Musical
Há cinco meses no papel, Tiago Abravanel experimenta os efeitos de viver entre o Leme e o Pontal, no Rio, e fala do sonho de trabalhar na Globo
Leo Pinheiro, do Rio de Janeiro
Tiago Abravanel: maracado pela 'convivência' com Tim Maia (Oscar Cabral) Tim Maia – Vale Tudo, o Musical é um fenômeno. Depois de esgotar os ingressos para os últimos dias da peça no Teatro Casagrande, no Leblon, o espetáculo também vendeu antecipadamente todas as 1.143 cadeiras para cada uma das apresentações do primeiro mês no Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes, onde fará nova temporada de 6 de janeiro a 26 de fevereiro. E em seguida, Tiago levará Tim para uma temporada em sua terra natal, com reestreia em 09 de março, no Teatro Procópio Ferreira.
“A razão desse sucesso é o Tim. As pessoas têm muita saudade dele. Eu não tinha a exata noção porque quando ele morreu eu era uma criança de dez ou onze anos”, explica.
Tiago tem noção de sua juventude. E protelou a sua estreia na tevê por achar que não estava preparado (esperou até os 23 anos para atuar em sua única novela até agora, Amor e Revolução, no SBT). Achava que não tinha chances de conseguir o papel principal na peça escrita por Nelson Mota e dirigida por João Fonseca por ter escolhido a “música errada” na hora do teste. “Escolhi duas músicas para o meu teste com o João. Quando disse que a primeira seria Eu amo você, ele respondeu na lata que não gostava da música. Ali eu tinha achado que tinha perdido o papel”, conta.
Tiago Abravanel no espetáculo 'Tim Maia - Vale Tudo, o Musical'
“Eu acho que ficar marcado como o ator que fez o Tim Maia é bacana. O Tim foi um presente para mim, no sentido de eu mostrar o meu trabalho para as pessoas. Obviamente eu não quero ser Tim Maia para o resto da vida, mas ainda tem muito Tim Maia pela frente”, diz, prometendo vida longa ao espetáculo. Portanto, para quem ainda não viu, como Silvio Santos – o avô assistiu a todos os espetáculos de Tiago, mas ainda está em falta com ‘Tim’ –, há esperança.
O neto de Silvio, quem diria, sonha em trabalhar na Globo. “A Globo, queiram ou não queiram, é a maior escola de produção dramatúrgica desse país. O alcance mundial que se tem com as novelas da Globo, não desmerecendo as outras, porque eu aprendi muito no SBT, você não consegue em outro lugar. Existe um investimento e uma valorização da dramaturgia maior. Não vou mentir. Quando a gente quer trabalhar, quer que seja em lugar que tenha um alcance bacana, tenha o melhor material. Não sei se o dia em que chegar lá vou me identificar, mas quero um dia ter orgulho de dizer que um dia trabalhei na Globo”, torce.
O dia parece estar próximo. Depois de ser aclamado por público e crítica, o ator passou a receber visitas de colegas ilustres como Marília Pera, Ary Fontoura, Diogo Vilella, do diretor global Wolf Maya. Até Fernanda Montenegro quis conhecê-lo. Dos pares de profissão tem escutado que “a hora vai chegar”.
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