.”
VEJA

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