Proposta foi apresentada à Assembleia Legislativa de São Paulo. Para promotor, medida seria o primeiro passo para fazer valer a lei
Cida Alves
Plenário da Alesp: delegacia teria estrutura para primeiros atendimentos aos bichos (Eduardo Knapp/Folhapress) Para o promotor Laerte Levai, da 4ª Promotoria de Justiça de São José dos Campos e especialista em direito dos animais, a criação de delegacias de referência é um passo importante para que a lei comece a ser aplicada com maior rigor, pois elevaria o número de denúncias. Levai acredita que a lei federal de crimes ambientais é suficiente para punir os agressores, o problema é que é pouco conhecida e mal aplicada.
"O que precisa mudar é a consciência dos próprios profissionais que atuam na aplicação dessas penas”, diz Levai. “Delegados e promotores não podem considerar esses crimes como de menor potencial ofensivo". Ele ressalta que as vítimas, nesses casos, devem ser encaradas como seres vivos e não como propriedade dos donos.
Questionamento - O Brasil, segundo Levai, está entre os poucos países que têm os crimes contra animais previstos na Constituição. "Também na Alemanha e na Índia existem legislações exemplares, na teoria”, conta. “A questão é o que acontece na prática". Além das penas aplicadas pela Justiça brasileira, os agressores podem receber multas de órgãos administrativos, como o Ibama e a Polícia Ambiental.
São Paulo também possui um Código Estadual de Defesa dos Animais, aprovado em 2005. Porém, duas ações que tramitam na Justiça estadual e no Supremo Tribunal Federal (STF) inviabilizam a aplicação da lei enquanto ela estiver com artigos sob questionamento.
Denúncias de maus tratos contra animais podem ser feitas pelo telefone 156, ou ligando para a Polícia Militar (190).
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