Cultura
Português finaliza o longa-metragem, Gebo et l'ombre, que deve estrear em 2012
Manoel de Oliveira, diretor de cinema português, durante o 63° Festival de Cannes (Ian Gavan/GettyImages) Com sua bengala como único sinal da idade, o diretor avança com perseverança por suas oito décadas de carreira cinematográfica e já planeja seu próximo projeto, uma adaptação do texto do brasileiro Machado de Assis de A Igreja do Diabo. Antes, o cineasta tem que terminar os retoques de seu último filme, rodado em Paris e baseado em um conto de Raul Brandão, que relata a vida de injustiças de um pai sacrificado no início do século XX. O filme, em francês, conta com a participação de Michael Lonsdale, Jeanne Moreau e Claudia Cardinale, e deve estrear no festival de Cannes no próximo ano.
Em uma de suas aparições públicas mais recentes, na Universidade do Porto, onde recebeu o título de doutor 'honoris causa', o diretor explicou que a ideia desse filme surgiu de forma casual. 'Foi um espectador que me desafiou a fazer um filme sobre os pobres', disse no discurso da posse, no qual exibiu o humor de sempre.
Incansável, na última década ele produziu cerca de vinte filmes de sua extensa filmografia. Seu primeiro trabalho cinematográfico foi em 1931, quando rodou com a câmera de seu pai um curta-metragem mudo, um documentário poético em preto e branco sobre sua terra natal.
(Com agência EFE)
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