Escândalo no Trabalho
Ex-ministro pode voltar a presidir partido um dia depois de deixar governo
Luciana Marques
O ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi (Lula Marques/Folhapress) O secretário-geral da legenda, Manoel Dias, afirmou que a maioria dos pedetistas deve votar a favor da recondução de Lupi à presidência do partido. “Há pessoas que pensam diferente no partido em relação a vários temas, mas a volta dele à presidência é natural”, disse. Segundo Dias, o partido não está em crise, mas “magoado” com a forma que Lupi teve que deixar o ministério.
Para o secretário, o PDT deve continuar no governo, apesar de divergências internas sobre o tema. “Nada aqui tem unanimidade, já havia 20% que eram contra a ida do governo”, afirmou. Entre os dissidentes está o senador Cristovam Buarque (PDT-DF). “O partido deve ser modificado e deixar de ser coadjuvante do PT e do PMDB, como somos quando temos ministro”, disse. Para ele, a legenda precisa ser independente e oferecer uma alternativa, mas não deve integrar a oposição.
O PDT pode perder o comando da pasta do Trabalho na reforma ministerial, prevista para o início de 2012.
Demissão - Lupi deixou o governo no domingo após sucessivos escândalos envolvendo seu nome. O secretário-executivo da pasta, Paulo Roberto dos Santos Pinto, assumiu nesta segunda-feira de forma interina. Em nota, Dilma agradeceu o trabalho de Lupi. "A presidente agradece a colaboração, o empenho e a dedicação do ministro Lupi ao longo de seu governo e tem certeza de que ele continuará dando sua contribuição ao país", diz o informe.
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