Otílio Prado disse em carta que deixa o cargo de assessor especial na administração municipal para evitar constrangimentos
O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel (Vanessa Carvalho/News Free/Folhapress) Um aliado relata que Otílio se sentiu especialmente atingido quando foi divulgada a informação de que uma empresa de seu filho, Gustavo Prado, seria uma das clientes da P-21 e teria recebido dinheiro da construtora HAP Engenharia, que tem contratos com a prefeitura de Belo Horizonte.
A carta de demissão foi enviada na tarde desta quinta a Lacerda, mas a exoneração só deve ser concretizada na sexta-feira, pois é feriado municipal na capital mineira. No texto, Otílio avalia que "inexiste incompatibilidade" entre o cargo exercido na prefeitura e sua participação na P-21. Mesmo assim, ele pede para deixar a função na administração municipal.
"Não quero de nenhuma forma criar constrangimento indevido à figura do prefeito e tampouco causar prejuízo à imagem desta administração ou à figura do ministro Fernando Pimentel", afirma na carta. Otílio alega que tinha participação discreta na sociedade e que "toda a atividade da empresa P-21" era exercida por Pimentel, pois os serviços abrangiam "questões afetas à expertise detida pelo ex-prefeito e atual ministro". O sócio de Pimentel confirma que contribuiu apenas com o capital da empresa até novembro de 2010, quando passou a ser sócio-gerente da P-21. Nesse momento, no entanto, a empresa já se encontrava inativa, segundo Otílio.
(Com Agência Estado)

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