Apesar da crescente popularidade de monitores de freqüência cardíaca, mp3, GPS e outros, muitos destes equipamentos continuam inacessíveis a parte dos corredores. Como monitorar a intensidade do exercício sem o auxílio da tecnologia? É possível fazer isso de forma correta?
Pesquisadores da Universidade de New Hampshire1 (EUA) verificaram que sim, é possível, por meio de um procedimento simples: o “talk test”, ou teste da conversa.Quinze praticantes de esportes (13 homens e 2 mulheres) com idades entre 18 e 35 anos se submeteram a um teste de esforço progressivo (a velocidade inicial era baixa e ia aumentando a cada 3 minutos) realizado em laboratório, monitorando a intensidade de diferentes formas:
Análise ventilatória – o indivíduo corria usando uma máscara e o ar expirado era analisado a cada 15 segundos. Através de um analisador de gases, era possível avaliar a intensidade do exercício. Á medida que a intensidade do esforço aumenta, a quantidade de CO2 (gás carbônico) expirado também cresce.
Ácido lático sanguíneo – a cada três minutos de corrida, a esteira era pausada para uma coleta de sangue. O objetivo foi dosar a concentração de ácido lático no sangue, também um marcador de intensidade do exercício.
Teste da conversa – consiste na leitura em voz alta de uma passagem (um trecho de um livro, por exemplo) durante o exercício. Há três resultados possíveis: Sim (consegue ler a passagem), Talvez (não muito bem) e Não (não consegue ler).
Os pesquisadores concluíram que o Teste da Conversa tem alta relação com a intensidade monitorada pela concentração de ácido lático no sangue. Pode, portanto, ser utilizado para a prescrição e controle da intensidade da corrida.
Abaixo, uma tabela que pode servir como referência para aqueles que desejam basear seu treinamento no Teste da Conversa:
Em outras palavras, este estudo mostra que é possível treinar corretamente, ainda que sem recursos sofisticados.
1-Quinn, T. J & Coons, B. A. The Talk Test and its relationship with the ventilatory and lactate thresholds. Journal of Sports Sciences, August, 29(11), 1175-1182, 2011.
Veja



Nenhum comentário:
Postar um comentário